Representantes da ONU, do Brasil e Alemanha participam de conferência de #segurança

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Principal fórum sobre segurança internacional da América Latina, a XVI Conferência de Segurança Internacional do Forte de Copacabana anuncia mais uma edição, reunindo especialistas no assunto de diversos países do mundo. Com o tema “A Quarta Revolução Industrial: Impactos na Segurança Internacional e a Reformulação da Ordem Global”, o evento ocorre no dia 20 de setembro na Escola de Guerra Naval, no Rio de Janeiro. A organização da Conferência é da Fundação Konrad Adenauer (KAS) em parceria com o Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI), e com apoio da Delegação da União Europeia no Brasil.

A conferência será aberta pelos discursos de boas-vindas de Anja Czymmeck, diretora da Fundação Konrad Adenauer no Brasil; André Clark, membro do conselho curador do CEBRI e CEO e presidente da Siemens Brasil, e Ignacio Ybáñez, embaixador da delegação da União Europeia no Brasil. Em seguida, Fernando Azevedo e Silva, Ministro da Defesa do Brasil, e Thomas Bareiß, membro do parlamento federal alemão (Bundestag) e secretário parlamentar do Ministério da Economia e Energia da Alemanha, introduzem o tema principal do evento: a quarta revolução industrial.

Discutida amplamente, a quarta revolução industrial já vem promovendo mudanças definitivas no mundo e uma corrida pela liderança tecnológica entre os países. O primeiro painel, portanto, trata dos impactos dessa nova era no âmbito da segurança internacional e de uma possível reformulação da ordem global. Henning Speck, assessor de política externa e segurança do Grupo Parlamentar CDU/CSU da Alemanha, inicia o debate que contará com a presença de Antônio Sampaio, pesquisador associado ao Instituto Internacional de Estudos Estratégicos do Reino Unido; Ronaldo Carmona, professor da Escola Superior de Guerra; e Sabrina Medeiros, professora da Escola de Guerra Naval. A moderação ficará por conta de Alfredo Valladão, professor da Escola de Assuntos Internacionais, Sciences Po, da França.

A reboque dessa mesa-redonda, outros temas se apresentam em um segundo painel como inteligência artificial, robótica, automação e a substituição de capital humano por máquinas nos fronts de batalha em caso de guerras. O general de divisão e comandante do Comando de Defesa Cibernética do Exército, Guido Amin Naves, faz o discurso introdutório para esse outro debate, agora entre Alcides Vaz, professor da Universidade de Brasília; Benjamin Fricke, conselheiro de política de segurança da Fundação Konrad Adenauer na Alemanha; e Luciana Marroni, contra-almirante e diretora de comunicações e tecnologia da informação da Marinha do Brasil. Carlo Masala, professor da Universidade Bundeswehr de Munique, será o moderador.

Alinhada a outro assunto altamente em voga pelo mundo inteiro, a XVI Conferência de Segurança Internacional do Forte de Copacabana também refletirá sobre a participação feminina em cargos de decisão, sobretudo para a redução de conflitos e construção de paz. Questões como os impactos sofridos pelas mulheres diante da violência urbana, da insegurança e de situações de guerra serão abordadas. Esse painel – a ser aberto pela primeira mulher contra-almirante da Marinha do Brasil, Dalva Mendes – conta com as debatedoras: Márcia Andrade Braga, capitã-de-corveta e encarregada da Escola de Operações de Paz de Caráter Naval; Laura Albornoz Pollmann, senior fellow do Centro Latino-Americano Adrienne Arsht, Atlantic Council, do Chile; Joana Chagas, gerente de programas da ONU Mulheres. A embaixadora da Áustria no Brasil, Irene Giner-Reichl, será responsável pela moderação. 

A 16ª edição da Conferência Internacional de Segurança do Forte de Copacabana tem por objetivo promover o diálogo entre América Latina e Europa na busca por soluções conjuntas de desafios globais, contribuindo com o fortalecimento da cooperação internacional sob novas perspectivas sobre temas de relevância internacional.

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