Ceará ganha expressão na produção de componentes de eólicas

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Além de importante produtor de energias renováveis, o Ceará começa a se destacar também na fabricação e exportação de equipamentos utilizados por empresas do setor. É o segundo maior exportador de maquinário das indústrias de energia eólica do Brasil e registra um crescimento de 287% nas vendas ao exterior entre janeiro a julho de 2018 ante igual período de 2017, segundo estudo realizado pelo Centro Internacional de Negócios da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC). Nos sete primeiros meses do ano, o estado contabilizou US$ 34,9 milhões em vendas para outros países, enquanto no mesmo período do ano passado o valor foi de US$ 8,9 milhões.

Pás para geradores e aerogeradores utilizados nas usinas de produção de energia eólica são os itens comercializados pelas empresas cearenses. Os Estados Unidos compram cerca de 90% do total vendido pelo Ceará, contabilizando US$ 32,1 milhões. Alemanha, que em 2016 era o maior comprador, vem seguida com US$ 2,6 milhões.

As importações de produtos do setor eólico contabilizaram US$ 6,6 milhões. O valor é significativo, mas bastante inferior ao exportado pelo segmento, negando a hipótese de maquilação (estratégia utilizada pela empresa que importa para montar um produto e exportar em seguida), e mostrando que boa parte da produção desses equipamentos de alto nível tecnológico são fabricados internamente, agregando valor à pauta exportadora cearense.

Ainda no âmbito das importações, o destaque fica por conta dos insumos utilizados na produção de energia solar. Com a evolução da construção do Complexo Solar do Apodi, no município de Quixeré, o Ceará importou, de janeiro a julho de 2018 US$ 40,7 milhões, sendo US$ 34,1 milhões em “Células solares em módulos ou painéis”, principalmente vindas da China, maior fornecedora com US$ 35,9 milhões.

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