A Coluna do Roberto Maciel (5.12, terça): A mão pesada de Bolsonaro contra a saúde

Bolsonaro não mostra ter inteligência política, e os assessores dele também não
Jair Bolsonaro não faz a menor questão de demonstrar inteligência política. E observe-se que a equipe dele também não ajuda muito. Veja só: no finzinho de 2020, o presidente sancionou a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2021, que é o dispositivo de normatiza receitas e gastos federais. A Lei dá a Bolsonaro, entre outros pontos, a possibilidade de bloquear verbas para ações de combate à pandemia da covid-19 e para a produção de vacinas. Outras tarefas da União, como o Programa Mudança do Clima, também estão submetidas à mesma ameaça de corte. Sim: o governo admite que, para economizar dinheiro, pode implementar medidas que podem impor mais mortes.

A Importância das Mãos

Escolha
Bolsonaro, num dia, espalha notícias falsas e alarmantes contra os interesses da saúde pública. Noutro, quer ter a possibilidade de suspender dinheiro para combater a pandemia e para a produção de vacinas. Se isso serve de explicação, que seja, então, para a insistente agressividade que ele dedica contra a vacina. O presidente, apelando para uma política de baixíssimo nível, chegou a sugerir que os medicamentos poderiam transformar pessoas em jacarés.

Cortar verbas pode significar cortar votos
Ninguém no séquito do Planalto percebe o quão grave é cortar dinheiro para conter o coronavírus ou para financiar a imunização dos brasileiros. A questão é, pelo menos, de aritmética eleitoral, já que não se deve levar em conta o aspecto humano nas deliberações de Bolsonaro: já há perto de 200 mil mortos pela doença no País. Como os núcleos familiares contêm em média cinco pessoas, é correto calcular que cada morto representa cinco votos. E 200 mil óbitos multiplicados por cinco podem significar 1 milhão de votos a menos. A ordem dos fatores, é claro, altera o produto das urnas. A inteligência bolsonarista não consegue enxergar isso.

A eficiência restringida
Vale destacar aqui o que os assessores de Bolsonaro escreveram à guisa de justificativa para o veto: “A inclusão de despesas não passíveis de contingenciamento contribui para a elevação da rigidez do orçamento, dificultando não apenas o cumprimento da meta fiscal”. Alegou-se, em resumo, que a medida de contenção poderia “restringir a eficiência” do Executivo na implementação das políticas públicas.

Articulação


Uma “gestão de portas abertas”. É assim que o presidente da Câmara Municipal de Fortaleza, Antônio Henrique (PDT, acima)), define o trabalho que tem feito à frente da Mesa Diretora. “Estamos dialogando com parlamentares, líderes comunitários, entidades representativas, servidores, trabalhadores e representações de todos os segmentos sociais”, diz. O resultado é a recondução ao cargo num amplo entendimento entre as bancadas. “Tenho a felicidade de olhar para trás e ver que seguimos no rumo certo”.

Males que vêm para o bem

Deputado Acrísio Sena


A pandemia da covid-19, embora com números trágicos, ofereceu à sociedade no mundo todo a oportunidade de debater pautas prioritárias. A opinião é do deputado Acrísio Sena (PT, na foto acima). “A situação mundial ajudou na redução da pauta do ódio e estabeleceu menos polarização”, explica.

Live
Eu e a jornalista Eveline Frota fazemos, sempre às terças e quintas, lives no Instagram. É a “Coluna da Hora”. Iniciamos às 18 horas, em encontros com internautas que duram uma hora. Pode-se acessar e participar da Coluna da Hora no Instagram pelos perfis @evefrota ou @robertoamaciel. Também mantemos na YouTube o canal Coluna da Hora. Lá, há entrevistas com personalidades relevantes da vida local.

Rodando
Há uma proposta tramitando na Câmara federal que, se passar, pode representar um interessante ponto de aceleração de fatores como a igualdade de gênero e o empoderamento feminino. Diz o texto que empresas de construção civil devem ter no mínimo 5% dos postos de trabalho operacional com pessoas do sexo feminino. O projeto é do deputado Juninho do Pneu (DEM-RJ). Sim, você leu certo: “Do Pneu”.

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