Fortaleza ganha Museu Orgânico

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A Prefeitura de Fortaleza lança hoje (11/07), às 18 horas, o Projeto Museu Orgânico. Trata-se de ação inédita que visa a sistematizar o roteiro de espaços culturais da Capital, reconhecendo agentes e promotores de programação que fortalecem as manifestações da cultura.

A primeira ação do projeto acontece no Cantinho do Frango e contempla o campo da Música, expressão que encontra ressonância na história da vida boêmia de Fortaleza, identificada em bares da cidade que têm sido ambientes de convivência e de grandes produções intelectuais, artísticas e culturais.

A criação do Museu Orgânico é uma forma de ligar a criatividade plural, diversa e atemporal das interfaces da música e outras linguagens culturais cearenses e sua contribuição para a formação da alma cultural da Cidade, fortalecendo os cuidados com a dinamização da nossa memória e a democratização da arte.

A proposta da Prefeitura de Fortaleza busca trabalhar a Capital como um grande museu aberto, inciativa que se inspira na proposta de potencialização dos conteúdos culturais da vida urbana, vinculando seus campos de sentido, como fórmula apresentada no livro-cd “Bulbrax – Sociomorfologia Cultural de Fortaleza”, de autoria do jornalista Flávio Paiva.

Cada espaço selecionado para ser uma galeria do Museu Orgânico na linguagem “Música” receberá um painel de 3m x 1,5m da Prefeitura de Fortaleza, composto por 50 fotos de compositores, músicos e intérpretes de reconhecido valor artístico-cultural para a música do Ceará, como mostra da diversidade musical da Cidade.

A disposição das fotos em ordem alfabética, todas em preto e branco e com o mesmo tamanho, assegura o distanciamento da Prefeitura quanto a preferências estético-temáticas e de personalidades.

Cada bar-galeria escolhe entre os 50 nomes do painel um destaque para representar o seu espaço. Fica, contudo, facultado ao proprietário ou gestor do bar o direito de indicar um nome de destaque não incluído no painel, conforme as peculiaridades e preferências do bar e de seus frequentadores.

Os nomes de destaque não podem se repetir no Projeto Museu Orgânico, pelo menos antes de completado o uso dos 50 nomes que compõem o painel. Ou seja: O destaque escolhido por um espaço não pode, por qualquer justificativa, ser repetido em outro. A prioridade de escolha será dada conforme a ordem de inscrições dos bares.

Os destaques do bar-galeria contarão com um quadro específico do homenageado local, no qual um pequeno texto do proprietário ou gestor justifica o motivo da escolha daquele artista para destaque.

Por se tratar de uma mostra com apenas 50 artistas, nomes importantes não foram contemplados. Para evitar a pressão de trocas ou de acréscimos de nomes ao sabor das circunstâncias e influências do tempo presente, fica considerado o horizonte do Projeto Fortaleza 2040 para qualquer revisão de nomes que integram o painel.

Como são escolhidos os espaços
Os bares-galerias do Projeto Museu Orgânico serão convidados pela Prefeitura de Fortaleza, obedecendo o critério de distribuição espacial no território da Capital, contemplando as sete Regionais da Cidade, com a identificação desses espaços vivos de cultura. A partir do lançamento do projeto, outros bares poderão se candidatar a receber o selo de Bar-Galeria do Projeto Museu Orgânico.

Os bares-galerias integrantes do projeto Museu Orgânico entrarão no roteiro turístico-cultural de Fortaleza, considerando que essa aproximação por campos de sentido é tão relevante para quem visita a cidade como para quem nela vive.

O Projeto Museu Orgânico será iniciado com um mínimo de cinco painéis de música, a serem fixados em bares até o fim deste ano. O primeiro lançamento do programa será nesta quarta-feira (11/07), no Cantinho do Frango, com show de Rodger Rogério, nome escolhido pelo dono do estabelecimento, Caio Napoleão, explicitando a relação que liga o artista àquela galeria.

A Prefeitura de Fortaleza abrirá inscrições para espaços vivos de cultura interessados em se tornar galerias do Museu Orgânico. Além dos bares, poderão pleitear o material: restaurantes, equipamentos públicos, espaços culturais, barracas de praia, terminais de transportes, centros educacionais, praças de esportes, entre outros, tendo obediência ao princípio de que só entrarão no roteiro espaços que ofereçam acesso público.

Em paralelo à implantação das galerias com os painéis da linguagem Música, a Prefeitura de Fortaleza desenvolverá painéis, nos mesmos moldes e seguindo os mesmos critérios, para outras manifestações culturais, como teatro, literatura, fotografia, artes visuais, humor, esportes e outras.

O Projeto Museu Orgânico inclui a possibilidade de painéis com pensadores como Clóvis Beviláqua, Capistrano de Abreu, entre outros, além de figuras populares da cidade, como Zé Tatá, Bode Ioiô etc.

Na evolução do programa, está prevista, ainda, a possibilidade de colocação de estátuas em áreas públicas com personagens referenciadas nos painéis e que farão também as vezes de totens com QR Codes, por meio dos quais as pessoas poderão acessar virtualmente as diversas galerias do Museu Orgânico espalhadas pela cidade, suas localizações e características.

As bases para a constituição e funcionamento do Museu Orgânico, bem como a escolha dos 50 nomes que integram o painel a ser multiplicado nos bares-galerias e a seleção dos primeiros espaços foram desenvolvidas por um grupo de curadores indicados pelo Gabinete do Prefeito Roberto Cláudio e é composto pelo jornalista Moacir Maia, Coordenador de Comunicação Social da Prefeitura Municipal de Fortaleza; o arquiteto Totonho Laprovitera, representante da Secretaria Municipal do Turismo de Fortaleza; o escritor e Produtor Cultural Jorge Pieiro, representante da Secretaria Municipal de Cultura de Fortaleza; e o jornalista, compositor e escritor Flávio Paiva, autor do livro-cd “Bulbrax – Sociomorfologia Cultural de Fortaleza”.

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