Previsão de aumento na taxa Selic e impacto no mercado imobiliário

Com a pandemia causada pelo novo coronavírus, o Banco Central reduziu a taxa Selic — que representa os juros básicos da economia brasileira — ao menor patamar da história, porém com os movimentos de recuperação da economia e para que o país volte a cumprir as metas da inflação, a tendência é de um aumento desse índice ainda no começo do próximo semestre.  

Do ponto de vista do mercado imobiliário, a baixa da taxa Selic possibilitou a concessão de crédito de maneira facilitada e ainda melhores condições de financiamento, ou seja, durante a pandemia, comprar um imóvel se tornou mais fácil e vantajoso.  “A era dos juros a 2% deve acabar ainda em 2021. Há dois anos, para ter uma perspectiva, nós trabalhávamos na faixa dos 14%. Essa redução drástica foi resultado do plano econômico do ministro Paulo Guedes, porém com o cenário de retomada e vacinação, a tendência é que a taxa volte a crescer gradativamente, da mesma forma, a taxa de financiamento também aumentará”, garante o especialista em mercado imobiliário Rafael Scodelario.  

Apesar de aumentar as taxas de financiamento, o aumento da Selic não deve ser encarado como um fator negativo — há países que estão trabalhando com taxas negativas, por isso aumentar pode atrair recursos para o país, além de ser um sinal de que a economia está sendo recuperada gradualmente, garante o especialista.  “É sinal que a economia está rodando. Não é preciso pânico, visto que esse aumento deve ocorrer aos poucos, o que não deve comprometer quem decidir financiar por agora. Mas é preciso atenção, dificilmente a taxa voltará a esse patamar, por isso o melhor momento para negociar a casa própria é agora”, garante Rafael Scodelario. 

Deixe uma resposta