Automação: primeira revolução humana e o setor de RH

Artigo de Ciro Arendt, gestor de Inovação da empresa Prime Control:

A revolução digital – a qual gosto de chamar de primeira revolução humana porque retirará as pessoas do trabalho repetitivo e lhes devolverá o direito humano de viver – está baseada em automação de processo, que nos próximos dois anos, ganhará efetivamente espaço no coração das empresas. Corroborando com esta afirmação, a McKinsey & Company divulgou que, até 2025, a automação por software substituirá cerca de 149 milhões de trabalhos full-time.

Por serem habilitados para efetuar tarefas repetitivas de forma mais eficiente, os robôs são capazes de transformar os âmbitos de uma empresa, assegurando a otimização de tempo, de artifícios e o aumento da produtividade. Para a área de Recursos Humanos, a adoção da automação viabiliza que os profissionais do setor deixem de realizar atividades reiterativas e passem a atuar em funções que nutram e desenvolvam os talentos presentes na organização.

Como Head de Inovação da Prime Robot, frente de hiperautomação da Prime Control, conheço robôs que são aptos para acelerar procedimentos de RH descomplicando processos de recrutamento, seleção e entrevista. Além de “varrer” o LinkedIn para selecionar candidatos compatíveis com as vagas disponíveis, há automações que também são capazes de traçar perfis comportamentais e cruzar informações com os ideais das empresas até 300 vezes mais rápido que um recrutador.

Para a próxima década, este tipo de tecnologia mudará drasticamente a forma como profissionais de RH trabalham. Hoje, há um grande contingente de pessoas atuando como hunters, mas no futuro haverá um contingente de business partners, que ajudarão na evolução do time em termos de desenvolvimento humano e organizacional. Isso auxiliará as empresas a reterem talentos ao longo do tempo.

Para finalizar, destaco um ponto para o qual eu também tenho me atentado, que é o fato de a tecnologia artificial acelerar os processos de RH com insights sobre possíveis futuros funcionários, algo que tem sido um grande diferencial, posto que para os próximos anos, os softs skills serão elementos determinantes no sucesso de profissionais e empresas. Neste tópico, já é possível observarmos organizações como Google, Tesla e outras grandes multinacionais contratando não por hard skills, mas por comportamento.

Embora um recente estudo global da PwC tenha apontado que mais de 40% das atividades profissionais realizadas por humanos poderiam ser automatizadas, uma previsão feita pelo Gartner já indicou que, até 2022, o mercado mundial de hiperautomação terá um aumento de mais de 20%, alcançando a marca dos US$ 600 bilhões.

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