Sistema ferroviário de Maceió (AL) sobre colapso devido a atividade mineradora, diz deputado

Davi Davino Filho solicita informações sobre problemas causados pela extração do salgema na mobilidade urbana de Maceió

O deputado estadual Davi Davino Filho (PP) usou a tribuna da Assembleia Legislativa de Alagoas para tratar de assuntos da mobilidade urbana em Maceió. Segundo ele, a extração de sal feita pela empresa Braskem ocasionou colapso no sistema ferroviário urbano em razão da interdição do trecho entre os bairros de Bebedouro e Bom Parto e tal fato prejudicou o cotidiano de 12 mil usuários que se utilizam do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos).

Tendo em vista essa situação, Davi Davino Filho apresentou requerimento solicitando informações ao superintendente da CBTU em Maceió, Carlos Jorge Cavalcante, acerca da existência de estudos ou projetos preliminares para novos traçados de VLTs na cidade, visando à mitigação do transtorno causado à população pela interrupção da linha em direção ao centro de Maceió.

“Precisamos saber se existem projetos e a necessidade de priorizar gestões junto ao Governo Federal para viabilizar novos traçados de linhas, a título de compensação pelo prejuízo causado à mobilidade urbana, pois sabemos da angustia daqueles que dependem em seu cotidiano do transporte coletivo que já enfrenta dificuldades, sobretudo com lotação, redução de frotas e atrasos nos horários do transporte coletivo”, destacou Davi Davino Filho.

Lagoa Mundaú
Ainda em seu pronunciamento, Davi parabenizou o líder do PP na Câmara Federal, deputado Arthur Lira, que ontem, conseguiu, junto ao ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, destravar recursos para as obras habitacionais da orla lagunar de Maceió, mas precisamente na área do Dique-Estrada. “Projeto de grande importância que vai contribuir muito na mobilidade, na habitação e, principalmente, levar dignidade àquelas pessoas que passam diariamente por necessidades básicas. Quero deixar aqui minha solidariedade àquela população e fiquem certos de que vou cobrar de todos os envolvidos uma data para o início das obras. O meu desejo é ver esta região reordenada e com justiça social”, destacou. Ao todo serão 1.776 unidades habitacionais, com quadras de esporte e escola na região da Favela Sururu de Capote, num montate de investimentos de R$ 142 milhões.

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