Crise do #coronavírus pode acelerar transformação digital para clínicas e consultórios médicos

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Após a superação do estado de choque causado tanto pelas tristes notícias sobre o número de pessoas infectadas e mortas ao redor do mundo, quanto pelo confinamento imposto como proteção à pandemia do coronavírus, os empreendedores começam a reagir. Neste sentido, a primeira iniciativa é buscar alternativas para amenizar o rombo no caixa que certamente acontecerá entre as pequenas e médias empresas, principalmente aquelas que trabalham com públicos, caso de bares, restaurantes e clínicas médicas, entre outras.

A hora é de avaliar os custos, analisar as despesas fixas e abusar da criatividade em busca de sanar a necessidade de gerar receita diante de um novo e desafiador cenário.

Para o sócio da DOC Concierge, empresa especializada em soluções financeiras para a classe médica, Renato Marques, a tendência é que no mercado das clínicas e consultórios estas condições levem à aceleração do uso de telemedicina ou teleatendimento. Segundo ele, este modelo de negócios já estava começando a despontar no setor como um caminho interessante para esses profissionais no futuro. Os psicólogos, por exemplo, já estão familiarizados com a ferramenta, mas com a impossibilidade de os clientes irem até os estabelecimentos para seus tradicionais encontros com os médicos, ela acabará se tornando a primeira opção também para a maioria das clínicas e consultórios de outras especialidades nos próximos meses.

Marques alerta, no entanto, para a necessidade de obedecer totalmente às normas do Conselho Federal de Medicina (CFM), órgão que regulamenta este tipo de atuação e que costuma ser muito rígido já que existe uma preocupação de que o teleatendimento seja usado em aplicações nas quais ele não é indicado.

Além da opção pelo teleatendimento, as clínicas precisarão revisitar todos os custos e despesas recorrentes o mais rápido possível, pois a receita, com certeza, não será a mesma.

A reestruturação financeira passará por ações como o aproveitamento de todas as ofertas de socorro oferecidas pelo governo. Uma delas, por exemplo, é o adiamento do pagamento do Simples Nacional (para empresas que usam este modelo tributário). O fisco permitirá que as parcelas de abril, maio e junho sejam pagas somente em outubro, novembro e dezembro como forma de ampliar o prazo de recuperação para as empresas. O mesmo pode acontecer com o Imposto de Renda (IR) pois o governo, embora ainda não tenha confirmado, já sinalizou com a possibilidade de adiar o prazo aumentando o fôlego para aqueles que pagam este imposto. Existe ainda a possibilidade de um adiamento nos depósitos do FGTS dos funcionários. Os maiores bancos do país também estão anunciando condições especiais para adiar o pagamento de compromissos.

No entendimento do especialista, a crise servirá também para um grande aprendizado no que se refere a finanças pessoais e corporativas. Dados de mercado dão conta que, até o mês passado, cerca de 90% das empresas de pequeno porte tinham capital de giro para seu dia a dia, mas não um colchão de liquidez para se proteger. Essa situação se repete no que se refere à relação entre receita e gastos pessoais.

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