Água em discussão

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Será realizado de 19 a 22 próximos, no Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade, em Brasília, o Fórum Alternativo Mundial da Água (FAMA). O evento abordará temas como o controle social das fontes de água, o acesso democrático à água, a luta contra as privatizações dos mananciais e barragens, a defesa dos povos atingidos, os serviços públicos de água e saneamento e as políticas públicas necessárias para o controle social do uso da água e preservação ambiental.

Tratam-se de questões importantíssimas para o Nordeste, considerando a escassez hídrica que há seis anos afeta os nove estados da região, prejudicando a economia e retardando as expectativas sociais.

O Fórum será promovido no mesmo período do 8º Fórum Mundial da Água.

Abaixo, informações da Agência Brasil:

É a primeira vez que o Fórum Alternativo Mundial da Água é realizado no Brasil, assim como o Fórum Mundial da Água. A estimativa é de que 6 mil a 7 mil pessoas participem dos cinco dias do FAMA, que reunirá cerca de 4 mil dos inscritos em um acampamento no Pavilhão do Parque da Cidade.

A principal bandeira do Fórum Alternativo é mostrar que a água é um bem natural e está a serviço da humanidade, não podendo ser mercantilizada. Além disso, servir aos povos, a produção de alimentos, ao acesso das pessoas e não servir a interesses financeiros. O ato termina no dia 22, com uma marcha em defesa da água para alertar, em especial a população de Brasília, do problema da crise hídrica.

Para o representante do Movimento dos Pequenos Agricultores, Bruno Pilon, que também é um dos coordenadores do FAMA, a maior preocupação é com o grande número de privatizações dos sistemas públicos de distribuição de água e energia. “Por que fazer o Fórum Mundial aqui no Brasil, neste momento em que está aumentando tanto a questão das privatizações no nosso país?, questiona. Para Pilon, a água é um bem público e ela não deve ser mercantilizada. “A gente sabe que esse processo aumenta os custos para os consumidores, além de você colocar diversas barreiras ao acesso”, alerta.