Brasil se torna o maior parceiro comercial de Dubai na América Latina

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O presidente do Conselho (chairman) da Federação Mundial das Câmaras de Comércio(International Chambers of Commerce – World Chambers Federation, ICC-WCF) e presidente da Câmara de Comércio e Indústria do Emirado de Dubai (Dubai Chamber), Hamad Buamim, afirmou essa semana durante evento de negócios no Rio de Janeiro, a importância das micro e pequenas empresas no desenvolvimento da economia mundial.  

No discurso , Buamim destacou  o papel fundamental das câmaras de comércio no atual cenário econômico para o crescimento sustentável do setor privado, especialmente as micro, pequenas e médias empresas que são a espinha dorsal da economia mundial, pois representam, globalmente, 95% das empresas e são responsáveis por 60% dos empregos.

“A colaboração é fundamental para o nosso futuro compartilhado. Colaboração entre câmaras, entre o setor privado e governos, entre as nações. Mas o nosso futuro compartilhado só pode ser construído se for com integridade. Temos que trabalhar para promover um novo tipo de capitalismo para o século 21. Um capitalismo que coloque o planeta e as pessoas antes do lucro”, propôs, citando uma pesquisa global que demonstrou a falta de credibilidade da população mundial nas instituições: apenas 15% acreditam que o atual sistema esteja funcionando. 

O Brasil já é o maior parceiro comercial de Dubai na América Latina, com US$ 1,5 bilhão em transações, sendo US$ 1,4 bilhão em importações de produtos e serviços brasileiros por Dubai.

Os principais produtos exportados pelo Brasil foram alimentos preparados e produtos agrícolas (US$ 950 milhões), pérolas, metais preciosos/semipreciosos e pedras (US$ 197 milhões), máquinas e equipamentos elétricos/eletrônicos (US$ 85 milhões). Brasil e Emirados Árabes Unidos também já assinaram acordos importantes nos últimos anos, incluindo a isenção de vistos, no final do ano passado, e um acordo para evitar a dupla tributação.  De 2011 a 2018, o comércio não petrolífero de Dubai com a América Latina cresceu 46%, passando de US$ 4,6 bilhões para US$ 6,7 bilhões. 

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