Escassez de dentistas nos EUA gera oportunidades para brasileiros

Profissionais brasileiros de odontologia estão ganhando mercado nos Estados Unidos. São poucas universidades americanas voltadas para a formação de dentistas e, mesmo para aquelas escolas que oferecem um curso de odontologia, ainda falta demanda. Com isso, o número de profissionais que atuam nessa área no mercado norte-americano não atende às necessidades da população em geral.

Enquanto isso, o Brasil possui o maior número de dentistas do mundo. Ou seja, de acordo com a última atualização no site do CFO (Conselho Federal de Odontologia), existem 331.502 dentistas até o momento, ou 634 habitantes por profissional. A tendência é que ainda mais alunos procurem as faculdades de odontologia nos próximos anos. Certamente, os dentistas brasileiros estão entre os profissionais mais completos e valiosos do mercado global.

O talento acima da média dos dentistas brasileiros oferece uma gama de oportunidades no exterior. “Os dentistas brasileiros que buscam aproveitar sua formação acadêmica e experiência profissional, expatriando-se para os Estados Unidos, vão descobrir um mercado profissional com muitas oportunidades para utilizar suas habilidades” explica Rodrigo Costa, consultor empresarial e especialista em mercado de trabalho americano. 

Uma pesquisa realizada em abril deste ano pela Research and Market, maior loja de pesquisa de mercado do mundo, constatou que a estimativa é que o mercado dentário dos Estados Unidos fature $30,59 bilhões em 2027 crescendo a um CAGR de 10,13% durante o período de 2020-2027.

Segundo Rodrigo Costa, alguns dos fatores que devem impulsionar as demandas por dentistas nos EUA são a busca pela cirurgia estética, o envelhecimento da população americana e o avanço nos procedimentos odontológicos devido à tecnologia avançada. Além disso, ele complementa que outros agentes que devem contribuir para o aumento da busca de dentistas no país é a má higiene oral, o hábito de fumar e o aumento da diabetes da população americana. 

A odontologia acaba de enfrentar um momento desafiador com o surto do coronavírus, isso porque cirurgiões-dentistas correm o maior risco de contrair a doença. “Com a pandemia ainda em alta, dentistas estrangeiros interromperam seus processos de imigração para a América, mas com a aceleração das vacinas, o mercado odontológico dos EUA já começa a se recuperar e deve se reestabelecer a partir do segundo semestre de desse ano”, aposta Rodrigo Costa.

Entretanto, mesmo com todo esse cenário propício a chegada de dentistas estrangeiros nos Estados Unidos, muitos profissionais de odontologia do Brasil acreditam que não se qualificam para um visto de trabalho ou green card:

“O que estes dentistas desconhecem é que há muitos anos o governo americano disponibiliza uma categoria de vistos chamada “EB” (Employment-based), reservada para profissionais vindos de outros países e que já possuem uma formação acadêmica superior (no mínimo um bacharelado) e uma carreira bem-sucedida, acima da média encontrada em seu segmento no mercado de trabalho”, explica Rodrigo Costa, que também é CEO da AG Immigration, escritório americano de advocacia que vem auxiliando centenas de brasileiros em processos de vistos “EB” para os EUA.

Além das questões imigratórias, os dentistas formados no exterior que desejam obter licença para exercer a profissão nos Estados Unidos também devem estar cientes de que a maioria dos estados americanos exige um diploma de um programa de educação odontológica credenciado pela American Dental Association Commission on Dental Accreditation (CODA).

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