Quatro supercomputadores brasileiros estão entre os mais poderosos do planeta

Atlas e Fênix, supercomputadores da Petrobras, subiram uma posição entre os  maiores do mundo | Agência Petrobras

A Atos, empresa transformação digital, desenvolveu os quatro supercomputadores brasileiros que estão entre os mais poderosos de todo o mundo – os únicos da América da Latina. Dois deles, Atlas e Fênix, ambos pertencentes à Petrobras, figuram entre os 100 mais poderosos do mundo. A nova edição da Top500.org, o cobiçado ranking global dos computadores de alto desempenho (HPC, sigla em inglês) mais potentes do planeta, acaba de ser divulgada.

Em operação desde abril, o Atlas ocupa a 56ª posição e é o supercomputador com maior capacidade de processamento da região latino-americana – o equivalente à soma de 1,5 milhão de smartphones ou de 40 mil laptops de última geração. Ele tem 136 servidores, com oito aceleradores e dois processadores para cada um. São 4.896 núcleos CPU, 5.570.560 núcleos GPU e 104.448 GB de memória (768 GB por servidor). O desempenho medido é de 4,4 PetaFlops; e o teórico, 8,8 PetaFlops.

Já o Fênix, que passou por uma atualização recente, subiu 112 posições desde a última versão da Top500.org e, agora, é o 82º maior HPC do mundo. Possui 360 servidores, com dois aceleradores e dois processadores para cada um deles. São 2.880 núcleos CPU, 3.686.400 núcleos GPU e 69.120‬ GB de memória (192GB por servidor). O desempenho medido é de 3,2 PetaFlops; e o teórico, 5,4 PetaFlops.‬‬‬‬‬‬

Os dois estão localizados no Rio de Janeiro e são utilizados pela Petrobras no processamento de dados geofísicos gerados durante as atividades de exploração e produção de óleo e gás. Juntos, têm a capacidade de processamento equivalente à de 2,5 milhões de smartphones ou 67 mil laptops novos. Enquanto um laptop convencional demoraria sete anos para executar um comando, o Atlas e o Fênix, juntos, podem fornecer a resposta em apenas uma hora.

Programados com algoritmos que envolvem equações matemáticas complexas e um volume gigantesco de dados, os supercomputadores projetados pelos especialistas da Atos geram imagens (com alta definição) representativas da geologia abaixo do fundo do mar, onde ficam as camadas de sal. São analisadas centenas de quilômetros quadrados, a milhares de metros de profundidade, e isso é fundamental para as descobertas de óleo e gás.

Os outros supercomputadores brasileiros da Atos na Top500.org são: Santos Dumont, do Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), no Rio de Janeiro; e Ogbon, do SENAI CIMATEC, situado na Bahia. Eles, que ocupam respectivamente as posições 241 e 396 do ranking, vêm sendo utilizados em pesquisas para o combate ao Covid-19.

“O Brasil vem consolidando sua participação na seleta lista das nações com grande capacidade de supercomputação – uma disciplina que se faz cada vez mais necessária para resolver problemas de negócios, tanto em organizações públicas quanto privadas, dos mais variados segmentos. No caso da Petrobras, os supercomputadores contribuem, sobremaneira, na tomada de decisões rápidas e assertivas, elevando o retorno econômico dos projetos”, afirma Luis Casuscelli, diretor de Big Data e Segurança Cibernética da Atos.

“Para nós, da Atos, é motivo de orgulho e fonte de motivação colocar quatro supercomputadores brasileiros no ranking dos mais potentes do mundo. É uma prova irrefutável do nosso esforço e desenvolvimento constante, reforçando a posição da nossa empresa como referência mundial em supercomputação”, declara Nelson Campelo, presidente da Atos para América do Sul.

Os supercomputadores são máquinas com velocidade de processamento e capacidade de memória milhares de vezes superiores aos computadores comerciais. Eles são usados para processamento paralelo, cálculos complexos e tarefas extensas e intensivas, que exigem na ordem de quatrilhões de cálculos por segundo. Geralmente, são empregados para pesquisas científicas em múltiplas áreas e com grandes volumes de dados, como medicina, meteorologia, geologia, física e óleo e gás.

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