Indústria automotiva: Embrapii anuncia soma de investimentos de R$ 110 milhões

A indústria automotiva está presente no Brasil desde o início do século XX, atuando de maneira mais direta a partir da década de 50. De lá para cá, muita coisa mudou e esta evolução passa necessariamente pela inovação. Além disso, atualmente, o Brasil é o nono maior em produção de autoveículos no ranking global, mas figura na penúltima posição entre os 18 países em desenvolvimento quando o assunto é competitividade, segundo dados da Anfavea – Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores.

A Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial – Embrapii está anunciando que tem investido recursos financeiros e disponibilizado centros de pesquisa para o desenvolvimento de projetos de inovação. Ao todo, foram 95 projetos nesta área beneficiando mais de 120 empresas, desde startups até as grandes montadoras multinacionais, alavancando um total de R$ 110 milhões em investimentos no setor. São projetos das mais diversas áreas como conectividade, biocombustíveis, inteligência artificial, materiais, sensores e inteligência, entre outros.  

O bom desempenho da Organização a credenciou para ser coordenadora do Programa Rota 2030, inciativa do Governo Federal para incentivar a inovação no setor automobilístico. Desde então, a Embrapii provou mais uma vez ser um instrumento eficiente. Seu processo ágil, flexível e sem burocracia permitiu desenvolvimento de 35 projetos pelo Programa, sendo dois finalizados. Há R$ 65 milhões disponíveis para indústria inovar.

A mobilidade e as novas formas de locomoção também são pauta da Rede MCTI/EEmbrapii de Inovação em Transformação Digital. Um de seus desafios é promover o desenvolvimento de soluções tecnológicas que envolvam carros conectados e autônomos.

Conheça alguns projetos automotivos da Embrapii no setor: 

Robô Snake + Spark Eyes

Dois robôs desenvolvidos pela Unidade Embrapii ISI Laser, em parceria com a GM, atuam para solucionar uma demanda de soldas na linha de montagem. O Robô Snake imita uma cobra e conta com uma variedade de movimentos, entrando em áreas de difícil acesso. Ele realiza movimentos que seriam ergonomicamente críticos para operadores. Já o Spark Eyes tem um sistema de inspeção de integridade por visão computacional e algoritmo de Inteligência Artificial capaz de correlacionar causa-efeito e correções de processo. Ou seja, a partir de uma foto, a tecnologia faz uma verificação dos padrões e analisa o processo produtivo. Eles têm potencial de análise em décimos de segundos e, caso seja encontrada uma falha, é possível identificar e fazer ajustes antes de seguir adiante na montagem. 

Eletropostos

Para que os veículos totalmente elétricos ganhem popularidade no Brasil, é fundamental o desenvolvimento de uma rede de abastecimento qualificada que permita ao motorista recarregar seu automóvel rapidamente para seguir viagem. Pensando nesta questão, a EMBRAPII apostou na ideia da criação de eletropostos, mas que tenham tecnologia 100% nacional, o que aumenta o custo-benefício e movimenta a economia brasileira. O projeto é desenvolvido pela Unidade Embrapii – CPqD, em Campinas, em parceria com a empresa PHB Eletrônica.

Dispositivo V@I

Em parceria com a startup Wings, de Pernambuco, a Embrapii e os pesquisadores da Unidade Cesar desenvolveram o assistente veicular: V@I, dispositivo pessoal que entrega informação segura e precisa, como indicações de falhas e aspectos da saúde do carro em tempo real, evitando prejuízos causados pela falta de manutenção do carro, localização, alertas de revisão periódica, hábitos de direção, cerca eletrônica, além de gerar dados para que as concessionárias possam oferecer serviços mais personalizados aos donos de veículos.

Bateria Star Stop

O projeto visa adequar as baterias a um novo sistema veicular – o Start Stop, que desliga o motor toda vez que o condutor para o veículo e volta a ligar quando acelera. Desenvolvido pela Unidade Embrapii Instituto Senai de Inovação (ISI) Eletroquímica e um consórcio de 11 empresas, permite que as pequenas e médias empresas se adaptem ao mercado. A estimativa é que 100% dos carros fabricados até 2021 terão o sistema.

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