Sergipe é avaliado pelo Unicef

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A consultora do Unicef Maria de Lourdes Magalhães prestigiou as oficinas da rede de inclusão realizadas pelo Governo de Sergipe. O objetivo da ação é de fortalecer a atenção integral dada às crianças afetadas por infecções congênitas como sífilis, toxoplasmose, rubéola (Storch) e pelo vírus da zika.

“Em Sergipe todas as ideias são bem recebidas. O que se traz tem adesão por parte do Estado e dos municípios, porque já estão preparados, articulados. Costumo dizer que aqui é terreno fértil. Aqui se pode apostar, investir, que os resultados são certos”, disse. Ela observou que ao chegar ao estado, os kits multissensoriais de estimulação precoce, que auxiliarão crianças com deficiência intelectual, já estavam prontos.

O foco do evento é a integração das redes de atenção e o trabalho Intersetorial, para a estimulação de crianças com alterações no desenvolvimento realizada no ambiente domiciliar e escolar, segundo informou a coordenadora estadual de Rede de Atenção à Saúde, Socorro Xavier.

A coordenadora explicou que a visita a Sergipe do ministro da Saúde, Gilberto Ochhi, na segunda-feira, estabelece compromissos do governo federal com as pessoas com deficiência, ao trazer boas notícias referentes à liberação de recursos financeiros para a compra dos equipamentos do Centro Especializado de Reabilitação (CER IV).

O Unicef, por intermédio da consultora Maria de Magalhães, ressalta que Sergipe está em processo de aprimoramento da Rede de Atenção à Pessoa com Deficiência (RAPcD). “Hoje temos habilitados três centros especializados de reabilitação (CER), trabalhando com as modalidades intelectual e física, que são a Associação de Pais e Amigos do Excepcional (Apae), o Centro de Integração Raio de Sol (Ciras) e o Serviço de Reabilitação Fìsico Motora (Serfismo). Há perspectiva de abrir um CER III (auditiva, intelectual e física) em Lagarto. Teremos em breve, o primeiro centro de excelência nas quatro modalidades de reabilitação que é o CER IV, em Aracaju, sendo referência para todo Estado de Sergipe.

A gerente do Banco de Leite Humano Marly Sarney e a representante do ambulatório Follow-up, Magda Dórea, destacou a importância do evento, que reúne Unicef, Ministério da Saúde e secretarias estadual e municipais de Assistência Social e Educação, além dos atores interessados no tema.

“Nós, enquanto poder público, enquanto profissionais das redes estadual e municipal, temos desafios muito grandes. Estamos em pleno século XXI, em um momento que não é possível dizer à família sergipana que não podemos atender seus filhos, seja na educação, assistência ou saúde. Precisamos, sim, incluir e nos preparar para que essas pessoas sejam vistas e respeitadas”, disse a vice-prefeita de Aracaju, Eliane Aquino.

De acordo com a secretária de Assistência Social do município, Rosane Cunha, o poder público deve apoiar as famílias que convivem com os desafios ocasionados por estes problemas de saúde. “Esse é um momento ímpar em que podemos estar próximos às famílias que nos últimos três anos tiveram de enfrentar a problemática do zika vírus. Deixar claro que elas não estão sozinhas e que é papel do poder público estar com as famílias sempre e levar até elas o tratamento e procedimentos que tanto merecem”, afirmou.

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