Setor do audiovisual busca se reinventar durante a pandemia

Por conta da pandemia do coronavírus, alguns setores, como o audiovisual, ficaram parados por meses. Em especial, os profissionais que trabalham com produção de conteúdo – fotos e vídeos – em eventos e festivais, já que esses ambientes envolvem muita aglomeração e todos foram cancelados, sem novas datas para acontecer. 

“Algumas coisas mudaram, claro, já que toda a parte dos eventos está pausada. Apesar de sempre termos trabalhado nessa área e sermos reconhecidos por isso, nosso dia a dia nos sets sempre existiu, já que também fazemos campanhas para muitas marcas. Nos sets, a rotina de cuidados para preservar a saúde de todos os profissionais acabou alterando toda a maneira de trabalhar que conhecíamos e precisamos nos reinventar”, explica Francisco Costa um dos sócios do coletivo de produtores de conteúdo I Hate Flash.

Em meados de junho, saiu o Protocolo de Segurança das Produções Audiovisuais. A OnCare foi a empresa de saúde e segurança do trabalho homologada pela Associação Brasileira da Produção de Obras Audiovisuais (APRO) para colocar em prática as diretrizes protocolares. Desde o início dessas regras, segundo a OnCare, foram realizadas 500 diárias de filmagem, acompanhadas por mais de 70 pessoas e foram realizados mais de 25 mil testes.

“Nos preparamos muito para essa nova realidade. Os cuidados têm que começar desde o momento em que os profissionais são escalados até voltarem para suas casas no final do trabalho”, explica coordenadora de produção do IHF, Carol Caddeo. Um dos primeiros passos é realizar os testes de COVID em toda a equipe. Apenas depois da divulgação dos resultados negativos que o trabalho tem sequência. Se alguma das pessoas envolvidas tiver testado positivo, outros profissionais são chamados e o mesmo processo é feito.

De acordo com as normas estabelecidas pelo Protocolo de Segurança é necessário ter sempre alguém fiscalizando o cumprimento dos protocolos nos sets e a limpeza com produtos específicos é fundamental durante toda diária. As regras de distanciamento também valem nesses casos. Ficam na “área de risco” apenas quem precisa estar ali, todos os outros profissionais permanecem em suas bases. Até na hora da alimentação as aglomerações são evitadas. 

É importante lembrar que, mesmo com a chegada da vacina, vai levar um tempo até que as normas sejam flexibilizadas dentro dos sets. “As pessoas entre 17 e 30 anos serão as últimas a ser vacinadas. A conscientização que tivemos nos últimos meses precisa continuar. O protocolo faz com que o mercado continue caminhando de forma segura e eficaz”, detalhou o médico Ricardo Pacheco, da OnCare Saúde, durante um painel virtual no festival Whext 2020, referência no setor publicitário.

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