Economista da Fecomércio-CE tira dúvidas sobre o Pix

A maioria já ouviu falar sobre ele, mas muita gente ainda não sabe o que é o Pix. Criado pelo Banco Central, ele surge como um novo meio de pagamento instantâneo, ou seja, mais uma opção para pessoas e empresas fazerem transferências, realizarem ou receberem pagamentos. O Pix se assemelha aos já conhecidos TED (Transferência Eletrônica Disponível) e DOC (Documento de Ordem de Crédito), porém tem suas peculiaridades e vantagens que essas operações não oferecem.

O Pix promete estar disponível 24 horas por dia, todos os dias da semana, incluindo finais de semana. Outro ponto positivo é que as transações serão concluídas em menos de 10 segundos, além de ser gratuito para pessoas físicas e para quem é microempreendedor individual (MEI).

Para quem ainda não teve tempo de se aprofundar sobre o Pix, o economista Alex Araújo ajuda a esclarecer os principais questionamentos sobre essa novidade. Confira:

O que é Pix?

O Pix é um sistema de pagamento digital, que utiliza a mobilidade dos aparelhos de telefonia celular como canal principal, de forma instantânea e de baixíssimo custo. O Pix funcionará 24 horas por dia, sete dias por semana e tem o Banco Central do Brasil como centralizador do sistema, garantindo a interconexão entre o sistema bancário e as empresas de telefonia, o que promete ser uma enorme vantagem para a expansão rápida do seu uso.

Como funciona?

O Pix irá facilitar grande parte das transações financeiras, possibilitando o pagamento de contas, recebimento de vendas e transferências de forma simples e com baixo custo. Para as pessoas físicas, as transações serão gratuitas e bem simples: basta usar um QR Code ou uma chave de identificação para fazer um pagamento ou transferência.

As empresas terão custos nas transações que envolvam vendas, mas será muito mais baixo do que pagam hoje como taxa de intercâmbio no uso de cartões de débito e crédito ou na emissão de boletos de cobrança.

A expectativa é que, com as facilidades criadas para as transações, haja uma redução do uso de dinheiro em espécie, o aumento da bancarização da população e o fim das filas para as operações bancárias, pois cada celular passará a ser uma agência bancária completa.

O que devo fazer para começar a usar?

Na primeira fase, que começa em 16 de novembro, estarão no sistema os clientes de bancos e outras instituições financeiras que cadastraram suas chaves de identificação – um tipo de “apelido” para identificação no sistema. Com essa chave não será necessário informar banco, conta corrente ou dados pessoais para se fazer uma transação.

Tenho conta em mais de um banco, tenho que criar uma chave Pix para cada um?

Sim, cada chave servirá para identificar uma conta, em um banco, sendo necessário o cadastro de diferentes chaves.

É seguro?

O sistema é mais seguro do que as transações com cartões de débito ou crédito, pois também se utiliza dos mecanismos de segurança do aparelho de telefonia celular, como geolocalização, MEI único e biometria.

Hoje já existem países com soluções equivalentes, como China e Índia, que relatam enorme sucesso, mesmo usando soluções privadas. O fato do Pix estar centralizado no Banco Central é um fator adicional de segurança e a garantia de que nenhuma grande empresa privada poderá ter influência nos custos das transações.

Quais as vantagens?

Em primeiro lugar, a segurança para a realização de transações financeiras, em um sistema que permite o rastreio e o acompanhamento. Segundo, o custo, que será muito mais baixo do que hoje é praticado pelos bancos para transferências, cobrança e manutenção de contas. Terceiro, o Pix deverá aumentar o número de pessoas bancarizadas, facilitando o acesso a serviços e ao crédito.

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