Bons motivos para incentivar a liderança feminina nas organizações

Liderança feminina: a importância de mulheres como líderes na empresa

Artigo de Thaísa Passos, gerente de marketing global da S.I.N. Implant System:

As questões relacionadas a gênero nunca deveriam ser colocadas em pauta quando a ideia é avaliar se alguém poderia ser um bom líder, já que os traços de personalidade é que são determinantes para esse fim.

Ao mesmo tempo, é fato que as empresas que ainda não se deram conta da importância das figuras femininas para o conjunto do ambiente das corporações já estão perdendo. Simplesmente porque, além de terem a habilidade de multiplicar o banco de talentos das empresas, mulheres na liderança também costumam aumentar o desempenho financeiro das organizações.

Uma pesquisa da consultoria McKinsey, por exemplo, apontou que companhias com mulheres em cargos executivos têm 50% mais chances de aumentar a rentabilidade e 22% de impactar positivamente o indicador Ebitda (que avalia o desenvolvimento financeiro de uma empresa).

E mais: mulheres no comando têm maior inclinação para introduzir políticas que favoreçam o convívio familiar. Afinal, empatia, mente aberta, atenção plena, bom desempenho no trabalho sob pressão e diálogo aberto são algumas das características inatas das líderes femininas.

Hoje, mais do que nunca, as organizações estão percebendo que mulheres em cargos de alto escalão produzem benefícios inimagináveis. Isso porque o cenário é altamente favorável para elas. A tecnologia, em grande evidência com a pandemia, deverá atrair mais trabalhadoras. Elas têm tudo para acelerar a 4ª Revolução Industrial e garantir que o conhecimento se desenvolva sob uma perspectiva mais equilibrada, e não apenas analítica.

O sexo feminino, aliás, tem uma habilidade nata para construir relações de confiança, aprimorar talentos e definir metas possíveis.

Sob o mesmo ponto de vista, o mundo do trabalho como um todo é altamente favorável para as mulheres. É nítido que líderes femininas de diferentes gerações vêm emergindo para somar conhecimentos e estimular transformações.

No plano político, por exemplo, a chanceler alemã Angela Merkel faz história liderando desde 2006 a maior economia europeia e uma das maiores do mundo.

Enquanto isso, Jacinda Ardern, primeira-ministra da Nova Zelândia conquistou a maior popularidade que um premiê no seu país já teve, graças ao exemplar manejo da pandemia, somado a outros tantos feitos.

Já no mundo árabe, a paquistanesa Malala Yousafzai surgiu para o mundo como a pessoa mais jovem a ganhar o Prêmio Nobel da Paz, em 2014.

No meio ambiente, Jane Goodall ganhou destaque como a cientista que revolucionou a primatologia. E a ativista Greta Thunberg é um grande exemplo de compromisso com o meio ambiente, ao protestar contra a crise climática global, do alto de seus 16 anos. Hoje ela discursa de igual para igual com centenas de líderes globais.

Para as empresas, é mais do que hora de trabalhar para aumentar suas lideranças femininas e promover a igualdade de gêneros nas corporações. Veja a seguir, portanto, seis ótimos motivos para contratar mais mulheres:

Habilidades à altura das oportunidades – está provado que a nova economia, que vem quebrando muitos paradigmas, não depende da força física, mas de habilidades como determinação, atenção aos detalhes e raciocínio, talentos que as mulheres têm de sobra. Para agregar ainda mais, o cérebro feminino é naturalmente programado para uma visão estratégica de longo prazo e para a formação de equipes altamente colaborativas.

Mais inovação – pesquisa divulgada pela Deloitte em 2018 revelou que empresas com uma cultura inclusiva têm seis vezes mais chances de serem inovadoras, além de terem duas vezes mais chances de atingir metas financeiras melhores. E, nesse caso, a diversidade significa também ter mentoras e líderes femininas.

Espírito de equipe – colaboração significa ter uma atitude fraterna junto com os colegas para atingir um objetivo comum. Um dom, com certeza, inato das mulheres. Um artigo do National Bureau of Economic Research (organização sem fins lucrativos com sede em Massachusetts, EUA) enfatiza que o sexo feminino é mais fortemente atraído para a cooperação do que os homens. As mulheres, normalmente julgam de forma correta suas capacidades e costumam ser abertas a sugestões e críticas de outros profissionais.

Alta performance em múltiplas tarefas – as mulheres conseguem equilibrar suas carreiras com afazeres domésticos e ainda são mães! Com todas essas demandas, elas aprenderam a balancear e focar em soluções práticas para resolver os milhares de problemas que surgem no dia a dia. Ou seja, são bastante capazes de aguentar tranco quando se encontram sob pressão. E, como sabemos, responder de forma rápida e vigorosa às tarefas e crises simultâneas é fator decisivo para uma liderança de sucesso.

Políticas de RH mais favoráveis: mulheres no comando tendem a ter grande abertura para a diversidade e a responsabilidade social. Os pesquisadores Matsa e Miller examinaram algumas organizações durante períodos de recessão e descobriram que as empresas de mulheres tinham significativamente menor propensão a demitir os empregados, do que aqueles que pertenciam a homens. Além disso, quando mais mulheres participam dos conselhos administrativos, as organizações se tornam mais afeitas a adotar políticas de RH favoráveis ​​a admitir pessoas LGBT e praticar a diversidade. Em síntese, elas enfatizam a justiça e o convívio em harmonia e com respeito às diferenças, no local de trabalho.

Menos rotatividade: segundo pesquisa do Instituto Gallup, locais de trabalho com igualdade de gêneros têm taxa de rotatividade 22% menor, quando comparados a organizações com uma força de trabalho homogênea. Além disso, essas empresas têm maior facilidade para se atrair e reter talentos.

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