Elmano alerta para prejuízos a produtores de leite e pede revogação da medida que facilita importação da Nova Zelândia

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O deputado Elmano Freitas (PT) externou durante pronunciamento na Assembleia Legislativa do Ceará preocupação com os rumos que a cadeia leiteira do Ceará, a segunda maior do nordeste, poderá tomar por conta da redução da alíquota da importação de leite em pó do Mercosul, autorizada pelo governo Bolsonaro.  Segundo o parlamentar, eles estão enfrentando uma concorrência desleal. “Pela primeira vez, em 10 anos, o preço do leite cai na entressafra para o produtor. Ou seja, a empresa determina o preço por estar chegando um leite em pó, diluído em água para vender aos consumidores. Isso provocará a quebra da cadeia produtiva do leite, responsável atualmente por quase metade da produção agrícola do Estado”, lamentou.

Segundo Elmano, com a redução da alíquota, algumas empresas estão trazendo leite em pó da Nova Zelândia, chegando ao Brasil pelo Uruguai para abastecer especialmente a região Nordeste. Ainda de acordo com o parlamentar, a situação tem levado instituições ligadas ao setor, como os grande produtores, a Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (Contag), e o Movimento Sem Terra (MST), ao Governo Federal para solicitar a revogação da medida.

Conforme o deputado, a medida adotada compromete a criação de mais de cinco mil empregos diretos no Estado, especialmente nas regiões do sertão central, centro-sul e vale do Jaguaribe, maiores produtores de leite atualmente. “Em Quixeramobim, são mais de 46 mil litros de leite produzidos ao dia”, informou.

Para  o parlamentar, “esse é um tema que une o pequeno ao grande produtor. Não há quem resista a esta política se não for radicalmente alterada”, afirmou.

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