Empréstimos entre pessoas físicas crescem quatro vezes em 2021

Os empréstimos entre pessoas físicas realizados na modalidade SEP (Sociedade de Empréstimos entre Pessoas Físicas), sem intermediação bancária, registraram em 2021 crescimento de 316% – ou quatro vezes.

É o que aponta levantamento da fintech Bullla, que conecta quem precisa dinheiro com quem tem para emprestar, a primeira a funcionar neste modelo no país após aprovação do Banco Central. O aquecimento no setor vem sendo alavancado pela alta nos juros básicos da economia com consequente encarecimento do crédito nos modelos tradicionais de empréstimo, como, por exemplo, o cheque especial.

De janeiro a julho, foram registradas R$ 2,8 milhões em transações de empréstimos feitos de gente pra gente por intermédio da plataforma, contra R$ 673 mil registrados no mesmo período de 2020.

Somente no mês de julho deste ano o Bullla obteve 22,3 mil novos cadastros, um crescimento de 442% quando comparado ao mesmo mês de 2020, e atingiu a marca de 200 mil cadastros acumulados em sua comunidade financeira. No total, do início da operação até agora, a fintech já soma mais de R$ 4 milhões acumulados em empréstimos e cerca de 200 mil pessoas cadastradas, entre tomadores e investidores.

Além do crescimento expressivo, o levantamento também indicou uma taxa média mensal de 3,78% de juros em julho, percentual que, no mesmo mês de 2020, era de 4,24%. Os números apontam uma redução de 20% no decorrer de um ano, o que significa que as pessoas que utilizam recorrentemente a plataforma e pagam bem, ou seja, sem atrasos, são contempladas com juros cada vez mais baixos.

Os solicitantes que já estão no segundo contrato e, portanto, conseguiram empréstimos mais baratos, estão concentrados, em sua maioria, nos estados de São Paulo (37,1%), Minas Gerais (12,9%) e Santa Catarina (10,0%). Ainda de acordo com a pesquisa, as principais motivações de empréstimo são para investir em empresa própria (17,1%), pagar dívidas (12,9%), e para educação (12,1%).

De acordo com o CEO e cofundador do Bullla, Marcelo Villela, com a disparada da inflação e juros elevados – recentemente a Taxa Selic foi de 3,5% para 5,25% ao ano –, as compras parceladas e o crédito pessoal foram, naturalmente, fatores mais afetados. “Além disso, com a crise gerada pela pandemia e com o desemprego em alta, muitas famílias reduziram seu poder de compra. O crescimento significativo da nossa comunidade financeira, especialmente nesses primeiros meses de 2021, evidencia que estamos na contramão do mercado. Ao oferecer crédito mais justo, consequentemente elevamos a procura”, afirma Villela.

Como funciona
As transações podem ser realizadas pelo aplicativo Bullla, que está disponível gratuitamente para IOS e Android, ou pelo site www.bullla.com.br, onde os usuários podem fazer simulações para avaliarem os riscos e benefícios da plataforma. A ferramenta, por meio do uso de algoritmo, cruzará os dados dos interessados em obter empréstimo, através de uma espécie de “match”, com alguém que deseja emprestar.

A tecnologia empregada pelo Bullla permite que os interessados em obter empréstimo sejam ranqueados conforme o risco (D a AA), e o investidor poderá escolher para que perfil de tomador ele deseja emprestar.

Importante destacar que, para solicitar empréstimo ou investir no Bullla, é preciso ter mais de 21 anos, ser brasileiro e residir no Brasil. O valor mínimo para quem solicita ou investe é de R$ 1.000,00 e o valor máximo é de R$ 4.000,00. Para efetivar o cadastro, é necessário apenas um documento de identificação com foto (RG ou CNH).

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