Universidade Federal de Pernambuco investe em biodiesel

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A Universidade Federal de Pernambuco já produz biodiesel para os tratores da equipe de limpeza do Campus Recife. O primeiro teste foi realizado esta semana na área da Usina Piloto de Biodiesel da Biorrefinaria Experimental de Resíduos Sólidos Orgânicos (Berso), localizada num antigo galpão do Departamento de Energia Nuclear (DEN) da UFPE. Nas atuais condições, é possível produzir 100 litros de biodiesel por dia, utilizando óleo de fritura e álcool metanol. O produto da usina também serve como combustível para o gerador, que, atualmente, tem capacidade para produzir energia elétrica suficiente para cinco residências, mas a ideia é aumentar a geração e injetar a energia na rede do Campus Recife.

A transformação do óleo em biodiesel é rápido. O líquido é filtrado, depositado em um tonel e direcionado a outros tanques, onde permanece de quatro a seis horas. O procedimento resulta em biodiesel e glicerina, que pode ser utilizada por indústrias ou transformada em álcool e reutilizada no fluxo de produção. As operações estão funcionando, desde o final do ano passado, em esquema piloto.

“O esquema piloto das atividades está acontecendo há cerca de seis meses. A previsão é que, até o final do ano, toda a tecnologia esteja desenvolvida”, explicou o professor Rômulo Menezes, do DEN, que coordena a Berso em parceria com a arquiteta Fátima Xavier, diretora da Diretoria de Gestão Ambiental (DGA) da Superintendência de Infraestrutura (Sinfra) da Universidade. A finalização estrutural da biorrefinaria deve ser realizada até o final deste ano. “Estamos em fase de finalização da estrutura do centro de recepção, onde serão recebidos os estudantes para a apresentação da Berso”, explicou o docente. Ele explicou que o uso do biodiesel no trator proporcionou o mesmo desempenho que o diesel fóssil.

A produção de biodiesel não é a única atividade realizada na biorrefinaria. Já está em funcionamento o pátio de compostagem, no qual restos de alimentos e material de podas de árvores, jardins, capina e varrição são utilizados para gerar material orgânico, que serve para adubação de hortas, parques e jardins.

Os resíduos sólidos gerados na Universidade são utilizados, ainda, no biodigestor anaeróbio, que recebe os restos de alimentos para transformá-los em biogás e, em seguida, em energia elétrica. “O reator para o processamento da totalidade dos resíduos terá 160 metros cúbicos. O sistema vai custar cerca de R$ 2 milhões, mas se pagará em quatro anos, com a energia gerada, já que garantirá uma economia de R$ 350 mil por ano, na conta de energia elétrica, além da eliminação dos custos de envio dos resíduos para o aterro sanitário”, afirmou Rômulo Menezes.

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