Como deve ser composta uma carteira de ações em momentos de incertezas?

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O mercado financeiro normalmente prevê alguns acontecimentos, principalmente econômicos e políticos, que sempre são escolhas e falas dos governantes que já deixam a entender qual será o rumo das decisões. No Brasil, temos a Reforma da Previdência para ser aprovada, mas existem vários ruídos dentro do Congresso e do Senado que deixam a entender que essa aprovação custará muito esforço do Governo em convencer a maioria dos deputados.

Com essas inconsistências no meio do caminho, o mercado financeiro já se antecipa, por isso vemos a bolsa tendo queda, mesmo com o recorde alcançado de 100 mil pontos. A tendência era continuar seguindo uma curva de crescimento, mas acabou desacelerando após várias noticias sobre os impasses entre Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados, e Sérgio Moro, ministro da Justiça.

Com o mercado sendo afetado e a falta de confiança nas próximas decisões, existe possibilidade de queda nas ações, portanto, é preciso fazer uma revisão na carteira de ações de curto prazo. “O momento atual é desafiador e exige que a alocação dos investimentos em renda variável leve em consideração uma relação risco/retorno que dimensione bem os setores mais sensíveis à reforma previdenciária. Para quem quer aproveitar as oportunidades e se defender dos riscos no curto prazo, indicamos a carteira semanal e para quem pode manter as posições por mais tempo, indicamos a carteira mensal”, explica o economista-chefe da Nova Futura Investimentos, Pedro Paulo Silveira.

É preciso conhecer os riscos da renda variável, para que não haja surpresas depois, principalmente em momentos de quedas na Bolsa. Se existir um bom planejamento financeiro, é possível ainda conseguir bons rendimentos. É a partir do dimensionamento dos riscos que as escolhas devem ser feitas, para que seja aproveitado da melhor forma esse momento de volatilidade.

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