Traders lucram com guerra comercial entre EUA e China

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Em meio à guerra comercial entre EUA X China ocorreu uma forte desvalorização da moeda chinesa. Logo após, a Bolsa de Valores brasileira sofreu uma queda de mais de 2%, chegando ao menor patamar desde o início de julho. Enquanto isso o dólar opera em alta, sendo cotado a R$ 4,05. Em meio a esse cenário, as negociações no mercado trader se mostram crescentes.Para o mercado, essa grande movimentação é ideal para os investimentos que traders movem, já que costumam render mais em dados momentos, mas ao mesmo tempo é possível perder muito dinheiro, exatamente pela mesma incerteza.

O Estrategista-Chefe do Grupo Laatus, Jefferson Laatus, pontua que a tensão gerada pela guerra comercial aumenta de forma considerável o volume de negociações, e ressalta que maior volatilidade gera mais riscos. “Uma tensão como essa chega a aumentar 30% o volume de negociações, mas vale ressaltar que esse mercado volátil aumenta muito o risco”, comenta. Laatus relaciona o número crescente com a tendência que o mercado financeiro e seus investidores têm a proteger seu patrimônio durante o momento inconstante. “Para os traders isso é algo bom, já que a tensão gera essa volatilidade, o mercado financeiro tende a buscar proteção, as pessoas querem manter seu capital seguro até que a ‘tempestade’ passe”, afirma.

A guerra interfere também na economia brasileira, pode-se notar pela performance atual da Bolsa de Valores. Além disso, a influência é mundial, já que são os dois países que mais movimentam o mercado global. Jefferson explica que o fato é uma questão tarifária e cambial global e explica que se os dois países mais influentes no mercado pararem, toda a economia faz o mesmo. “É uma situação que impacta o mundo todo, o maior medo atualmente é de uma recessão global, como a China e os EUA são os maiores consumidores, se eles crescerem menos, todos cresceremos menos”, diz o Estrategista-Chefe. O volume de negociações cresce exatamente pelas especulações e incertezas acerca da guerra comercial. “Agora o dólar está forte e a Bolsa já está negativa, isso tudo aumenta o volume por conta das especulações geradas pelo momento de tensão”, finaliza.

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