Simplicidade nas artes visuais: tendência ou amadorismo?

As marcas parecem estar seguindo um caminho contrário ao da evolução tecnológica no que diz respeito à imagem, e apostando em logomarcas simples, sem grandes inovações e, por vezes, com aspecto amador. Por outro lado, a cada dia o acesso e a democratização da tecnologia estão crescendo e se popularizando entre as pessoas. Smartphones de última geração, aplicativos de imagens e até mesmo editores online permitem a criações dignas de um profissional da área. 

“O mais recente exemplo é a nova identidade visual do programa Domingão com Hulk, da Rede Globo, que virou meme na internet dada a tamanha simplicidade dos efeitos usados na arte”, comenta a especialista em marketing digital, Jennifer de Paula.  

Segundo a especialista, diante desse paradoxo fica o questionamento: será o “amadorismo” uma estratégia para atrair o público? 

“Pode até ser. Afinal, aplicativos mundialmente populares, como TikTok, que desde o começo apostou no conceito “faça você mesmo” para conquistar seus usuários, provam que é do ‘simples’ que eles gostam”, pontua.

Jennifer acredita que o que está acontecendo, talvez seja um movimento agora seja o contrário: desprofissionalizar o conteúdo e “falar” a língua dos consumidores. 

“É dentro das redações que estão os grandes profissionais da área, aqueles capazes de criar artes incríveis e logos memoráveis, mas que são absurdamente distantes do público daqui do lado de fora. Acredito que a ideia  é fazer com que o público se sinta mais “gente como a gente” e se veja representado de alguma forma nas artes”, comenta.

Mas ela faz um alerta. “Muito se engana quem acredita que tal corrente simplória da arte contemporânea tenha outra intenção senão a de sempre: conquistar e dominar”, e indica: “a sugestão diante desse movimento (e talvez a única que nos caiba) seja observar e rir dos memes que vão surgir”, finaliza.

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