Varejo cearense tem “leve sinal de recuperação”, segundo o Ipece

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O comércio de varejo comum no Ceará registrou em janeiro deste ano queda de 0,5% em relação a dezembro de 2017 (ajustada sazonalmente). Já o varejo nacional verificou variação positiva de 0,9% na mesma comparação. Mas, quando comparado com janeiro de 2017, o varejo estadual avançou 2,5% e o nacional, 3,2%, segundo a Pesquisa Mensal do Comércio, divulgada pelo IBGE. Os dados estão na publicação Enfoque Econômico – Desempenho do Varejo Cearense em janeiro de 2018, lançada pelo Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece), da Secretaria de Planejamento e Gestão do Ceará.

Com o resultado, o varejo cearense apresentou leve sinal de recuperação frente a duas quedas sucessivas observadas para o mesmo mês em anos anteriores, mas não alcançando o patamar do volume de vendas observado em janeiro de 2016. Já o varejo nacional teve recuperação mais robusta, superando as vendas de janeiro 2016. No acumulado em 12 meses, verifica-se que o volume de vendas do varejo comum no Ceará ainda registrou recuo de 1,3%, influenciado pelos resultados negativos observados nos primeiros meses do ano de 2017. Mas, a partir de maio deste ano, o varejo comum estadual passou a apresentar os primeiros sinais de recuperação nas suas vendas.

Os números do varejo ampliado, que adiciona também os resultados das vendas das atividades de Veículos, motos, partes e peças e de Materiais de construção, foi bem mais favorável em janeiro de 2018, frente ao começo do ano de 2017, tanto para o estado do Ceará (crescimento de 5,1%) quanto para o Brasil (crescimento de 6,5%). Diferente do ocorrido no varejo comum, as vendas do varejo ampliado cearense registradas em janeiro de 2018 já ultrapassaram o volume de vendas registrado em janeiro de 2016. No acumulado de doze meses também foram observadas variações positivas de 4,6% para o Brasil e de 2,4% para o Ceará, respectivamente.

As atividades com os maiores avanços no varejo cearense foram as de Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (+20,2%); Veículos, motocicletas, partes e peças (+18,9%); Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (+6,2%); Móveis e eletrodomésticos (+4,8%); Tecidos, Vestuário e calçados (+1,8%) e Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (+1,6%). Por outro lado, as vendas cearenses de Combustíveis e lubrificantes registraram queda de 21,8%, influenciada pela alta nos combustíveis seguida pela de Material de construção (-7,4%) e Livros, jornais, revistas e papelaria (-4,2%).