Expectativa de queda da taxa Selic aponta para retomada gradual da atividade econômica

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A manutenção da taxa básica de juros em 6,50% ao ano pela sétima reunião consecutiva do Copom é justificada pela conjuntura doméstica de baixa inflação, expectativas ancoradas e retomada gradual da atividade. O IPCA encerrou o ano de 2018 em 3,8% sendo que as medidas de núcleo de inflação estão estacionadas em 3,3% há vários trimestres. As expectativas inflacionárias para os próximos anos estão todas alinhadas com as respectivas metas centrais. E o crescimento do PIB deve se materializar a partir de uma ociosidade ainda muito alta.

Para o Economista-Chefe da DMI Group, Daniel Xavier, isto sinaliza que a taxa básica deve seguir no patamar atual ao longo dos próximos trimestres. E a efetivação das reformas econômicas no Congresso, juntamente com o influxo de investidores estrangeiros serão pontos-chave para a implementação de cortes na taxa Selic. “Quanto à conjuntura econômica, o quadro externo traz agora menor risco inflacionário ao Brasil, segundo avaliação do Comitê. Além disso, a tendência do IPCA situa-se em nível confortável e apropriado, assim como as expectativas e projeções de inflação. A atividade doméstica, por sua vez, permanece em retomada gradual”, diz Xavier. Já para o Economista da FB Capital, Fernando Bergallo, mais importante do que a atual decisão do Copom pela manutenção é olhar para o futuro próximo. “O mercado funciona pela expectativa. Se a Reforma da Previdência for aprovada existe grande possibilidade de a taxa de juros cair ainda mais, talvez alcançando 5,5%. Isso acabaria com a rentabilidade da renda fixa e potencializaria a bolsa de valores”, diz Fernando Bergallo.

“O comunicado em manter a taxa de juros não trouxe tantas mudanças relevantes, com um Copom ainda cauteloso e sinalizando uma manutenção da Selic por mais algum tempo, sem nenhuma alteração dos 6,5%. Um dos únicos pontos relevantes é em relação ao cenário externo que por um lado, diminuíram os riscos de curto prazo associados à normalização da taxa de juros em algumas economias avançadas e por outro, aumentaram os riscos associados a uma desaceleração da economia global, em função de diversas incertezas no mercado externo, ou seja, ao mesmo tempo em que o Bacen entende que o provável fim da alta de juros por parte do Fed pode ser positivo para o mercado, as incertezas das principais economias desenvolvidas podem aumentar o risco desde a última reunião”, comenta Daniela Casabona, Sócia-Diretora da FB Wealth.

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