Acumulado das exportações cearenses de janeiro a setembro bate recorde 

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Os nove primeiros meses de 2018 foram produtivos para o comércio exterior cearense, com o estado acumulando US$ 1,55 bilhões em exportações. O montante é recorde para o período da série janeiro – setembro em vinte anos. Se comparado ao mesmo período de 2017, por exemplo, o valor cresceu 5,8%. Levando em consideração apenas o mês de setembro, o valor exportado pelo Ceará foi de US$ 133,7 milhões. Já nas importações, o registro foi de US$ 190,6. Os números fazem parte do estudo Ceará em Comex, produzido pelo Centro Internacional de Negócios da FIEC, com base em dados do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

Apesar do recorde, esses valores mantiveram a balança comercial do estado deficitária em US$ 56,9 milhões, posicionando o Ceará como 3° maior do Nordeste, atrás apenas de Bahia e Maranhão. O montante exportado faz do estado o 14° colocado entre as unidades federativas do Brasil em vendas externas. Isso se deve porque as importações também cresceram em relação ao ano passado. As cifras em compras de outros países somam US$ 1,99 bilhões, valor 14,3% maior que o do período em 2017.

O município de São Gonçalo do Amarante, na região metropolitana de Fortaleza, que comporta a ZPE (Zona de Processamento de Exportações) e o Complexo do Pecém, vem sendo responsável por boa parte do resultado cearense. O município, sozinho, exportou US$ 889,3 milhões, o que significa 57% de todo o valor que o estado vendeu ao exterior. Esse total cresceu 14,7% em relação ao ano anterior. O produto abastece diversas cadeias de produção, como as indústrias civil e de produção de maquinário.

Fortaleza e Sobral vêm logo em seguida no ranking dos municípios exportadores com US$ 104,5 milhões e US$ 95,8 milhões, respectivamente. Como já esperado, o de “ferro fundido e aço” lidera, com mais de US$ 895 milhões. Em seguida surge o setor de calçados, pauta que tem a cidade de Sobral como líder no país, totalizando US$ 176,3 milhões. Em 3° posiciona-se o setor de frutas, que alçou destaque devido à produção de melões e melancias, vindo a ser destaque nacional.

O principal destino da produção do Ceará tem sido os Estados Unidos. Apesar do estado ter diversas nações como destino, a demanda americana engloba 36,9% de nossas vendas, principalmente de placas de aço. O total chega a US$ 572.2 milhões. Em seguida estão Turquia, com US$ 116,8 milhões, e México, com US$ 112,8 milhões. A Polônia aumentou em mais de dois mil pontos percentuais as compras dos produtos cearenses, passando de US$ 2,5 milhões para US$ 56,5 milhões, entre 2017 e 2018.

As importações também cresceram. O valor apresentado em setembro foi 14,1% inferior ao de agosto e 11% menor que o alcançado no mês referente no ano anterior. Entretanto, os valores não ofuscam os resultados, uma vez que os quase US$ 2 bilhões importados representam a expansão da capacidade industrial. O acumulado anual é 14,3% superior ao da mesma série em 2017. Merecem destaque as cidades de Quixeré e Chorozinho, ambas pelo aumento em mais de 20 vezes de suas importações em relação ao mesmo período em 2017.

Quixeré está instalando um complexo de energia solar e demanda painéis vindos da China, principal fornecedor cearense. Os painéis fazem parte do grupo de produto adquirido pelo estado que mais cresceu em relação ao ano anterior, aumentou seus valores em 65,1% e totalizou US$ 144 milhões, sendo também o que mais cresceu em exportações. Por sua vez, Chorozinho tem iniciado a produção de motocicletas e sua demanda por combustível fez as importações da cidade crescerem mais de 2200 pontos percentuais.

Os artigos líderes em nossa pauta de importação são os combustíveis sólidos que abastecem a siderúrgica do Pecém, que equivale a um montante de US$ 815,2 milhões. Logo atrás estão o gás natural, e trigo e derivados, que suprem a alta demanda de insumos da consolidada indústria local de massas alimentícias. A capital do estado, 2° maior município cearense em importações, é o principal destino do trigo. O subgrupo que teve maior participação no consumo vindo do exterior foi o de combustíveis e seus destilados. Este contém os combustíveis utilizado pela produção de Chorozinho.

Como anteriormente mencionado, o principal fornecedor cearense é a China. Este compõe 20,42% das importações do estado, com um total de US$ 406,4 milhões. O valor compõe-se principalmente de defensivos agrícolas e os painéis solares destinados a Quixeré. Segundo maior mercado de origem, os americanos fornecem, sobretudo, combustíveis sólidos e destilados. Estes são de suma importância na atividade siderúrgica cearense, respectivamente. O total adquirido vindo dos Estados Unidos chega à soma de US$ 378,2 milhões. Um mercado que tem obtido contraste, entre nossos exportadores, é Trinidad e Tobago. O país insular aumentou suas vendas ao Ceará, em relação a 2017, mais de 2000 pontos percentuais. O resultado faz da nação nosso 5° maior fornecedor, um total US$ 100 milhões. Seu principal fornecimento é o de combustíveis gasosos.

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