Inadimplência permanece estável entre os consumidores de Fortaleza

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O número de fortalezenses inadimplentes, ou seja, a proporção de consumidores que não terão condições financeiras para honrar seus compromissos, permaneceu estável neste mês, com valor de 8,6%. O índice é ligeiramente inferior ao observado no mesmo mês do ano passado, de 8,9%. É o que revela a Pesquisa do Endividamento do Consumidor de Fortaleza de agosto. O levantamento é realizado pela Fecomércio Ceará, através do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Ceará (IPDC).

O perfil do consumidor inadimplente mostra preponderância do grupo de consumidores do sexo masculino (inadimplência potencial de 9,2%), com idade acima de 35 anos (10,8%) e renda familiar inferior a cinco salários mínimos (9,7%).

Endividamento

Enquanto isso, a pesquisa mostra que 67,3% dos consumidores da capital cearense possuem algum tipo de dívida. O índice veio +7,1 pontos percentuais acima do indicador do último mês de julho (60,2%), e superior do verificado no mesmo mês do ano passado (53,7%). Ou seja, os fortalezenses estão comprando mais.

A proporção de consumidores com contas ou dívidas em atraso subiu +1,7 pontos percentuais, passando de 21,6% dos consumidores em julho, para 23,3% neste mês. Os problemas financeiros afetam mais as mulheres (23,6% dos entrevistados desse gênero afirmaram possuir contas em atraso), os consumidores do grupo com idade acima dos 35 anos (25,4%) e do estrato com renda familiar abaixo de cinco salários mínimos (25,4%).

O tempo médio de atraso é de 63 dias e a principal justificativa para o não pagamento das dívidas é o desequilíbrio financeiro – a diferença entre a renda e os gastos correntes – citado por 64,1% dos consumidores. O segundo motivo mais citado é o adiamento por conta do uso dos recursos em outras finalidades, com 32,2%, seguido da perda do prazo para pagamento, por esquecimento (7,7%).

Comprometimento da renda

Os instrumentos de crédito mais utilizados pelos consumidores são: cartões de crédito, citados por 76,2% dos entrevistados; financiamento bancário (veículos, imóveis etc.), com 15,7%; empréstimos pessoais, com 8,7%; carnês e crediários, com 6,2%; e cheque especial, com 2,1%.

O consumidor utilizou o crédito para o consumo de itens de alimentação (52,9% das respostas); aquisição de eletroeletrônicos (39,8%); realização de despesas de educação e saúde (38,3%); e compra de artigos de vestuário (32,3%).

O valor médio das dívidas está estimado em R$ 1.518, com prazo médio de sete meses, comprometendo 36,0% da renda familiar dos consumidores com o seu pagamento.

Orçamento familiar

A Pesquisa de Endividamento também revela que 81,7% dos consumidores de Fortaleza afirmam fazer orçamento mensal e acompanhamento dos seus gastos e rendimentos, o que contribui para um melhor controle dos níveis de endividamento. Dos entrevistados, 12,9% relataram que fazem orçamento dos rendimentos, mas sem controle eficaz dos gastos e 5,5% informaram não possuir orçamento e tampouco controle dos gastos.

A falta de planejamento orçamentário é um problema crítico para o controle do endividamento, estando sempre entre um dos principais motivos para o atraso ou inadimplência. Dos fatores que os consumidores consideram que mais contribuem para esse problema, são:

  • A falta de orçamento e controle dos gastos, com 50,5%;
  • O aumento dos gastos considerados essenciais, com 27,2%;
  • As compras por impulso, sem necessidade ou além do necessário, com 21,1%;
  • Desemprego, com 19,7%;
  • Redução dos rendimentos, com 17,8%;
  • Facilidade do crédito, com 12,7%;
  • Compras antecipadas, com 12,1%; e
  • Gastos imprevistos, com 10,9%.

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