IRPF 2021: saiba onde investir a restituição do Imposto de Renda

A Receita Federal já iniciou o pagamento das restituições do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2021, referente ao ano de 2020. Trata-se de uma excelente oportunidade para quem está à espera de um dinheiro extra para investir. Mayra Lima, especialista CEA da Guide Investimentos, explica que para os investidores iniciantes o primeiro passo é a criação de uma reserva de emergência.

“A ideia da reserva é dar segurança em caso de imprevistos, como perda de emprego, gastos extras com saúde etc”, diz Mayra. A poupança costumava ser a primeira escolha dos brasileiros, mas isso vem mudando nos últimos anos, com a taxa de juros em um patamar baixo para os padrões históricos do país – apesar da ligeira alta recentemente. Mayra afirma que os bons investimentos para reserva de emergência devem ter liquidez e baixa volatilidade.

As opções mais conhecidas para este fim são os títulos do Tesouro Direto, que acompanham a taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic, e costumam apresentar rendimento superior à poupança – dependendo do tempo em que os valores ficam aplicados. Outras alternativas seguras são os CDBs (certificados de depósitos bancários), emitidos por bancos e instituições financeiras para a realização de empréstimos a terceiros ou pagamento de dívidas.

“Neste caso, é como se você emprestasse dinheiro para um banco, recebendo uma remuneração por isso. Ele é considerado um investimento de baixo risco, pois tem como garantia o mesmo órgão das aplicações na poupança, o Fundo Garantidor de Créditos (FGC)”, comenta Mayra.

Já as LCIs e LCAs (letras de crédito imobiliário e letras de crédito do agronegócio, respectivamente), são aplicações de renda fixa voltadas para investimentos específicos no mercado imobiliário e no agronegócio. Assim como no CDB, o emissor da LCI ou LCA define prazo, liquidez e resgate do ativo. Além disso, estes produtos são isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas, e também possuem garantia do FGC.

Com a reserva de emergência garantida, o próximo passo é ampliar a diversificação da carteira em busca de maior potencial de retorno. Uma opção exclusiva da Guide que atende a este propósito é a Conta Guia, criada exatamente para investidores em busca de diversificação, mas ainda sem segurança de aplicar por conta própria.

A Conta Guia abarca diferentes perfis de investidor, do mais conservador até o mais arrojado. Cada Fundo Guia é direcionado para um perfil específico, sendo que a gestão dos recursos é feita pelos especialistas da Guide. “Este é um dos nossos grandes diferenciais”, afirma Mayra. “O fato de qualquer valor poder ser aplicado na Conta Guia, sem aporte mínimo, também é uma vantagem”, completa.

Os fundos de investimentos seguem nesta mesma linha, sendo uma maneira simples e rápida de ter um investimento com diversificação profissional. Um exemplo disso são os fundos multimercados, onde o dinheiro é administrado por um gestor certificado, que pode aplicar em produtos de diferentes classes – ações, câmbio, juros etc. Os fundos são interessantes para quem pode deixar o dinheiro aplicado por um tempo, sem se preocupar com o resgate no curto prazo.

Na renda variável, os fundos imobiliários (FIIs) podem ser uma possibilidade interessante. Ao contrário do aluguel de um imóvel convencional, os FIIs são negociados na B3, a Bolsa de Valores brasileira, e costumam possuir boa liquidez. Além de pagarem rendimentos com regularidade, os proventos dos FIIs ainda são isentos do imposto de renda, o que é mais uma vantagem para o investidor.

No entanto, também é importante destacar que existem opções para quem já planeja guardar dinheiro para aposentadoria. Tendo em vista esse objetivo, os planos de previdência privada se assemelham aos fundos de investimentos, mas contam com algumas particularidades. Planos do tipo PGBL, por exemplo, oferecem benefício fiscal com a possibilidade de redução de até 12% da renda tributável anual do contribuinte.

“Independentemente da escolha, é importante ter claro o objetivo do investimento, além do controle de risco da carteira. Não adianta se expor a uma operação muito arriscada se o investidor não estiver preparado para a possibilidade de sofrer perdas eventualmente”, analisa Mayra.

Restituição do IRPF 2021

A restituição é feita na conta bancária indicada pelo contribuinte no programa da Receita Federal. O primeiro lote foi liberado no dia 31 de maio, sendo que os demais serão pagos gradualmente, de acordo com a data de envio do IRPF.

Confira o calendário de pagamento das restituições do IRPF em 2021:

1º lote: 31 de maio;

2º lote: 30 de junho;

3º lote: 30 de julho;

4º lote: 31 de agosto;

5º lote: 30 de setembro.

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