A morte de ETFs: O que acontece com fundos que não dão certo

Centenas de ETFs (Exchange Traded Funds, em inglês) “morrem” todos os anos sem conseguirem gerar os retornos esperados. Para Paulo Kulikovsky, Diretor para América Latina da Stake, plataforma global de investimentos que conecta o mercado de ações americano à pessoas ao redor do mundo, é importante entender os movimentos desse tipo de ativo.

Para quem  ainda não conhece bem esse universo, ETFs, ou Exchange Traded Funds, que em português são conhecidos como fundos de investimento, que são constituídos com o objetivo de investir em uma carteira de ações que busca replicar a carteira e a rentabilidade de um determinado índice de referência(Nasdaq,NYSE, ibovespa, entre outros). Para quem pensa em investimentos de longo prazo, este tipo de ativo é uma opção a se considerar, pois, ao analisar o ecossistema de ETFs lá fora, encontramos uma grande diversidade de estratégias. Encontramos tanto grandes fundos com alta correlação com índices “famosos”, que possuem altos patrimônios, como o SPDR® S&P 500 ETF Trust (SPY).além de fundos mais exóticos, como, por exemplo, o WisdomTree Managed Futures Strategy ETF (WTMF), que investe em commodities, juros e moedas e o Invesco Insider Sentiment ETF (NFO), baseado em tendências de compra, momento e volatilidade de ações.

Centenas de ETFs “morrem” todos os anos pois não são capazes de gerar os retornos prometidos, acabando por devolver o dinheiro aos investidores. Mais de 1000 ETFs fecharam só em 2019, fato que os analistas financeiros dizem ser bom para o mercado. “Mesmo sabendo que no curto prazo isso pode causar alguma perda para os investidores, se olharmos a situação com uma visão mais macro, isso é positivo pois dá uma “limpada” nos ETFs que não performaram bem. E isso faz com que os investidores sintam mais confiança em fundos mais conhecidos”. conta Kulikovsky. 

Os principais fundos de índice estão saturando o mercado, deixando pouco espaço para opções que não sejam tão conhecidas.O fechamento destes fundos livram os mercados das ETFs sem rentabilidade. Um dos mais populares entre os clientes da Stake, o $TVIX, foi um dos fechamentos mais famosos a história. Não se sabe o real motivo do encerramento, porém a especulação é que o CreditSuisse, que fazia a gestão do fundo, não quis apostar em um ETF 2x alavancado em volatilidade, ou seja, maximizando a rentabilidade por meio de uma espécie de endividamento e com isso, aumentando o risco, especialmente e um ano como o de 2020.

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