Desocupação recua no Ceará

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O primeiro trimestre de 2018 apresentou Taxa de Desocupação no Estado do Ceará de 12,8%, tendo recuado 1,5 ponto percentual com relação à máxima atingida, de 14,3% no primeiro trimestre de 2017. A retomada da atividade econômica, iniciada no primeiro trimestre de 2017, tem elevado a busca por ocupação e, por conseguinte, o tamanho da Força de Trabalho, o que acaba reduzindo em um ritmo mais lento a Taxa de Desocupação do Estado. Dessa forma, trabalhadores fora do Mercado de Trabalho tendem a se incorporar na Força de Trabalho ao seguir na mesma direção dos Ciclos de Negócios. O trabalhador adicional na Taxa de Atividade é denominado na literatura econômica de added worker effect (efeito do trabalhador adicional).

A informação consta do Termômetro do Mercado de Trabalho – 1º trimestre/2018, publicado pelo Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece),  vinculado à Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag) do Governo do Estado. O estudo destaca ainda que, do primeiro trimestre de 2017 ao primeiro trimestre de 2018, houve um influxo de 75 mil pessoas que entraram na Força de Trabalho, deixando a condição de desalento e elevando a Taxa de Atividade no mercado de trabalho cearense.

“Esse contingente é quase duas vezes maior que a redução do quantitativo de desocupados neste período de um ano, de 30 mil”, diz o analista de Políticas Públicas do Ipece, Daniel Suliano, autor do trabalho. Segundo ele, o desemprego ainda está em patamares elevados, tendo em vista não só a Taxa de Desocupação como também o elevado nível da Taxa de Subutilização da Força de Trabalho, variável esta que capta o contingente de trabalhadores em desalento.