Eunício Oliveira defende o “SUS da Segurança”

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Em sessão temática para debater a segurança pública com especialistas e representantes do governo, nesta terça-feira (6), o presidente do Senado, Eunício Oliveira voltou a defender a criação de um sistema integrado nacional para coordenar as diversas polícias e serviços de inteligência no combate ao crime organizado.

Eunício apontou uma “desorganização geral” em relação às políticas de segurança pública, e evidenciada pela pouca quantidade de dados confiáveis. E também ressaltou a necessidade de mais qualificação para os agentes de segurança pública com o auxílio da alta tecnologia.

Eunício reiterou o compromisso assumido no início do ano legislativo de trabalhar para que o Congresso Nacional não meça esforços para discutir e aprovar iniciativas voltadas para a melhoria da segurança pública.

Nesse sentido, destacou, o Senado já aprovou este ano projeto que determina a instalação de bloqueadores de celulares nas penitenciárias, além de outras duas propostas na área: uma que proíbe o contingenciamento de recursos do Fundo Penitenciário Nacional, e o que confere à Polícia Federal a tarefa de investigar crimes por organizações paramilitares e milícias armadas, caso se comprove o envolvimento de agente de órgão de segurança pública estadual.

O próximo projeto a ser discutido, informou Eunício, é o que trata da criação de colônias penitenciárias agrícolas, nas quais os presos deverão trabalhar e arcar com a sua própria manutenção no sistema prisional.

Eunício lembrou ainda que o Senado e a Câmara chancelaram o decreto do presidente da República Michel Temer pela intervenção no estado do Rio de Janeiro na área de segurança. Eunício disse que, para isso, consultou antes o governador de quem recebeu a concordância.

O senador acrescentou que, na semana passada, entregou ao ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, e ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, a minuta do projeto para a criação do sistema integrado de segurança pública. O texto passará a ser discutido pelos parlamentares.

Eunício também teve atendida a solicitação para que uma força-tarefa de inteligência federal seguisse para a capital do Ceará, Fortaleza. Por se tratar de uma área estratégica de defesa nacional, com grande movimento do tráfico de armas e drogas, ele também pediu ao presidente Temer que um dos pontos de integração seja instalado no estado.

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