Programa Cozinha Social inicia atividade prática produzindo e distribuindo marmitas em bairros de Fortaleza

No atual contexto social, a Escola de Gastronomia Social Ivens Dias Branco, da Secretaria da Cultura do Ceará, está executando o programa Cozinha Social. Em novembro, representantes de dez instituições que já atuavam em comunidades vulneráveis foram selecionados para a formação que envolve as temáticas empreendedorismo social, cozinha e boas práticas de manipulação de alimentos. No último fim de semana, os selecionados colocaram aplicaram o que aprenderam no primeiro ciclo de aulas com a produção e entrega de 1624 quentinhas em diferentes pontos da cidade.

Em 19 e 20 de dezembro, as entidades SOS Periferia, UMBJ Unidas, União de Jovens do Vicente Pinzon, Centro de Formação Frei Humberto, Mulheres Empreendedoras do Pirambu e Gentil Somos entregaram refeições nas comunidades Oitão Preto, Morro do Ouro, Centro (pessoas em situação de rua), além dos bairros Bom Jardim, Serviluz, Pirambu e Benfica. “A programação de produção e entregas segue até o dia 30 de dezembro com a previsão de 5474 marmitas entregues e a formação e suas atividades práticas acontecem até março de 2021”, afirma Damaris Barros, coordenadora pedagógica do programa, que conta com a consultoria e cooperação técnica da Gastromotiva (RJ).

“Com o nosso suporte, os selecionados estão tendo formação e apoio financeiro para produzir e distribuir marmitas em suas comunidades de atuação. Acreditamos que com essa experiência eles estão trilhando um caminho para se tornarem empreendedores sociais mediante a nossa capacitação. Dessa forma, terão ferramentas e conteúdo para desenvolverem seus negócios sociais, promovendo valores de sustentabilidade e assim combaterem a fome que aflige os mais vulneráveis da nossa cidade.”, destaca Selene Penaforte, superintendente da Escola.

Instituição da Secretaria da Cultura do Ceará (Secult), a Escola de Gastronomia Social Ivens Dias Branco (EGSIDB) é gerida pelo Instituto Dragão do Mar (IDM). O nome faz referência ao fundador do grupo M. Dias Branco, que financiou a sede doada para o Estado em uma parceria público-privada. O centro de formação oferece cursos básicos e profissionalizantes em cozinha, panificação e confeitaria, além de mentorias para desenvolvimento de produtos e projetos, por meio do Laboratório de Criação em Cultura Alimentar e Gastronomia Social. Todas as atividades são gratuitas, mediante inscrição e processo seletivo. O público-alvo preferencial da escola é formado por jovens em situação de vulnerabilidade social e adultos com ou sem experiência em gastronomia.

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