Evonik investe em startup chinesa de impressão 3D para a fabricação de implantes médicos

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A Evonik Venture Capital investiu em uma startup de impressão 3D na China que produz implantes para utilização em cirurgias neurológicas e vertebrais. A tecnologia permite uma recuperação mais rápida e menos avaliações nos pós-operatórios aos pacientes, além de menores riscos cirúrgicos para os médicos. A Evonik é o principal investidor na rodada de arrecadação de fundos da Meditool, cujo montante se situa na faixa de um dígito de milhão de euros. 

“Este é nosso primeiro investimento direto na China e nosso primeiro investimento direto após o lançamento do segundo fundo de venture capital este ano”, disse Bernhard Mohr, responsável pela Evonik Venture Capital. “A Meditool é um bom exemplo de como o venture capital está ajudando a Evonik a assegurar o seu acesso a tecnologias disruptivas”.   

A Meditool desenvolveu seus próprios sistemas de hardware e software capazes de ler e processar imagens diretamente dos dispositivos de ressonância magnética ou tomografia computadorizada. Um modelo em 3D pronto para impressão é gerado pelo software e enviado à impressora. Os implantes são impressos em 3D usando um polímero de alta performance fornecido pela Evonik, chamado poliéter-éter-cetona (PEEK). 

“A tecnologia da Meditool está totalmente em sintonia com a nossa estratégia de expansão em aplicações de alta tecnologia para os nossos materiais para manufatura aditiva”, disse Thomas Grosse-Puppendahl, responsável pelo setor de crescimento Additive Manufacturing da Evonik. “Nessa área, as aplicações médicas são de interesse especial, e nossos polímeros de alta performance já se consolidaram como materiais de implante confiáveis em outras aplicações, como na área dental, por exemplo”. 

Para pacientes e médicos, os implantes de PEEK impressos em 3D são revolucionários em comparação com os metais, a solução convencional atual do mercado de implantes ortopédicos. A impressão 3D permite a customização, ou seja, determinada placa pode ser produzida para se adaptar perfeitamente ao crânio do paciente. Dessa maneira, reduz-se a probabilidade da realização de operações futuras para ajustar o tamanho, a forma ou a posição do implante. A condutividade térmica do PEEK é menor que a do metal, de modo que o implante não apresenta o risco de aquecer ou resfriar excessivamente quando os pacientes são expostos a temperaturas altas ou baixas. Além disso, o material é biocompatível (não é nocivo aos tecidos vivos), tornando possível realizar exames de ressonância magnética ou tomografia computadorizada após a cirurgia. 

“A Meditool é uma das pioneiras no desenvolvimento de implantes médicos de PEEK impressos em 3D”, disse Ken Jin, o cofundador e Chief Technology Officer da Meditool. “A Evonik tem sido um parceiro de confiança no fornecimento de materiais. O investimento representa um estímulo adicional em nossos esforços de desenvolver soluções inovadoras para pacientes e cirurgiões na China e no restante do mundo”.  

“A China é um importante mercado de crescimento para a Evonik e um dos principais impulsionadores de inovações no mundo inteiro”, disse Claas Klasen, Presidente da região Asia North da empresa. “O país não só apresenta grandes saltos em termos de avanços tecnológicos; seu tamanho e o rápido aumento da classe média promovem o crescimento acelerado da demanda”.O mercado chinês é o segundo maior do mundo para implantes médicos, com crescimento anual estimado em 10-15%. O braço de venture capital da Evonik já investiu em dois fundos na China. A Meditool representa seu primeiro investimento direto.

Os coinvestidores incluem ZN Ventures, Morningside Ventures e Puhua Capital. A Evonik Venture Capital desempenha função estratégica no objetivo da Evonik de se tornar a melhor empresa de especialidades químicas do mundo, na medida em que ajuda a assegurar o acesso a tecnologias disruptivas e modelos de negócio inovadores, além de apoiar a transformação digital da empresa. Com essa finalidade, no início de 2019, a Evonik lançou seu segundo fundo de venture capital, com um volume de 150 milhões de euros, mais que dobrando o valor em capital de risco que está sendo gerido, para 250 milhões de euros.

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