Pesquisa indica que 45% dos brasileiros entrevistados pretendem expandir sua empresa para os EUA

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Pensar no conceito de global mobility, ou mobilidade global, é pensar em um mundo sem fronteiras, onde não há barreira física ou burocrática para que um indivíduo possa se mudar de um país a outro. No caso dos negócios, significa que uma empresa criada em um determinado país pode facilmente expandir sua atuação para outras regiões do globo, de maneira muito mais simples e efetiva do que há alguns anos, o que é chamado de processo de internacionalização. Segundo dados da Agência de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex Brasil), os Estados Unidos são prioridade das empresas brasileiras que tem planos de internacionalizar seus negócios.

Seguindo essa tendência, a Hayman-Woodward Global Mobility Services, holding multinacional especializada em processos de internacionalização de empresas e imigração, realizou recentemente um levantamento sobre o interesse de brasileiros em investir e fazer negócios nos Estados Unidos. O público analisado fez parte de um evento promovido pelo governo dos Estados Unidos, que contou com agências de fomento de vários estados americanos para compartilhar informações relevantes sobre os processos de internacionalização de empresas e startups.

Quando questionados sobre a intenção de investir nos Estados Unidos, 45% dos entrevistados disseram que pretendem expandir sua empresa para o país. Outros 11% expressaram o desejo abrir operações de sua startup nos EUA. Apenas 7% afirmaram ter a intenção de investir em imóveis. Dos entrevistados que mencionaram ter interesse em investir no mercado norte-americano, a maioria se encontra na faixa etária entre 36 e 50 anos e apresenta renda familiar entre R$10.000 e R$30.000.

Ainda de acordo com esse levantamento, os três principais motivos que levam os entrevistados a buscar novos investimentos no Estados Unidos e não no Brasil, são: a possibilidade de obter melhores oportunidades de negócios (61%), possibilidade de oferecer melhores oportunidades de estudo e futuro trabalho aos seus filhos (15%) e, por último, a incerteza gerada pelo momento instável no Brasil. Um fato curioso é que, mesmo com toda a demonstração de interesse dos entrevistados em diversificar seus investimentos para o mercado externo, a maioria dos participantes (44%) informou que não possui nenhum tipo visto americano, mas afirmou ter interesse em obter. Outros 17% relataram possuir visto de turismo para ingressar nos EUA. Apenas 2% dos entrevistados informou não ter nenhum interesse em obter um visto americano.

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