Empreendedora reinventa brechó com apoio do Sebrae e ainda ajuda projeto solidário

Empreender por meio das mídias digitais tem sido a realidade de muitos empresários impactados com a crise desencadeada pela Covid-19. Com uma loja física instalada há oito anos, no Centro de Curitiba (PR), a empresária Lia Perini, da Balaio de Gato Colaborativo e Brechó, teve que se reinventar e tirou do papel um projeto que havia ficado em segundo plano: a criação de um site e a alimentação diária de redes sociais, como Facebook e Instagram. Além disso, com apoio do Sebrae, apostou na criação de um novo produto, o PijAMEs, com cunho social. A cada venda realizada, cinco marmitas são doadas para o projeto Tempo de Solidariedade, idealizado pelo Tempo Café.

O lançamento de novos produtos não parou por aí. Com a loja física fechada desde o dia 15 de março, Lia conta que também começou a comercializar máscaras, produzidas com retalhos das camisas que confecciona.“Acredito que a pandemia pode ser considerada uma aceleradora do futuro. Da noite para o dia tivemos que buscar novas alternativas para chegar até o cliente. Todos os dias tenho que impulsionar as redes sociais e me mostrar ainda mais presente”, considera.

Os produtos comercializados são entregues por delivery, iniciativa que, segundo ela, ajuda a manter o distanciamento social. “Não posso fomentar que as pessoas saíam de casa neste momento tão crítico. Vender pelas redes sociais é muito diferente, pois não existe o contato físico, além de que o cliente não pode provar o produto”, pontua, ao citar que o Sebrae/PR teve papel fundamental em todo o processo, com a disponibilização de consultorias gratuitas.

Por meio do site colaborativo, de moda sustentável – que a empresária pretende transformar em um marketplace – os clientes também têm acesso, através de um blog, aos serviços realizados por mulheres que ajudam a transformar o mundo.

“Tudo ainda é muito recente, mas estou apostando neste canal de vendas. Além das minhas duas marcas autorais, conto com empreendedoras parceiras que trabalham com viés de sustentabilidade”, explica.Uma delas é a empresária Marina Paccola Caminoto, da Fiah, que disponibiliza seus produtos na Balaio de Gato desde o início deste ano. “Quando chegamos em Curitiba e conhecemos a Balaio de Gato tivemos a sensação de pertencimento. Nossa marca, ideias e projetos foram abraçados. Com a pandemia, muitos empresários pensaram em desistir, mas a iniciativa do site incentivou muitas empreendedoras. São mulheres que voltaram a apostar no crochê, no tricô, nas bijuterias, como também abriu espaço para quem não tinha qualquer ligação com a tecnologia. É uma iniciativa incrível, não só pela questão financeira, mas pelo fato de apoiar marcas maravilhosas”, relata.

No site é possível encontrar uma diversidade de produtos, como amigurumi (técnica japonesa para criar bonecos feitos de crochê ou tricô), acessórios femininos, lingeries, vestuário, entre outros.

Solidariedade

Envolvida em outros projetos sociais, a empresária acredita que a pandemia acentuou a necessidade de ajudar ao próximo. Uma das formas encontradas foi reverter a venda de cada PijAME em marmitas, que são doadas para o projeto Tempo de Solidariedade. “Também participo do preparo das marmitas. É uma corrente do bem, com a distribuição semanal de mais de 100 marmitas”, revela.

Os PijAMEs podem ser adquiridos pelo site ou pelas redes sociais da loja.  São unissex e o cliente pode escolher a estampa. Os tamanhos variam do PP até o 58 e são confeccionados sob encomenda.

“Com a pandemia, algumas empresas estão vendo oportunidades ao invés de paralisarem. A Balaio de Gato é uma delas, pois analisou quais são as dores e necessidades dos seus clientes e se adaptou para aprimorar o atendimento. O Sebrae está disponível para ajudar a encontrar soluções viáveis para cada tipo de negócio, reforça a consultora do Sebrae/PR, Márcia Giubertoni.

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