Ciberataques impõem desafios ao sistema financeiro

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Os dados são alarmantes. O número total de ataques cibernéticos cresce anualmente, impondo desafios. De olho neste cenário, a Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acredi) promoveu, em São Paulo, discussão com especialistas que abordaram o tema “Prevenção à Fraude Cibernética”.

Alexandre Domingos de Souza, Segurança da Informação e Resiliência Cibernética – CIP), destacou que o ciberataque pode comprometer fortemente a economia de um País. “Segurança, energia, saúde e Telecom são ambientes que podem ser vulneráveis”. Relembrou que “a Argentina considerou, nesta semana, que o blecaute sofrido não é anormal e não descartou um ciberataque” afirmou Souza, projetando um levantamento da Verizon mostrando seu “Relatório de Investigações de Violações de Dados (DBIR)” de 2019, que fornece informações valiosas que abrangem 86 países e 41.686 incidentes. O resumo mostra que nenhuma indústria está imune ao ataque. Independentemente do tipo ou da quantidade de dados da sua organização, há sempre alguém que está tentando roubá-lo. “Dados expostos mostram qus 69% dos ataques são perpetrados por pessoas de fora, 39% de todos os ataques são perpetrados por grupos criminosos organizados”.

A probabilidade de funcionários de empresas menores serem atingidas por ameaças de e-mail, incluindo spam, phishing e malware, segundo ele, foi maior do que para os membros de grandes organizações.

Marcos Julião, Sócio-Fundador da JCAdvisor, alertou sobre a importância do controle de gestão de fraudes nas companhias. “Lembre-se que grande parte das ameaças estão dentro das companhias. Um levantamento da Deloitte mostra que 4 a cada 10 organizações sofreram um incidente de segurança cibernética nos últimos 24 meses. 70% das organizações afirmaram não ter certeza da eficácia de seu processo de resposta diante desses incidentes, enquanto apenas 3% realizam simulações para testar suas capacidades efetivas de resposta diante de um evento cibernético. As organizações da América Latina estão aumentando seus orçamentos dedicados à gestão de riscos cibernéticos e à segurança da informação. 89% dos entrevistados atribuem uma importância muito alta à gestão de riscos cibernéticos em um contexto de negócios vez mais digital”, relatou.

Julião destaca que segurança de tecnologia é um tripé: tecnologia, processos e pessoas. “É preciso entender o negócio, identificar os ricos de segurança e cuidar dos frameworks – série de processos que são usados para definir políticas e procedimentos em torno da implementação e gerenciamento contínuo de controles de segurança da informação em um ambiente corporativo. Prevenir é o caminho”, finalizou.

A Acrefi – Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento foi fundada em 1958 com o objetivo de congregar as empresas do setor, defender seus legítimos interesses, fortalecer as relações entre os associados e promover o desenvolvimento de suas atividades. Em todo esse período, a instituição se manteve fiel aos seus objetivos, procurando adaptá-los às constantes mudanças ocorridas no quadro econômico em geral e nas atividades de financiamentos contribuindo, assim, com o crescimento do País.

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