Casa do Blues faz live especial para comemorar 12 anos de atuação

Em 2009, alguns músicos, cantores e bandas do Ceará decidiram se unir com o objetivo de desenvolver projetos em espaços públicos com foco em música e entretenimento de qualidade. Pode-se dizer que esse foi o pontapé inicial da Associação Casa do Blues, que também nasceu com a proposta de difundir o ritmo para um público cada vez maior, além de dar oportunidade para artistas e grupos que não encontravam tantos espaços para mostrarem seus talentos.

Marília Lima: atração na live especial de 12 anos da Casa do Blues

Foi graças a essa iniciativa que muitos cearenses tiveram a chance de conhecer melhor este estilo que envolve, ao mesmo tempo, lamento e celebração festiva da vida, que, apesar da pandemia, insiste em sem fazer presente, mesmo que de maneira diferente. E como forma de celebrar as boas histórias e a trajetória da Associação, vários músicos do gênero vão se reunir para realizar, com apoio da Lei Emergencial Aldir Blanc, a liveshow “Casa do Blues 12 anos”, que será transmitida hoje (30 de janeiro, sábado), às 19h, no canal do projeto no YouTube. No repertório, canções próprias dos artistas que fazem parte da entidade, além de clássicos do gênero que já caíram no gosto dos cearenses.

“Queremos realizar um espetáculo que celebre a força da música e da cultura de Fortaleza e que traduza efetivamente a energia que a gente sente ao subir no palco. A troca com o nosso público será um pouco diferente, mas acreditamos que, de suas casas, os espectadores vão estar com a gente no ritmo do blues”, afirma Leonardo Vasconcelos, que dividirá o palco com outros grandes nomes do blues made in Ceará: Marília Lima, Roberto Lessa, Felipe Cazaux, Anderson Camelo, Gabriel Yang, Renato Cazzoli e Marcelo Holanda.

O local escolhido para a gravação da live traduz perfeitamente a proposta da Casa do Blues de descentralização da arte: o Centro Urbano de Cultura e Arte (CUCA), do bairro Mondubim, considerado um símbolo da difusão cultural para as para as áreas mais periféricas da Cidade. Como contrapartida, Roberto Lessa, membro da Associação, ministrará a oficina online “A História do Blues e Seus Instrumentos”, que será voltada, prioritariamente, para alunos das escolas públicas.

Para a cantora Marília Lima, a pandemia de Covid 19 frustrou boa parte dos planos da Casa do Blues, uma vez que a entidade já havia se planejado para realizar diversas ações em 2020. Com esperanças de dias melhores, no entanto, a associação pretende celebrar, de forma segura e responsável, esses 12 anos trabalho. A apresentação também não deixa de ser uma forma dos próprios músicos se encontrarem para fazer aquilo que mais gostam, que é tocar e cantar! “Entendemos que o mundo todo está passando por um momento difícil, mas a prioridade deve ser sempre a vida. Por isso, a gente quer levar um pouco da nossa alegria para o público, que estará com a gente mesmo que de suas casas. É o blues do Ceará sem barreiras e nem fronteiras para o mundo todo ver e curtir”, diz a cantora.

Leonardo Vasconcelos corrobora. Além do desejo pela vacina e de que todos possam superar esse momento com serenidade e saúde, a Casa do Blues tem como meta divulgar suas ideias e canções nas redes sociais e plataformas digitais. “A partir do momento em que tivermos uma maior segurança sanitária para a realização de shows presenciais, queremos fazer apresentações no interior do Ceará. Estamos otimistas e esperando a hora certa para sair por aí levando música de qualidade para mais pessoas. Enquanto isso, estamos nesse universo virtual, produzindo e dando o melhor para o mostrar o blues do Ceará”, finaliza.

A Associação Casa do Blues tem um histórico profícuo de produção cultural em parcerias de sucesso. Em 2009, por exemplo, a entidade conquistou apoio da Prefeitura Municipal de Fortaleza para a produção de shows de blues na capital, resultando em 40 shows, de março a novembro, realizado todos os sábados no Mercado do bairro Joaquim Távora. O espaço recebia, a cada fim de semana de blues, uma média de 500 pessoas.

Tendo em vista a experiência exitosa do Projeto Casa do Blues no Mercado do Joaquim Távora, a Associação Casa do Blues propôs a ampliação desta ideia, levando o blues às praças de vários bairros da capital, incluindo os mais periféricos. Neste sentido, surgiu o 1º Circuito Casa do Blues, realizado entre os meses de novembro de 2011 e julho de 2012.

Realizado sempre aos sábados, essa iniciativa ocupou praças de nove bairros diferentes em todas as regionais da Cidade, conseguindo reunir uma legião crescente de admiradores da cena local blueseira. No mês de encerramento. O Circuito Casa do Blues se despediu do público em grande estilo, com a gravação de um DVD com as bandas De Blues em Quando, Blues Label, Artur Menezes, Puro Malte e Felipe Cazaux, que contou com quase 3.000 pessoas.

A partir dessa experiência, foi firmada, em 2014, uma nova parceria com a Prefeitura para a ocupação de espaços públicos, a exemplo do Estoril, local histórico da boemia fortalezense, que se transformou na Casa do Blues de Fortaleza no período de abril a dezembro. Posteriormente, foram gravados dois DVDs da Associação em parceria com a Prefeitura, o “Casa do Blues Estoril” e o “Gaitas Brasil”. A Casa do Blues firmou ainda parceria com o Centro Dragão do Mar de arte e Cultura, dando origem ao Projeto Dragão Blues, realizado entre 2016 e 2018, na última sexta-feira de cada mês, no Palco Rogaciano Leite.

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