Juros baixos e inflação estável amenizam impactos da crise no setor imobiliário

Artigo de Yslanda Barros, consultora de negócios, especialista no mercado imobiliário. É sócia e diretora da Ética Soluções Imobiliárias.

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Mesmo em meio à crise econômica provocada pela pandemia, o segmento imobiliário está buscando meios para se manter aquecido. Algumas medidas já existiam com o objetivo de fomentar setor, enquanto outras foram tomadas recentemente para mitigar os efeitos da crise, como o adiamento de parcelas do financiamento imobiliário.

A concorrência entre os bancos e a pressão para a redução das taxas de crédito imobiliário devem crescer com os recentes movimentos da Caixa Econômica Federal (CEF) e com a nova queda histórica da Selic, de 3,75% para 3% ao ano, anunciada pelo Copom.

Com os juros caindo e a inflação estável, o cenário é favorável para novos financiamentos imobiliários e até antigos, que podem se beneficiar da portabilidade. A queda estrutural da Selic ajudou a intensificar a competição entre os bancos e a destravar a portabilidade do crédito imobiliário, além de acelerar a entrada de mais fundos e fintechs nesse mercado.

Para quem quer comprar um imóvel, seja para morar ou investir, além de ter reserva financeira para manter os planos, as condições de financiamento hoje são vantajosas e há oportunidades a serem avaliadas.  Além da queda da Selic, o Brasil apresenta hoje um cenário de baixa rentabilidade da poupança e da renda fixa, alta volatilidade no mercado de ações e subida dos preços dos imóveis em ritmo abaixo da inflação.

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