A Coluna do Roberto Maciel (terça,01.09): A família Bolsonaro sai da rachadinha para entrar na história

Bolsonaro entrou mesmo para a história mundial: fez o NYT publicar palavra inédita nos EUA
O jornal norte-americano The New York Times soma 169 anos de existência. E ostenta 117 prêmios Pulitzer, a mais expressiva honraria da Imprensa no mundo todo – sem contar outras conquistas importantes para a instituição e para os jornalistas que a integram. Nessa trajetória, cumpre agora, como qualquer veículo de comunicação no planeta inteiro, o desafio de se adequar a tempos em que a tecnologia e a pandemia impõem rumos diferentes a atividades econômicas e às rotinas dos cidadãos. Observador de fatos internacionais, o NYT enxergou no Brasil situações como o golpe militar de 1964, a galopante corrupção do governo de Collor de Melo e sua consequente deposição, o Plano Real de Fernando Henrique Cardoso, as políticas sociais da gestão de Luiz Inácio Lula da Silva e o impeachment tramado contra Dilma Rousseff, com a ascensão de Michel Temer, que se movimentava nas sombras. O jornal viu também a eleição de Jair Bolsonaro. Tratou cada quadro com algum distanciamento, embora se posicionando como porta-voz do conservadorismo dos Estados Unidos. Para esses personagens, reservou uma definição de acordo com o contexto histórico. Pois o vetusto jornal, que publicou matérias sobre a Guerra Civil que confrontou cidadãos do Norte e do Sul dos EUA entre 1861 e 1865, que retratou a I e a II guerras mundiais, que mostrou as carnificinas da Coreia, do Vietnã, que acompanhou a Guerra Fria e o escândalo do Watergate, que, enfim, testemunhou uma dinâmica única na história da humanidade, se deparou agora com uma palavra absolutamente nova para seus profissionais e seu público: rachadinha. Foi o presidente Jair Bolsonaro quem fez o NYT imprimir essa expressão inusitada para o público dele, mas conhecidíssima no submundo político brasileiro. Não importa o que se pode achar dele, mas Jair Bolsonaro já entrou para a história. Entrou, sim.

Português-Inglês
O The New York Times bem que poderia ter oferecido aos leitores uma tradução da palavra que estampou – ou uma tentativa: “little crack”. Mas, pensando bem, melhor não. Ficaria muito mais chula do que já é.

Inglês-Português
Ainda assim, no jornal converteu para o inglês a pergunta do repórter do “O Globo” que fez Bolsonaro tremer nas bases e proferir uma terrível ameaça de agressão física: “President, why did your wife receive $16,000 from a former aide under investigation for corruption?” (“Presidente, por que sua esposa recebeu R$ 89 mil de um ex-assessor sob investigação por corrupção?”). A resposta do presidente, eleito pelos brasileiros, foi típica de um boteco de má-fama na beira do cais: “Minha vontade é encher a tua boca de porrada”.

Palco
Deve ser votado amanhã, na Câmara de Fortaleza, o projeto do Poder Executivo local que define as normas de cumprimento da Lei Aldir Blanc pela Secretaria Municipal de Cultura (Secultfor). Trata-se de uma articulação dos campos progressistas no Congresso Nacional que destina renda emergencial de R$ 3 bilhões, no País todo, para trabalhadores do setor e para a manutenção de espaços culturais durante o período de pandemia da covid‐19.

A voz e o gesto

As prioridades e os desafios de Evaldo Lima, novo titular da Secultfor


O mais ativo batalhador pela Lei Aldir Blanc em Fortaleza é o vereador Evaldo Lima (PCdoB, na foto). Ex-secretário de Esportes e de Cultura na cidade, Evaldo é um dos parlamentares mais identificados com as redes de produção cultural. Tem, como vereador, apresentado uma série de propostas legislativas para o setor.

Irreverências mil
A Lei Aldir Blanc (foto) homenageia o compositor carioca (1946-2020) que se firmou na história da música brasileira com verdadeiros e espetaculares relatos da vida nacional, em posições sólida e francamente democráticas, e foi uma vitória dos partidos de oposição – o Planalto esperneou para sancioná-la e deixou muito exposto o contragosto com que a acatava. Afinal, como ele escreveu, “a esperança equilibrista sabe que o show de todo artista tem de continuar”.

Adeus ao poeta: Aldir Blanc falece vítima da Covid-19 – Hora do Povo

“Fumo e voltemo”
Especializado em potencial de consumo, o relatório IPC Maps, elaborado pela empresa paulista IPC Marketing, está indicando este mês queda de 5,2% na média de gastos relacionados ao fumo nos últimos anos no País. Ou seja, temos já 121 mil mortos pela covid-19, mas menos doente em potencial de males causados pelo tabagismo. Segundo a pesquisa, enquanto as despesas nessa fumacenta categoria chegaram a R$ 19,1 bilhões (0,6% do orçamento da população) em 2015, ao passo que se tem para 2020 previsão de cerca de R$ 18,1 bilhões.

Novos ares
A avaliação pode ganhar ares mais otimistas quando se comparam os dados de 2019 com os deste ano. Segundo o IPC Maps, a redução para 2020 equivale a uma diferença de 5,4%. O IPC Maps avalia que a retenção no consumo de fumo vem ocorrendo sobretudo nas classes sociais mais baixas. A pesquisa abrange os 5.570 municípios brasileiros.

É de lei
O vereador fortalezense Evaldo Costa (PRB) resolveu clonar ideia que circula na Internet. E apresentou texto criando um programa denominado “Achados e Perdidos Pets”. O foco é nobre, reconheçamos: permitir que quem tenha perdido bichos de estimação possa recuperá-los e, ainda, facilitar adoções. O método, no entanto, é que são elas – foi “inspirado” em aplicativo e, para não perder o costume, em matérias que tramitam em outras cidades e estados.

No YouTube

A jornalista Eveline Frota e eu inauguramos neste mês de agosto um canal na plataforma de vídeos Youtube, denominado Coluna da Hora. Nessa nova atividade, temos análises, entrevistas e variedades. A estreia, que está no ar, foi feita com o prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (PDT). O endereço, para você se inscrever e acionar a sinetinha de notificações, é esse.

Ao vivo
E sempre às terças e quintas-feiras estamos, eu e Eveline, em lives no Instagram. Mantivemos para esse projeto a marca “Coluna da Hora” – numa referência a um ponto histórico do Centro de Fortaleza, ao fato de começarmos pontualmente às 17h e, por fim, ao tempo de uma hora exata que tem o encontro com os internautas. Pode-se acessar e participar do Coluna da Hora por intermédio dos perfis @evefrota ou @robertoamaciel.

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