A Eletrobrás na mira da privatização

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É prevista para hoje nova tentativa de instalação da comissão parlamentar da Câmara federal que vai analisar o projeto de privatização da Eletrobras.

Na semana passada, a instalação foi suspensa após questão de ordem da oposição, que promete mais uma vez obstruir os trabalhos para impedir que a proposta comece a ser apreciada.

“É um escândalo o que nós estamos vivenciando: um projeto de privatização que vai entregar a Eletrobras por R$ 9 bilhões, quando ela tem ativos equivalentes a R$ 400 bilhões. E todos sabem que na medida em que a Eletrobras for privatizada, há uma expectativa de que você tenha um crescimento de até quatro vezes no preço da energia”, afirmou a deputada Erika Kokay (PT/DF).

O projeto, definido como prioritário pelo governo, autoriza a Eletrobras a vender novas ações no mercado, fazendo com que a participação da União caia para menos da metade no controle acionário da empresa.

O aumento do capital social da Eletrobras e de suas subsidiárias vai permitir o que também tem sido chamado de desestatização: o governo federal perde o controle sobre a maioria das ações e, em troca, permite que as usinas da companhia passem a vender energia a preços de mercado, e não mais pelas cotas de preços baixos em vigor hoje.

Como contrapartida, a Eletrobras vai pagar um prêmio, chamado de outorga, de 12 bilhões de reais. O texto integra a agenda econômica prioritária do governo Temer.