Últimos dias para inscrições em Programa de Desenvolvimento de Negócios

As inscrições para a terceira edição do Programa de Desenvolvimento de Negócios, promovido pelo BiotechTown, vão até o dia 30 de agosto (domingo) e devem ser feitas na página www.inscrevasuastartup.com. Primeiro hub de inovação em Biotecnologia e Ciências da Vida do país, o BiotechTown procura startups de todo país interessadas em participar do seu programa de aceleração, que tem como objetivo profissionalizar bionegócios, em busca de expandir o mercado e criar soluções em saúde que cheguem à sociedade.

Cada startup aprovada receberá uma série de incentivos, como o aporte financeiro de R$ 150 mil para o desenvolvimento do negócio, investimento indireto de outros R$ 150 mil em consultorias e mentorias, além de R$ 100 mil convertidos em horas de uso da infraestrutura laboratorial e de produção, através do Open Lab e do CMO do BiotechTown. Benefícios que são acompanhados pelo uso livre do Coworking e de apoio na criação de networkings.

Com o total de 13 empresas selecionadas nas duas últimas edições, o Programa oferece uma metodologia própria e validada, além de uma equipe composta por especialistas em biotecnologia, empreendedorismo e inovação que trabalham de maneira hands on com as empresas, apoiando nas principais decisões estratégicas e possibilitando conexões com investidores, parceiros e clientes para criar oportunidades reais de negócio.

Aceleração da terapia avançada no Brasil

É o caso da Celluris, uma das startups aceleradas pelo BiotechTown na segunda edição do Programa, que pretende se tornar a primeira empresa da América Latina a desenvolver tratamento personalizado para pacientes oncológicos por meio da imunoterapia por CAR-T. “O grande valor do BiotechTown para nós foi, desde o início, mostrar dentre os nossos processos não só técnicos, o que poderíamos fazer para se constituir como uma empresa. O BiotechTown faz junto com você, é como se você tivesse aumentado a sua equipe”, afirma a diretora executiva de Pesquisa e Desenvolvimento, Patrícia Rozenchan. Com o fim do ciclo de aceleração, “a Celluris sai muito diferente do que entrou, com perspectivas para conseguir um investidor e garantir que as terapias desenvolvidas por nós possam chegar à população como um todo”, destaca.

A diretora explica que a técnica desenvolvida pela Celluris é baseada na modificação das células do próprio paciente, que passam a reconhecer as células tumorais como alvos, combatendo-as de forma precisa, sendo, assim uma terapia sob medida. Uma tecnologia inédita e menos agressiva no combate ao câncer.

E o tratamento ganha um novo impulso com a recente aprovação do marco regulatório para registro de produtos de terapia avançada no Brasil, estabelecido pela Anvisa, de acordo com o qual foram criadas normas regulatórias garantidas pela comprovação de segurança e eficácia desses produtos. Um passo importante para o surgimento de novas terapias que, segundo Patrícia, permite que tratamentos, como o desenvolvido pela Celluris, sejam implementados no Brasil.

Uma iniciativa que, nas palavras da diretora, faz com que produtos de terapia avançada possam não só serem regulamentados, mas também desenvolvidos no Brasil. “Por isso, desde o começo da Celluris, a empresa sempre atuou próxima à Anvisa, por ser muito importante que suas pesquisas estivessem embasadas no que o órgão estava preconizando em termos regulatórios”, afirma. Atuação que levou a Celluris a se tornar pioneira no desenvolvimento de terapias avançadas no país e que, neste momento, encontra um ambiente regulatório adequado para o avanço das pesquisas aceleradas pelo Programa de Desenvolvimento de Negócios do BiotechTown.

Para participar:

As startups interessadas em participar do programa com duração de 12 meses devem possuir, preferencialmente, um produto ou tecnologia com prova de conceito laboratorial, comprovação científica ou MVP (mínimo produto viável), podendo ou não estar sendo comercializado. Essas soluções devem ser aplicadas à biotecnologia (genômica, produtos farmacêuticos, biomarcadores, insumos para diagnóstico, tecnologia celular), dispositivos (equipamentos médicos, tecnologias assistivas, testes e equipamentos para diagnósticos, sensores) ou digital health (telemedicina, tecnologias com uso de Analytics, Big Data, Cloud, Rastreabilidade, Interoperabilidade de sistemas).

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