Levantamento da Fecomércio-CE aponta aumento na taxa de inadimplência potencial

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A Pesquisa do Endividamento do Consumidor de Fortaleza, realizada em janeiro passado, revela que a taxa de inadimplência potencial teve incremento de +1,6 pontos percentuais, passando de 6,0%, em dezembro, para 7,6%, o número de consumidores que não terão condições financeiras para honrar seus compromissos. Com relação ao endividamento, 55,8% dos consumidores da capital cearense possuem algum tipo de dívida.

O índice veio +7,4 pontos percentuais acima do indicador do último mês de dezembro (48,4%), mas abaixo da medição de janeiro do ano passado (64,5%). A proporção de consumidores com contas ou dívidas em atraso aumentou +2,0 pontos percentuais, passando de 17,3% dos consumidores em dezembro, para 19,3% neste mês – exatamente o mesmo percentual de janeiro passado.

Todo inadimplente está endividado, porém, nem todo endividado está inadimplente. Quando uma pessoa realiza um financiamento bancário ou tem contas no cartão de crédito, por exemplo, ela assume dívidas. No entanto, o que diferencia o endividado do inadimplente é o pagamento desta dívida. Quem tem contas parceladas e realiza o pagamento em dia, significa que está endividado. Porém, aquele que contrai uma dívida e não consegue realizar o pagamento em um prazo de 90 dias, este pode ser considerado inadimplente.

Os problemas financeiros afetam mais as mulheres (20,4% dos entrevistados desse grupo afirmaram possuir contas em atraso), os consumidores do grupo com idade acima entre 25 e 34 anos (22,9%) e do estrato com renda familiar abaixo de cinco salários mínimos (20,7%). O tempo médio de atraso é de 66 dias e a principal justificativa para o não pagamento das dívidas é o desequilíbrio financeiro – a diferença entre a renda e os gastos correntes – citado por 54,6% dos consumidores. O segundo motivo mais citado é o adiamento por conta do uso dos recursos em outras finalidades, com 34,8%, seguido da perda de prazo por esquecimento (8,3%).

Em Fortaleza, 55,8% dos consumidores possuem algum tipo de dívida. Os instrumentos de crédito mais utilizados pelos consumidores são: cartões de crédito, citados por 75,5% dos entrevistados; financiamento bancário (veículos, imóveis etc.), com 15,6%; carnês e crediários, com 7,7%; empréstimos pessoais, com 5,7%; e cheque especial, com 1,3%. O consumidor utilizou o crédito para:

• Consumo de itens de alimentação (47,7% das respostas);
• Compra de artigos de vestuário (38,2%);
• Aquisição de eletroeletrônicos (36,4%); e
• Realização de despesas de educação e saúde (29,1%). O valor médio das dívidas é estimado em R$ 1.402, com prazo médio de sete meses, comprometendo 33,6% da renda familiar dos consumidores com o seu pagamento.

A Pesquisa de Endividamento também revela que 78,1% dos consumidores de Fortaleza afirmam fazer orçamento mensal e acompanhamento eficaz dos seus gastos e rendimentos, o que contribui para um melhor controle dos níveis de endividamento. Dos entrevistados, 12,5% relataram que fazem orçamento dos rendimentos, mas sem controle eficaz dos gastos e 9,4% informaram não possuir orçamento e tampouco controle dos gastos. A falta de planejamento orçamentário é um problema crítico para o controle do endividamento, estando sempre entre um dos principais motivos para o atraso ou inadimplência. Dos fatores que os consumidores consideram que mais contribuem para esse problema, listam-se:

• A falta de orçamento e controle dos gastos, com 55,0%;
• O aumento dos gastos considerados essenciais, com 20,4%;
• As compras por impulso, sem necessidade ou além do necessário, com 20,4%;
• Redução dos rendimentos, com 12,4%;
• Gastos imprevistos, com 11,6%.
• Desemprego, com 11,0%; e
• Compras antecipadas, com 6,2%;

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