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Conheça profissões que inovaram ao investir em tecnologia

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A tecnologia mudou não só a relação entre as pessoas como alterou também as formas de consumo e também a rotina profissional. Segundo pesquisa da Avanade, a digitalização de processos possibilita às empresas aumentarem suas receitas em 70% e o funcionário ganhar até 80% de produtividade.

Existem muitas profissões que já estão cientes destas vantagens e passaram a investir no digital, como é o caso das áreas jurídica, RH, contabilidade, entre outras, que se modernizaram e tornaram menos burocrático o dia a dia das atividades.

Conheça 5 profissões que se beneficiaram com a tecnologia.

Advogados usam legaltechs para economizar dinheiro, tempo e atualização sobre novas leis

Se antes as atividades dos advogados eram feitas de forma mais lenta e analógica, consumindo muito tempo, agora estes profissionais podem, por exemplo, automatizar etapas do trabalho, gerar petições pré preenchidas feitas a partir de documentos dos clientes com o Previdenciarista (previdenciarista.com) – plataforma de conteúdo que auxilia a atualização do advogado previdenciário.

Com cerca de 9 mil usuários, o Previdenciarista coloca à disposição dos assinantes uma ferramenta que calcula os benefícios previdenciários dos seus clientes a partir do envio do CNIS para a plataforma, indica a melhor aposentadoria e, dentro desse benefício, entrega as melhores petições pré preenchidas para o caso concreto. Além disso, disponibiliza um cadastro dos clientes com procuração e contratos de honorários gerados automaticamente, ficha de atendimento e envio de documentos do cliente para a nuvem.

PMEs e MEIs alavancam vendas com sistema de gestão empresarial acessível 

É cada vez mais comum pequenos empresários gerenciarem um negócio por meio de um software integrado capaz de controlar os mais diversos setores, como emissão de boletos, estoque, financeiro, vendas, e-commerce, etc. Entretanto, os serviços de sistema de gestão empresarial (ERP) oferecidos no mercado ainda estão muito caros para a maioria dos PMEs e MEIs. 

Pensando nisso, o Bling (https://www.bling.com.br/) – startup que oferece sistema de gestão empresarial completa para a micro e pequena empresa – disponibiliza serviços e ferramentas de ERP mais acessíveis que a média do mercado, possibilitando que pequenos empreendedores organizem sua microempresa de forma mais eficiente e econômica.

A startup é investida pela Criatec 2 – fundo de investimento criado pelo BNDES, que conta com mais de 200 integrações no e-commerce e oferece serviços que possibilitam o controle total sobre as vendas, finanças, estoque, produtos, clientes, pedidos, comissões de vendas, entre outros.

Setor de RH otimiza gestão e processos de reembolso

Outro segmento que está na carona dos avanços tecnológicos é o de Recursos Humanos. Conhecidas como HR tech (human resources technology) ou RH techs, os termos definem todas as iniciativas de inovação tecnológica no setor. 

Seis passos para quem deseja empreender como influenciador digital

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Artigo de Erik Penna, palestrante de vendas e motivação, especialista em vendas com qualificação internacional e consultor. Possui MBA em Gestão de Pessoas pela Fundação Getúlio Vargas, pós-graduação em Administração e Marketing pela Universidade Paulista e graduação em Economia pela Universidade de Taubaté (SP).

O Brasil já tem mais de 50 mil influenciadores digitais quando inclui os “influencers” que possuem entre 5 e 100 mil seguidores, segundo dados da APEX e da Squid. E quando a empresa foca seu produto num “digital influencer” de indicações costuma dar certo, afinal, segundo pesquisa da Nielsen, 84% dos consumidores tomam decisões com base nas opiniões de fontes confiáveis ou influentes. Além disso, o internauta brasileiro fica, em média, nove horas e 14 minutos por dia conectado. 

Nenhuma pessoa quer errar na hora de comprar (decidir por A ou B) e uma forma de minimizar a chance de erro na hora de escolher, é confiar em alguém que já comprou e aprovou. 

A seguir, seis passos para impulsionar os resultados como influenciador:

1- Identidade

Criar e promover uma identidade singular. É preciso que o profissional se diferencie dos concorrentes, principalmente daqueles que tem perfis semelhantes. Divulgar o nome e sobrenome, por exemplo, e não optar apenas por usar o primeiro nome. A chance dos nomes se repetirem ou serem parecidos é grande, o que pode, inclusive, confundir os seguidores. Desta forma, a dica é usar o sobrenome também. 

Vale, inclusive, pensar num bordão, slogan ou frase de efeito que o público se identifique e reconheça.

2- Edição  

Caprichar na edição. Uma forma de ganhar ainda mais a audiência nos vídeos é editá-los, incluindo legendas, textos e imagens. Isso torna-os mais poderosos e envolventes, pois reforça o conteúdo apresentando. Hoje já existem programas bem fáceis e até gratuitos que fazem isso.

Outra forma de engajar os internautas é interagir, ou seja, além de afirmações, vale a pena fazer perguntas durante o vídeo ou pedir sugestões. Assim, aumenta o engajamento do público com mais comentários dos vídeos e posts.

3- Gatilho mental

É importante utilizar gatilhos mentais na abordagem, ou seja, estímulos cerebrais que influenciam diretamente a tomada de decisão. Exemplos de “gatilhos” que impactam ainda mais os vídeos:

– Histórias: conectam emocionalmente as pessoas e memorizam por mais tempo;

O poder da palavra “imagine”: uma palavra poderosa! Quando se diz: “Imagine a seguinte situação”, por exemplo, a pessoa começa mesmo a imaginar a cena e a chance de convencê-la aumenta consideravelmente;

Senso de urgência: tem que ser agora, ou perderá. As pessoas compram por dois motivos racionais: pela vontade de possuir ou pelo medo de perder a chance. 

4- Depoimentos

Para atrair mais clientes e fechar mais vendas, pode-se utilizar a técnica dos depoimentos, ou seja, gravar vídeos com alguns clientes que já contrataram os serviços de indicação e obtiveram ótimos resultados. Eles podem relatar como isso melhorou o negócio e impulsionou as vendas. É uma forma poderosa e gratuita para se conquistar novos clientes

Um potencial cliente costuma ser mais influenciado por esse tipo de testemunho do que pelos próprios vendedores da empresa, afinal, o vendedor sempre afirma que o produto oferecido é bom. 

5- Network

Apostar numa boa rede de contatos. Quanto mais pessoas souberem sobre o tipo de serviço oferecido, maior a chance de crescimento nesse nicho de mercado. Então, é necessário investir parte do tempo participando de eventos sociais e comerciais, ser visto por quem já segue a marca e se envolver com outras pessoas que gostem dos mesmos assuntos da área que a empresa atua. E, o principal: manter contato pós-evento por telefone, e-mail ou redes sociais.

Cada novo contato é uma oportunidade para aprender algo e realizar novos negócios.

6- Pesquisa

Para aqueles que estão pensando em entrar nesse segmento, além de gostar deste tipo de atividade, vale a pena se atentar a 2 pontos importantes antes de empreender:

1- É indicado fazer um levantamento de dados, pesquisar o mercado, descobrir quantos profissionais já atuam na região desejada que também indicam produtos ou serviços, e pensar num diferencial que poderá ser agregado.

2- Planejar uma transição financeira é essencial. O ideal é iniciar uma atividade sem precisar dessa fonte financeira, ou seja, os vídeos começam como um hobby e aos poucos podem crescer e se tornar a principal renda.

Conclusão: às vezes leva tempo e dá trabalho, mas é viável e vale a pena. 
Todo empreender deve lembrar dessa frase do Lee Cockerell: “Não é com mágica que se faz um bom trabalho, mas com um bom trabalho se faz mágica”. 

Site: www.erikpenna.com.br

Carne suína ganha espaço no mercado e chega a custar 1/3 da carne bovina

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Segundo dados do IBGE, a carne bovina está entre os 10 alimentos mais consumidos no Brasil. A alta demanda interna pelo produto, em relação ao aumento expressivo em seu preço durante as últimas semanas, criou um sinal de alerta à economia nacional e, principalmente, ao bolso das famílias brasileiras. Entretanto, economistas apontam não existir uma solução visível a curto prazo para o problema, que já alcançou uma alta de 35% até o momento.

De acordo com Pedro Salanek, economista e professor do ISAE Escola de Negócios, a alta da carne está relacionada a três fatores principais: aumento da demanda interna, principalmente devido a proximidade dos eventos de final de ano; alta do dólar, tornando a exportação algo mais interessante aos olhos do produtor; e questões operacionais por parte do pecuarista, que vem enfrentando problemas com a seca e com a diminuição de animais para o abate, decorrente da crise que começou em 2013.

Para quem quer economizar na hora das compras, a indicação é direcionar o consumo para outros alimentos, como a carne suína. “O mercado de carnes funciona dentro de uma relação de oferta e demanda, e quando aumenta um produto é tendência que o consumidor se adapte a outro”, aponta Salanek. Os cortes suínos mais consumidos pelos brasileiros, como o pernil e o lombo, estão custando apenas 1/3 do valor quando comparados ao mesmo tipo de corne bovino, por exemplo.

Oportunidade de negócio

Segundo dados de 2018 da Associação Brasileira de Proteína Animal, o Brasil é o 4º maior produtor de carne suína do mundo, totalizando aproximadamente 3,76 milhões de toneladas da proteína, além de ser também o 4º maior exportador mundial, com 967 mil toneladas vendidas para países estrangeiros. Em maio deste ano, a exportação da carne suína brasileira cresceu em 41%. Em receita, as vendas atingiram US$ 143,8 milhões, alta de 54,6% sobre os US$ 93 milhões registrados no mesmo mês do ano passado.

Na contramão da crise com a carne bovina, empreendimentos chamam a atenção do público com preparos acessíveis que levam carne suína como protagonista. E o melhor, não sofrem o impacto da alta dos últimos dias. “A carne suína voltou a ser uma tendência entre os consumidores, por isso apostamos em preparos desenvolvidos com receitas exclusivas e muita excelência sem deixar de lado os preços acessíveis”, aponta José Araújo Netto, fundador da rede Porks – Porco & Chope, empreendimento curitibano especializado em carne de porco, que conta hoje com 10 unidades espalhadas por quatro estados brasileiros.

No cardápio do Porks – Porco & Chope, o público encontra, por exemplo, hambúrgueres e lanches à base de carne de porco, a preços acessíveis, na faixa de R$ 10. Atualmente, a rede comercializa 10 toneladas de carne suína por mês e, até o final de 2020, pretende aumentar este número com a abertura de dez unidades na capital paulista. “Além de ser um ótimo modelo de negócios, o Porks se transformou em uma opção democrática para o consumo de carnes suínas de altíssima qualidade, desenvolvendo um mercado em franca expansão no Brasil, e livrando um pouco os brasileiros dessa dependência da carne bovina”, completa Araújo Netto.

Cadastro positivo pode ser mais garantia de crédito para compra do imóvel

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O Banco Central cadastrou as primeiras empresas que atuarão como gestoras de banco de dados do novo cadastro positivo. Segundo estudo da Serasa Experian, a inclusão automática de consumidores ao cadastro pode injetar mais de R$ 1 trilhão no mercado imobiliário, além de 22,6 milhões de pessoas que atualmente estão fora do mercado de crédito.  

Para a advogada Daniele Akamine, sócia da Akamines Negócios Imobiliários e especialista em Economia da Construção Civil, a capacidade de pagamento atestada pelo cadastro positivo é muito importante para os planos de retomada do mercado imobiliário no País, pois de nada adianta a redução dos juros se as novas taxas não chegarem aos mutuários que não dispõem de uma comprovação formal de renda.

De acordo com o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), hoje, a cada dez pessoas que conseguem trabalho, oito estão na informalidade.  “Além das operações voltadas à compra da casa própria, o cadastro positivo também representa a concessão de um crédito mais justo, com menor risco e custos mais baixos para beneficiar a população não bancarizada que, embora tenha condição de quitar suas dívidas, hoje não possui acesso ao crédito”, explica Akamine. 

A especialista ressalta que o “selo de bom pagador” é suficiente, uma vez que todas as empresas com as quais o trabalhador mantém relacionamento (banco, companhia de energia, telefonia e outras) são capazes de validar seu currículo financeiro. “Esse histórico atesta não apenas as contas pagas ou devidas no passado, como também as prestações que ocorrem mensalmente. Mesmo aquele cliente que teve o seu nome negativado também será beneficiado, uma vez que poderá demonstrar todas as vezes que quitou suas contas em dia”, diz. 

Por fim, a queda na taxa Selic para 5,0% concretizada na reunião do Copom dia 29/10 – com previsão de baixa para 4,50% na próxima, as taxas de juros atuais do crédito imobiliário (que estão no patamar mais baixo da história) e a inclusão automática de consumidores ao cadastro positivo são fatores que devem ser comemorados para quem tem o sonho de adquirir a casa própria.

Abrager assina Pacto Setorial de Integridade de Limpeza Urbana, Resíduos Sólidos e Efluentes

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Julio Mirage, diretor-executivo da Associação Brasileira de Empresas de Gerenciamento de Resíduos (Abrager), participou do lançamento do Pacto Setorial de Integridade de Limpeza Urbana, Resíduos Sólidos e Efluentes. O evento, coordenado pelas empresas de Limpeza Urbana, aconteceu na Pinacoteca do Estado de São Paulo e contou com a participação de diversos representantes do segmento.

O pacto é uma iniciativa da Rede Brasil e o Instituto Ethos com o objetivo de definir as diretrizes e os princípios de integridade no segmento de resíduos no País, fortalecendo a governança das empresas e protegendo o setor de casos de corrupção.

Trata-se do marco simbólico para o setor que efetiva a 5ª ação coletiva de integridade e combate à corrupção no País, reforçando a aderência e compromisso voluntário das empresas do setor, no sentido de mobilizar o segmento de limpeza urbana, resíduos sólidos e efluentes para a consolidação de um ambiente ético e saudável, a fim de gerar novas oportunidades de negócios em bases sustentáveis.

Além da Abrager, fazem parte desta iniciativa empresas que representam mais de 50% do mercado nacional e que atuam em parceria com entidades como: Sindicato Nacional das Empresas de Limpeza Urbana (SELURB), Associação Brasileira de Tratamento de Resíduos e Efluentes (ABETRE), Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Pública (ABLP). Em curto prazo, porém, há a expectativa de mais adesões, principalmente de empresas de pequeno e médio porte.

Plataforma de gamificação pode contribuir para reverter baixo desempenho brasileiro em matemática

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O uso de tecnologias educacionais pode contribuir para reverter o baixo desempenho dos brasileiros no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA). Segundo relatório da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o Brasil caiu no ranking mundial de educação em ciências, leitura e, principalmente, em matemática, que apresentou o pior desempenho, ficando entre os dez últimos colocados.

Entre os 80 países que participaram do PISA, o Brasil ficou em 74º lugar no ranking de conhecimentos e habilidades em matemática, índice considerado muito baixo pelos especialistas no assunto. Para muitos, os resultados do relatório só reforçam a necessidade de se reavaliar o atual modelo de ensino da matemática no Brasil, sobretudo quanto ao uso da tecnologia em sala de aula, o que já é uma realidade nos países com melhor colocação.

Como o Brasil possui cerca de 40 milhões de alunos no ensino básico, as inovações tecnológicas, por outro lado, garantem redução de custo e escalabilidade necessárias para melhorar os indicadores educacionais. Este é o caso da Estadual Henrique Dumont Vilares, de São Paulo (SP), registrou um aumento de quase 30% no desempenho de seus alunos em matemática no último ano em comparação com o exercício anterior, segundo o Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo (Saresp). Um dos principais motivos foi a implantação e utilização do sistema de jogos digitais para o ensino da disciplina, em funcionamento desde 2017.

O índice é aplicado pela Secretaria da Educação do Estado de São Paulo por meio de provas de conhecimento, com a finalidade de produzir um diagnóstico da situação da escolaridade básica paulista em Língua Portuguesa, Matemática, Ciências Humanas, Ciências da Natureza e Redação. Os resultados integram o cálculo do Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo (Idesp), que tem a EE Dumont Vilares como a primeira colocada.

O sistema de matemática digital da EE Henrique Dumont Vilares foi desenvolvido e fornecido pela startup Matific, especializada em gamificação para o ensino matemático da educação infantil até o sexto ano. A plataforma é utilizada atualmente por 500 mil alunos brasileiros, de cerca de mil colégios públicos e privados.

De acordo Dennis Szyller, CEO da Matific Brasil, a tecnologia educacional pode contribuir para a obtenção de melhores resultados e em menos tempo. “A plataforma emite em tempo real relatórios de desempenho de cada aluno, dando ao professor uma poderosa ferramenta de avaliação. Assim, o educador pode adaptar os próximos jogos às dificuldades de aprendizagem de cada um”, comenta Szyller.

“Ensinar matemática por meio da gamificação substitui a visão negativa de que a disciplina é chata e difícil. A tecnologia educacional, quando bem aplicada e alinhada ao pedagógico, é uma grande ferramenta para os educadores e, ao mesmo tempo, se aproxima da realidade de uma geração que está acostumada com os sistemas digitais”, acrescenta Szyller.

A psicopedagoga da Matific, Ana Paula Carmagnani destaca que, nos jogos educativos da empresa, as crianças aprendem os conceitos matemáticos por meio de situações do dia a dia, manipulando objetos familiares, como contagem de animais, classificação de potes de biscoito, cortando e colando figuras geométricas e assim por diante. “Essas interações guiadas são projetadas cuidadosamente para facilitar a exploração prática e a autodescoberta de conceitos e percepções matemáticos, dentro de um ambiente de aprendizagem favorável e divertido”, comenta Ana Paula.

Plásticos cada vez mais substituem metais

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Artigo de Alexandre Farhan, diretor-técnico da Escola LF, de cursos profissionalizantes em plásticos; e Larissa Rodrigues Mendes, engenheira de materiais e analista técnica de processo de injeção plástica treinada pela Escola LF. (https://escolalf.com.br/ )

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Nas últimas décadas, ficou cada vez mais comum a transição do uso de metais para o de plásticos de alta performance. A grande dúvida, porém, é saber com segurança se será possível a substituição de certos componentes sem perdas de propriedades importantes para o desempenho dos produtos que serão lançados no futuro próximo.

 A metalurgia foi uma grande conquista na história do homem. Aos poucos, utensílios de pedra e madeira foram substituídos por componentes de metal como o bronze, o cobre e o ferro. Isso aconteceu porque havia escassez de matérias-primas, mas também por aspectos culturais e a evolução do conhecimento humano. E isso tem sido assim até os nossos dias.

Os materiais metálicos geralmente possuem características próprias como rigidez, resistência mecânica e a altas temperaturas, têm alta densidade, condutividade elétrica e de calor, além de proporcionar uma boa aparência aos produtos. Já os plásticos dispõem de características como flexibilidade, maciez, isolamento térmico/elétrico, entre outras peculiaridades. A importância de cada propriedade depende unicamente da sua aplicação que, normalmente, exige uma mistura de especificações.

Um bom exemplo da substituição de matéria-prima é a bomba d’água dos carros, que hoje é feita de poliftalamida (PPA). No passado, era produzida em alumínio. A peça é aquela que possibilita a perfeita refrigeração do motor, garantindo seu bom funcionamento. Esse tipo de plástico contém 40% de fibra de vidro e oferece alta resistência à hidrólise, ou seja, aquela decomposição ou alteração química pela ação da água. Possui também capacidade para se ajustar à presença de líquidos de resfriamento em altas temperaturas. O maior destaque desse material, quando também comparado a outros tipos de plásticos, é sua rigidez e resistência à ação química, mesmo em altas temperaturas. Tem a vantagem ainda de ser uma matéria-prima versátil para produção, no processo de injeção de peças com os mais diferentes formatos.

O mais importante é que o uso dos chamados ‘polímeros (plásticos) de engenharia’ em substituição aos metais, além de permitir um menor tamanho da peça e aumentar sua precisão, reduz os custos de produção, porque elimina uma série de etapas que haveria no processo tradicional de produção com metais. Como exige menores temperaturas de processamento, consequentemente, também reduz o consumo de energia e diminui substancialmente despesas com transporte e mais algumas outras.

A redução de custos pode chegar até a 40%, segundo estudos a respeito em laboratório. O fato foi comprovado em um ensaio que compara os custos de produção de uma peça em alumínio fundido e uma peça plástica em poliamida semiaromática. Por isso, cada vez mais os engenheiros antenados com a otimização dos custos industriais buscam unir o desenvolvimento de produtos resistentes, mas com a redução significativa do peso das peças. Um estudo feito em um centro de pesquisa na Finlândia concluiu que uma redução em 10% do peso de um carro de passeio significa uma economia entre 6% e 7% no consumo de combustível.

Como as novas regulamentações sobre emissão de CO2 devem ficar cada vez mais rígidas, da mesma forma que os carros se tornam mais leves, com menor consumo de consumo e mais segurança, esses componentes plásticos se tornam cada vez mais indispensáveis na produção automotiva.  Metais como aço, bronze e zinco chegam a ter índices de peso até cinco vezes maiores que o de um ‘plástico de engenharia’. Mesmo no caso do alumínio, metal considerado leve, o seu peso chega ser o dobro dos ‘polímeros de engenharia’. Na prática, substituir esses materiais metálicos significa produzir o mesmo produto com até cinco vezes menos matéria-prima. É uma redução expressiva, sem dúvida.

Outra peça de veículos automotores que teve sua matéria-prima substituída na maior parte deles foi a maçaneta. O antigo zinco fundido usado na sua fabricação foi substituído por um plástico do tipo poliamida semiaromática com ótimos resultados. Houve uma redução no peso da peça, que proporcionalmente corresponde a uma economia de mais de 3 kg por veículo. Sem falar que o material garante um excelente acabamento no lado externo.

Atualmente, também é possível produzir parafusos e peças com roscas, além de fabricá-los com espessuras muito finas, utilizando materiais plásticos com alto teor de fibras (até 70%). Mas antigamente, a incorporação de fibras aos plásticos era tida como procedimento de má qualidade para a superfície da peça. Com a chegada das novas tecnologias, que combinam plásticos com fibras, há garantia de mais longevidade dos moldes de injeção, ou em outras palavras, as máquinas que fabricam plásticos são mais poupadas e sofrem menos desgaste.

Além dos carros, até bicicletas de competição de alta performance estão assimilando os materiais plásticos para seus componentes e suportes, como as poliamidas especiais com fibras de carbono e fibras longas de vidro. Esses materiais garantem ao quadro da bicicleta rigidez, resistência mecânica, propriedades de absorção de choque e naturalmente redução de peso. Para quem não sabe, o quadro é a parte central e principal componente de uma bike. É nele que as rodas e os demais peças são acopladas.

As novas tecnologias do mundo do plástico não param por aí. A procura por polímeros cada vez mais avançados, que atendam às mais exigentes aplicações, tem mexido com a estrutura dos fabricantes, visando a melhoria contínua dos seus produtos. Essa mudança não é observada apenas no setor de mobilidade, mas também na indústria do óleo e gás, eletroeletrônica, alimentícia e médico-hospitalar.

BRF e Emerge buscam cientistas com projetos na área de alimentos que desejam empreender

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Para acelerar ainda mais a inovação dos seus processos, a BRF, uma das maiores empresas de alimentos do mundo, em parceria com a Emerge, organização que impulsiona a inovação de base científica no Brasil, lança a primeira edição do “Emerge Labs BRF”, um desafio voltado especialmente ao público acadêmico. O objetivo é encontrar soluções para desperdício e segurança de alimentos.

Sem custo de adesão e equity free para pesquisadores ou centros acadêmicos, serão selecionados até 16 projetos de autores brasileiros que tenham tecnologias desenvolvidas a partir de pesquisas científicas. As inscrições são nacionais e acontecem até o dia 6 de dezembro pelo site www.emerge.org.br

“Promover a inovação, seja para resolver desafios atuais ou atender às novas necessidades dos consumidores, envolve juntar ciência, tecnologia e conhecimento. E quando pensamos em inovação na indústria de alimentos, é uma grande oportunidade de mudar o dia a dia de milhões de pessoas. Com a distribuição, presença e relevância das marcas da BRF podemos fazer algo ainda maior”, comenta Sergio Pinto, diretor de inovação da BRF.

“O Emerge Labs BRF é um programa desenvolvido especialmente para cientistas que querem levar sua tecnologia do laboratório até o mercado, gerando impacto e receita. Nosso grande objetivo é proporcionar uma profunda experiência em inovação para essas equipes, auxiliando-as a desenvolver produtos em torno de seus projetos científicos focados em atender demandas de mercado”, complementa Lucas Delgado, Diretor da Emerge.

Após a fase de inscrições, os participantes pré-selecionados passarão por avaliação e entrevistas. Os ganhadores passam a integrar o programa em janeiro, com encontros online e presenciais, em São Paulo, até março de 2020, além de mentoria constante. Todos os custos durante o programa são de responsabilidade dos participantes.

Sobre o programa

Serão selecionados até 16 projetos, com equipes entre dois e cinco pessoas, sendo que ao menos um dos integrantes precisa ser cientista ou pesquisador. Serão aceitos todos os níveis de especialização: graduação, mestrado, doutorado ou professor universitário. Donos e gestores de empresa com formação acadêmica também podem se candidatar.

Durante a mentoria presencial, serão abordados temas como:

– Relacionamento Ciência Mercado & Avaliação de Tecnologia

– Modelagem de Produto

– Propriedade Intelectual & Regulatório

– Formação de Time & Modelagem de Pitch

Para saber mais, acesse: http://emerge.org.br/emergelabs-brf

Taxa Selic vai chegar em 4%?

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A próxima e última reunião do ano do Comitê de Política Monetária (Copom), será realizada em 11 de dezembro. A taxa de juros que iniciou o ano de 2019 aos 6,5%, está atualmente em cinco pontos percentuais, após os últimos 2 cortes consecutivos de 0,5%. Segundo a sinalização do Presidente do Banco Central do Brasil, Roberto Campos Neto, deve haver mais um corte nesta reunião.  Para Campos, a Selic abaixo da taxa estrutural nada mais é que uma política monetária de estimulação. Espera-se que parte dos efeitos positivos dos cortes, tenham sido comprometidos, em partes por conta da recente desaceleração global puxada principalmente pela guerra comercial entre EUA e China.

A expectativa do mercado, reagindo a sinalização é que o corte seja de meio ponto percentual, já que a mesma tendência segue desde meados deste ano. Para Daniela Casabona, Sócia-Diretora da FB Wealth, o corte já está precificado e a taxa deve chegar a 4,5% ainda este ano. “O corte já está precificado e a expectativa do mercado é que para dezembro a Selic chegue em 4,5% e para o ano seguinte ainda podem haver possíveis cortes até a casa de 4%”. Casabona pontua que os investidores de perfil mais conservador devem se acostumar com o baixo rendimento, já que os maiores rendimentos estão acompanhados de risco proporcional. “Os investidores que não gostam de correr risco vão precisar se contentar com um rendimento menor, o famoso 1% em uma carteira sem oscilações não existe mais”, afirma.

Daniela destaca que a taxa deve seguir caindo e que para quem tem uma quantia maior, vale arriscar e investir fora. “Para aqueles que possuem um bom montante é possível investir em renda fixa no mercado internacional”. Casabona pontua que os investimentos no exterior podem pagar juros atrativos e gerar confiança no investidor, já que existe diversificação em uma moeda forte, que atualmente está cotado na média dos R$ 4,20. “Além de pagar um juro real mais atrativo, o investimento em mercados estrangeiros também pode lhe garantir uma diversificação em moeda forte”.

Com a expectativa de mais cortes, para quem deseja se manter na renda fixa é possível buscar também pelos investimentos com rendimento pré-fixado. “A expectativa é que a taxa caia ainda mais, então o investidor que quiser permanecer na renda fixa sem comprometer mais ainda o rendimento, pode recorrer aos fundos pré-fixados”, finaliza.

Relatório anual de Ameaças da Sophos detalha os principais ciberataques

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Sophos, líder global em segurança cibernética de última geração habilitada para nuvem, lança hoje o Relatório de Ameaças para 2020, oferecendo insights sobre o cenário de ameaças cibernéticas em rápida evolução. O relatório, produzido por pesquisadores do SophosLabs, explora as mudanças no cenário de ameaças nos últimos 12 meses, revelando tendências que provavelmente impactarão a segurança cibernética em 2020.

“O cenário de ameaças continua evoluindo – e a velocidade e a extensão dessa evolução são ao mesmo tempo aceleradas e imprevisíveis. A única certeza que temos é que está acontecendo neste momento. Portanto, em nosso Relatório de Ameaças para 2020, observamos como as tendências atuais podem impactar o mundo ao longo do próximo ano. Nós destacamos como os adversários estão se tornando cada vez mais furtivos, melhores na exploração de erros, ocultando suas atividades e escapando das tecnologias de detecção, na nuvem, por meio de aplicativos mobile e redes internas. O Relatório de Ameaças para 2020 não é apenas um mapa, mas uma série de indicações para ajudar os defensores a entender melhor o que eles podem enfrentar nos próximos meses e como se preparar”, disse John Shier, consultor sênior de segurança da Sophos.

O Relatório de Ameaças SophosLabs 2020, que também é resumido em um artigo da SophosLabs Uncut, está focado em seis áreas nas quais os pesquisadores observaram desenvolvimentos específicos durante o ano passado. Entre os fatores esperados para impactar significativamente o cenário de ameaças cibernéticas em 2020 e além estão os seguintes:

Os invasores de ransomware continuam a aumentar as apostas em ataques ativos automatizados que colocam as ferramentas de gerenciamento de confiança contra as próprias organizações, evitam controles de segurança e desativam backups para causar o máximo impacto no menor tempo possível.

Apps indesejados estão se aproximando de malwares.
Em um ano que trouxe os aplicativos Android Fleeceware, que forçam assinaturas, e um adware cada vez mais furtivo e agressivo, o Relatório de Ameaças destaca como esses e outros apps potencialmente indesejados (PUA, na sigla em inglês), como plug-ins de navegador, estão se tornando intermediários na entrega e na execução de malware e ataques sem arquivo.

A maior vulnerabilidade para a computação em nuvem é a configuração incorreta pelos operadores.
À medida que os sistemas em nuvem se tornam mais complexos e mais flexíveis, erros de operadores são um risco crescente. Combinados à falta geral de visibilidade, isso torna os ambientes de computação em nuvem um alvo pronto para ciberataques.

Machine learning desenvolvido para derrotar malware encontra-se sob ataque.
2019 foi o ano em que o potencial de ataques contra sistemas de segurança de machine learning se destacou. A pesquisa mostrou como modelos de detecção com machine learning poderiam ser enganados e como o machine learning poderia ser aplicado a atividades ofensivas para gerar conteúdo falso altamente convincente para a engenharia social. Ao mesmo tempo, os defensores estão aplicando machine learning à linguagem como uma maneira de detectar e-mails e URLs maliciosos. Espera-se que esse jogo de gato e rato torne-se mais prevalente no futuro.

Outras áreas cobertas no Relatório de Ameaças para 2020 incluem o perigo de falhar no reconhecimento de criminosos cibernéticos escondidos na varredura na internet, a superfície de ataque contínua do Remote Desktop Protocol (RDP) e o avanço adicional de ataques ativos automatizados (AAA).
Para obter informações adicionais e detalhadas sobre tendências no cenário de ameaças e mudanças dos comportamentos cibercriminosos, consulte a versão completa do Relatório de Ameaças SophosLabs 2020 em https://www.sophos.com/threatreport.

Um relatório complementar, descrevendo como as 11 famílias de ransomware mais proeminentes e persistentes atacam, será publicado em breve. O Sophos Naked Security também tratará do Relatório de Ameaças para 2020 na próxima cobertura.