Consumidor de Fortaleza mantém otimismo

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Informações veiculadas pelo Sistema Fecomercio do Ceará:

Em março, 60,2% dos consumidores de Fortaleza consideram sua situação financeira atual melhor ou muito melhor do que há um ano, é o que revela o Índice de Confiança do Consumidor de Fortaleza (ICC), pesquisa realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Ceará (Fecomércio/CE). No entanto, segundo o levantamento, houve uma queda no Índice de -2,8%, passando de 106,4 pontos, em fevereiro, para 103,4 pontos neste mês.

O resultado foi influenciado pela diminuição dos seus dois componentes: o Índice de Situação Presente teve redução de -1,2%, passando de 101,5 pontos para 100,3 pontos no período analisado; e o Índice de Situação Futura teve contenção de -3,9% atingindo o patamar de 105,4 pontos.

Expectativa dos consumidores

Em março, 46,0% dos entrevistados mostraram disposição para compra de bens duráveis, ante 46,8% de intenção demonstrada em fevereiro. Dentre aqueles que ainda demonstram maior otimismo, destacam-se os consumidores do gênero masculino (48,9% dos entrevistados afirmam que março bom momento para compra de bens de consumo duráveis), do grupo com idade acima dos 35 anos (47,2%) e com renda familiar acima de dez salários mínimos (60,0%).

A pesquisa também aponta as expectativas com o futuro que se mostram mais otimistas, com 73,5% dos entrevistados acreditando que sua situação financeira futura será melhor ou muito melhor do que a atual. Entretanto, 58,2% dos entrevistados descrevem o cenário econômico nacional como ruim ou péssimo. Esse sentimento recebe influências da percepção das incertezas ainda existentes do quadro de recuperação e das dúvidas do ambiente político.

Pretensão de compra

O estudo indica que a taxa de pretensão de compras teve queda de -4,5 pontos percentuais, passando de 38,1%, em fevereiro, para 33,6% neste mês. Apesar disso, o comportamento é considerado normal, dada a sazonalidade do início do ano – com a taxa se situando próxima da observada no mesmo mês do ano passado (33,2%).
Já o valor médio das compras é estimado em R$ 288,30 e a intenção de compra mostra-se mais elevada para os consumidores do sexo masculino (35,1%), mais vigorosa para o grupo com idade entre 18 e 24 anos (44,4%) e com renda familiar entre cinco e dez salários mínimos (45,9%).

Os produtos mais procurados são: Televisores, citados por 25,8% dos entrevistados; Móveis e artigos de decoração (17,8%); Geladeiras e refrigeradores (14,4%); Aparelhos de telefonia celular (12,1%); Artigos de vestuário (10,8%) e Fogões (10,5%).

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