Mercado de veículos usados tem queda de 9% durante pandemia

O varejo de veículosusados registrou queda de 9% nas transações entre concessionárias e lojistas multimarcas no primeiro semestre deste ano no País. Segundo levantamento na plataforma de comercialização da Auto Avaliar, o mercado movimentou R$ 1,88 bilhão no período, ante os R$ 2 bilhões registrados no exercício anterior.

De acordo com o estudo, que apurou as vendas realizadas entre 3,5 mil concessionárias e cerca de 30 mil lojistas multimarcas no Brasil, somente no mês de junho, o volume de movimentação na plataforma foi de R$ 309 milhões, uma queda de 17% no volume de transações realizada no mês anterior, com R$ 374 milhões em negócios.

Apesar da queda de vendas no semestre, o valor médio por veículo transacionado apresentou um leve crescimento, saltando de R$ 28,3 mil para R$ 29,4 mil. Pelo levantamento, o mês de maio traz o melhor índice de negócios no semestre, com um crescimento médio de 10% nas vendas nas primeiras três semanas do período comparado com a média semanal de abril.

Outro dado apurado pela Auto Avaliar é o interesse dos consumidores brasileiros em trocar de carro, que chegou a dobrar entre abril e maio. De acordo com o estudo, os proprietários submeteram para avaliação das concessionárias mais de 97 mil veículos ofertados na troca por outro modelo no mês de maio, um crescimento de 102% em relação a abril, com 48 mil avaliações realizadas.

Segundo JR Caporal, CEO da Auto Avaliar, o varejo de automóveis tem sido afetado amplamente pela queda da atividade econômica causada pelo isolamento social no combate ao novo coronavírus. “Por outro lado, as negociações pela internet podem ser uma boa alternativa para concessionárias e lojistas neste momento”, diz. “Por isso, que oferecermos ao mercado o sistema de Avaliação Online, que permite ao consumidor enviar pela internet para as concessionárias as informações e fotos do carro ofertado na troca por um novo modelo. Na sequência, os distribuidores avaliam os dados e retornam com uma possibilidade de negociação”, acrescenta.

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