A Coluna do Roberto Maciel (13.03): Lula sobre Moro: “Ele está sofrendo muito mais do que eu sofri”

A Justiça nas mãos de Nunes Marques

Nomeação de Kassio Nunes para o STF é publicada no Diário Oficial - Migalhas
  • O ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal, fez carreira na magistratura piauiense. Destacou-se como juiz e desembargador conservador e legalista – daqueles que, apesar de conceitos morais e religiosos, não ultrapassam os limites da lei. E foi com essa imagem que o presidente Jair Bolsonaro o nomeou em outubro do ano passado para substituir na corte mais elevada do Judiciário brasileiro o então decano Celso de Melo. Agora, está subordinada ao voto de Kassio Nunes Marques (foto acima) a decisão do STF sobre a suspeição do então juiz Sérgio Moro nas setenças pespegadas contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A contenda está empatada na Segunda Turma do STF: Edson Fachin (relator) e Carmem Lúcia votaram contra a tese de que Moro era suspeito; Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowiski se manifestaram pela suspeição. Note: a credibilidade do poder Judiário, de ponta a ponta, depende do novato do STF.

Primeira hipótese
Se Nunes Marques votar pela suspeição, acompanhando Gilmar e Lewandowiski, deixará Sérgio Moro numa enrascada que, além de esturricar de vez a imagem que o ex-juiz e ex-ministro tinha perante os cidadãos e os meios jurídico e político, pode levá-lo a cortes internacionais. No entanto, havendo fundamento na leitura de que o ex-juiz era suspeito e ainda assim julgou e condenou Lula, o ministro estará cumprindo rigorosamente aquilo que o caracteriza. Além de, como consequência direta, esfarinhar definitivamente qualquer articulação para tornar Moro candidato à Presidência da República em 2022. Para Bolsonaro, isso seria muito, muito interessante.

Segunda hipótese
Se Nunes Marques votar pela não-suspeição, acompanhando Fachin e Carmen, liberará Sérgio Moro para buscar empreitadas mais ambiciosas do que a de ser parecerista numa empresa que representa empreiteiras enroladas pela Lava Jato. Nada restará contra o ex-juiz, então, embora o sistema judicial brasileiro possa ser forçado a ter de conviver com feridas perentes e constrangedoras da parcialidade. Seguindo por esse rumo, Nunes Marques poderá assegurar a Moro a possibilidade de ser candidato à Presidência da República em 2022. Para Bolsonaro, isso não interessaria. Afinal, a sintonia de Moro com eleitores se dá na mesma frequência da do presidente. Seria, potencialmente, um competidor a dividir votos com o ocupante do Planalto, não com os postulantes da esquerda.

“Ele”
Sobre essa situação, o ex-presidente Lula pode ter captado os sentimentos com precisão e cunhado a frase adequada: “Tenho certeza de que ele está sofrendo muito mais do que eu sofri”. O “ele” a quem o petista se refere é justamente Sérgio Moro. E olha que Lula passou 580 dias preso e xingado. Nesse período, perdeu a esposa, um irmão e um neto.

Suando a camisa
Leva o jamegão do vereador Lúcio Bruno (PDT) projeto na Câmara de Fortaleza que institui pagamento de auxílio financeiro a profissionais de esportes, a ser desembolsado pela Prefeitura, por conta dos impactos causados pela pandemia do novo coronavírus. Pela proposta, quem trabalha em centros de treinamento e academias de artes marciais, entre outros estabelecimentos, poderá ter acesso à renda extra.

Garantia
Outro pedetista que está propondo ação financeira motivada pela pandemia é Júlio Brizzi. O vereador sugere que a Prefeitura de Fortaleza institua um fundo municipal de imunização. Os recursos garantiriam o suporte necessário para custear a vacinação.

Só Pode!

Etapa de apuramento para o mundial de teqball em Santarém


E, no meio de tanta contaminação, tantas mortes e tanto receio de aglomerações, o vereador Danilo Lopes (Pode) quer que a Prefeitura de Fortaleza instale uma mesa de “tecball” (ou “futmesa”, um esporte novo que mistura elementos de pingue-pongue e de futebol) na areninha do bairro da Itaoca.

Tudo igual
Empresas que prestam serviços ao Estado do Ceará podem ser obrigadas a comprovar equidade de salários entre empregadas e empregados. A proposta foi apresentada pela deputada Érika Amorim (PSD) na Assembleia Legislativa. O projeto estabelece que todos os órgãos estaduais devem exigir documentação específica que demonstre não haver discriminação de gênero no pagamento de salários.

Em live
Realizamos lives às terças-feiras, no Instagram, com a marca “Coluna da Hora”. Começamos sempre às 18 horas. São encontros de uma hora e o internauta pode acessar e participar pelo perfil @robertoamaciel. Todas as entrevistas estão disponíveis no IGTV. A mais recente traz o deputado estadual Renato Roseno (PSOL).

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