Programa Mais Infância agora é política de estado no Ceará

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“A criança passa a ter sentimentos diferentes. Passa a ter uma vida diferente. Ele se sente mais sociável. As pessoas que atendem a gente são muito bem educadas, muito bem instruídas e isso dá uma certeza no nosso coração que é um programa bom. Um programa que veio mudar a vida das pessoas que não tem acessibilidade”.

Foi com estas palavras que a dona de casa Maria Roseli Silva de Souza, 51 anos, de Fortaleza, resumiu a sensação dos familiares que têm seus filhos atendidos pelo Programa Mais Infância Ceará. Ela é mãe de Jéssica de Souza, 12 anos, usuário do projeto Praia Acessível, que proporciona atividades a pessoas com deficiência, mobilidade reduzida e idosos e integra uma das áreas de atuação do Mais Infância. Desde esta sexta-feira (22), as ações do Programa se tornaram política pública de estado, com a sanção, pelo governador Camilo Santana, da lei do Programa Mais Infância Ceará, em solenidade no Palácio da Abolição. A iniciativa faz parte do programa idealizado pela primeira-dama do Ceará, Onélia Santana, que a partir de hoje ganha novo patamar de atuação com garantias de continuidade, já que a regulamentação resguarda as conquistas já realizadas.

“Hoje nós estamos sancionando, transformando uma política de governo em uma política de estado, que independente de quem sejam os futuros governos que assumam no Ceará, que garanta que o programa vai ter continuidade, que vai olhar, vai ampliar, vai aperfeiçoar o programa aqui no Ceará. É uma alegria muito grande hoje. Um dia especial, porque olhar para as nossas crianças é olhar pro futuro do nosso estado”, ressaltou Camilo Santana.

Onélia Santana ressalta que é necessário ter um olhar especial para as crianças que vivem em famílias em situação de extrema vulnerabilidade. “Foi feito um estudo e eles estão recebendo o Cartão Mais Infância, estão recebendo a visita domiciliar ou pelo Primeira Infância no Suas, do Governo Federal, ou pelo Padin, um programa do Governo do Estado. O programa cuida da gestante, deste intervalo de 0 a 3 anos que ainda não estão no CEI, os de 4 e 5 anos, que são encaminhados pro Centro de Educação Infantil, aí vem o Paic até a universidade. Esse espaço da gestação até as crianças que estão em CEI a gente precisava fortemente entrar com uma política pública. Esses resultados nós teremos no futuro bem próximo”, elenca a cadeia de serviços.

Um dos parceiros do Programa Mais Infância Ceará é a Universidade Federal do Ceará que ajudou a construir a iniciativa e foi parceira em ações como a implantação dos Núcleos de Estimulação Precoce em 19 policlínicas do Ceará para o atendimento de crianças com atraso no desenvolvimento. A pró-reitora de extensão da UFC, Márcia Machado, considera o momento da sanção histórico. “Nós muitas vezes queremos que tudo aconteça muito rapidamente, mas os resultados do que está sendo feito hoje no estado do Ceará daqui a 15, 20 anos certamente nós vamos ver as diferenças, porque é um olhar concentrado naquilo que é mais importante que é a primeira infância”.

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