Efeito Bolsonaro: enquanto mercado imobiliário patina no Brasil, por falta de crédito no governo, negócios de brasileiros no exterior avançam

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É muito comum vermos no Brasil as pessoas investindo seu patrimônio na compra de imóveis. Essa é uma ideia arriscada, pois envolve escolha do local, construção e venda ou locação do imóvel. Com um cenário econômico instável, fazer um investimento desse porte pode trazer muitos problemas e, no fim, resultar em prejuízos. O que acaba passando despercebido daqueles que querem investir no setor imobiliário é a possibilidade de investir em imóveis no exterior com um baixo valor. A Sócia-Diretora da FB Wealth, Daniela Casabona, detalhou as possibilidades deste tipo de aporte. “O investidor que tem interesse neste tipo de investimento precisa estar atento à forma como comprá-lo, já que hoje os impostos nos Estados Unidos são bastante altos. A melhor forma de fazer é via pessoa jurídica”, comenta.

Engana-se quem pensa que é preciso ter muito dinheiro para investir neste segmento. Existe como opção as construções voltadas para a classe média do público americano e podem trazer boa rentabilidade para o investidor. Mesmo com a taxa de juros americana baixa, atualmente entre 2% e 2,5%, o investimento no mercado imobiliário do exterior apresenta bons resultados. “Uma das vantagens desse tipo de investimento é a rentabilidade bastante atrativa que ele oferece, principalmente no exterior, onde as taxas de juros são baixas e existem opções não muito rentáveis para investir. É possível estimar uma rentabilidade de 15% a 25% ao ano”, explica Casabona. Essa faixa de rendimento se torna mais interessante pensando também no cenário interno, levando em conta a taxa Selic, que se encontra em seu menor valor da história, 6,5% ao ano. “O mercado imobiliário americano tem segurança jurídica, previsibilidade e uma dinâmica muito grande. Conseguimos entregar em projetos imobiliários rentabilidades anuais a nossos investidores entre 15% a 25% ao ano“, explica Fernando Muniz, Sócio da Construcapital, empresa de investimento imobiliário.

Portanto, o momento econômico que o Brasil se encontra demonstra que essa possibilidade passa a se tornar cada vez mais interessante. Pensando novamente na economia americana, temos o mercado imobiliário aquecido. As vendas de casas cresceram em março pelo 3° mês consecutivo, um aumento de 4,5%, chegando ao total de 692 mil unidades vendidas. De acordo com o Banco Central, o investimento em imóveis no exterior cresceu 238% na última década e só nos EUA, se encontram investidos US$ 2,1 bilhões de capital brasileiro. “Este tipo de investimento não é considerado um fundo. O investimento nada mais é do que participar da incorporação como investidor, mas sem os riscos da obra, como por exemplo, se o prédio desabar ou um pedreiro não receber o salário. O investidor nada mais é do que um Sócio-Financiador do empreendimento, mas com a garantia do imóvel”, finaliza a Sócia-Diretora da FB Wealth.

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