Escola cria índice para acompanhar fintechs listadas nas principais bolsas do mundo

A Finted Tech School – edtech e escola de negócios para o mundo digital – acaba de lançar o Finted Índex, índice que medirá periodicamente o desempenho de uma carteira não estática de 30 fintechs listadas nas principais bolsas de valores do mundo. Juntas, as companhias que abrem o índice somam US$ 128 bilhões em valor de mercado. Essa é a primeira iniciativa do tipo no Brasil e marca o lançamento do Fintedlab, braço de pesquisa da escola para tendências nas áreas de Finanças, Tecnologia e Direito.

Desenvolvido pelos sócios e especialistas em finanças da Finted Tech School Flávio Málaga e Ricardo Humberto Rocha, com a colaboração dos professores Alexandre Chaia e Alexandre Zavaglia, o Finted Índex objetiva fornecer uma perspectiva de evolução de valor para uma carteira de fintechs que foram à bolsa nos últimos anos. Afinal, estes modelos de negócios, em formação e que têm a tecnologia como direcionadora de suas vantagens competitivas, estão de fato gerando riqueza ou capturando valor de players tradicionais do segmento? Esta é a principal pergunta que o índice busca responder. A equipe da Finted ressalta que o intuito do estudo é meramente acadêmico, buscando auxiliar nas discussões e no entendimento sobre este ecossistema, sem qualquer intenção comercial ou de associá-lo a recomendações de compra ou venda de ativos.

“Enquanto essas empresas estão fechadas, conseguimos ter acesso às informações sobre aportes, entradas de VCs, PEs, mas não sabemos da viabilidade financeira, da captação de usuários, da monetização. Por meio desta carteira de fintechs, podemos observar a geração de valor (quanto elas estão crescendo no tempo), a evolução das receitas e dos lucros, e checar se elas estão de fato criando modelos sustentáveis e geradores de riqueza”, explica Flávio Málaga.

Em 2020, dos 28 IPOs na B3, 6 foram de empresas de tecnologia. Enquanto o mercado local dá os primeiros sinais da sua guinada, nos Estados Unidos, por exemplo, dezenas delas são listadas na NASDAQ e NYSE todos os dias, incluindo algumas brasileiras, que se aproveitam dessa maturidade para captar recursos com investidores estrangeiros.

As empresas incluídas no índice são consideradas fintechs pois têm como elemento central de seus modelos de negócio a tecnologia, desenvolvida para oferecer algum produto ou serviço financeiro e/ou que suporte a execução de alguma etapa do processo de uma fintech. Foram selecionadas empresas que abriram o capital após 2016, período em que se iniciou o primeiro ciclo de saída dos fundos de venture capital que aportaram recursos nesta vertical. Entre as empresas incluídas no índice, consideradas fintechs e que têm no Brasil a sua operação principal, incluem-se Banco Inter, XP, Stone e Pagseguro.

Os responsáveis pela carteira explicam que as fintechs estão ganhando espaço em um ambiente antes dominado por poucos grupos. Essa evolução pode ser analisada quando comparado o desempenho do Finted Índex versus o Dow Jones Industrial Average (DIJA), no qual a maioria das empresas são gigantes tradicionais como Coca-Cola, Johnson & Johnson, Wal-Mart e Walt Disney, por exemplo.

“Podemos notar justamente uma maior geração de riqueza destas empresas de tecnologia e serviços financeiros (fintechs). Desde 31/12/2018, ponto de partida do índice, a carteira Finted Índex evoluiu 88% em valor, enquanto as empresas do DJIA evoluíram 38%. Por outro lado, como se observa no perfil do gráfico, ainda que o crescimento das fintechs tenha sido maior, os riscos também são mais elevados, refletindo a dinâmica deste segmento, ainda em desenvolvimento”, conclui Málaga.

Ficha técnica Finted Índex:

Valor de mercado total das empresas: US$ 128 bilhões
Bolsas de valores onde as companhias estão listadas: NASDAQ (EUA), NYSE (EUA), B3 (BR), XTRA (Alemanha), LSE (UK)
Data do IPO: após 01/01/2016
Maior fintech do índice, em valor de mercado: XP (NASDAQ): US$ 22 bilhões
Menor fintech: Dragon Victory (NASDAQ): US$ 18 milhões

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