Quanta Consultoria lidera consórcios para estudos de implantação de energia renovável no Metrô-SP

A Quanta Consultoria lidera o consórcio que fará os estudos para geração de energia limpa e renovável para o Metrô de São Paulo. O consórcio, composto também pela SMF – Serviços Metroferroviários, ORV e AEA, desenvolverá estudos técnicos, econômico-financeiros e jurídicos para a implantação, operação e manutenção de sistema de geração de energia limpa e renovável para a Companhia do Metropolitano de São Paulo, com o objetivo de gerar e fornecer energia às linhas e estações da rede metroviária.

No início de 2020, o Metrô de São Paulo abriu o edital de Procedimento de Manifestação de Interesse nº 36/2020, com objetivo de autorizar, via iniciativa privada, a realização dos referidos estudos. A autorização ocorreu na última semana de julho, na qual foram qualificados outros 13 grupos. A iniciativa possibilitará o aproveitamento das superfícies, como estações e pátios de manutenção, para geração de energia elétrica e, consequentemente, a redução das despesas com consumo de energia (o segundo maior gasto da empresa), e gerar novas receitas, indo além das receitas tarifárias, ao incluir a comercialização de eventual excedente.

Nos seus projetos, as empresas deverão apresentar soluções para a geração e para o fornecimento desse tipo de energia, em acordo com as normas da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). O melhor estudo fará parte do futuro edital para a contratação do serviço. Para isso, o Metrô de SP elegerá as melhores soluções técnicas, considerando o melhor resultado econômico-financeiro e o impacto socioambiental.

Segundo Marina Bastos, engenheira civil e diretora da Quanta Consultoria, o estudo em questão é inovador, visto que apenas o Chile tem algo semelhante implantado. “Trabalhamos um estudo similar no Ceará via Secretaria de Recursos Hídricos. Acreditamos na viabilidade desse formato para implantação, operação e manutenção de infraestruturas de grande porte e pretendemos estar envolvidos no negócio como um todo, ao longo de todo período da PPP – Parceria Público Privada que será estabelecida. Além disso, essa é uma alternativa que deve ser analisada nas demais metrópoles brasileiras, pois representa um caminho para sustentabilidade financeira de serviços de transporte por meio da ampliação de receita, sem sobrecarregar o usuário e os cofres públicos”, avalia.

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