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Desistir jamais foi uma hipótese, diz dirigente da Chape um ano após tragédia

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“Um ídolo não morre, vira lenda”. “Mereciam o mundo, ganharam o céu”. As frases que estampam cartazes no entorno da Arená Condá, em Chapecó, representam a lembrança de um dia que jamais será esquecido. Há um ano, as 75 vítimas que iam para a Colômbia partiram em uma viagem sem volta. Saíram de São Paulo e tinham como destino a cidade de Medellín, que seria palco da final da Copa Sul-Americana de 2016. A partida entre a Associação Chapecoense de Futebol e o Atlético Nacional nunca aconteceu, mas ficará para sempre na memória dos torcedores.

Personagem da tragédia que dizimou jogadores, jornalistas e dirigentes de futebol, o coordenador de esportes da rádio Super Condá, Ivan Carlos Agnoletto, poderia ter sido mais uma das vítimas. Quis o destino que ele não embarcasse no voo 2933, da empresa boliviana LaMia, por conta de um documento de identidade antigo, que levou por engano ao aeroporto. O imprevisto fez com que perdesse dois companheiros: Gelson Galiotto e Edson Luiz Ebeliny, conhecido com Picolé. “Meu nome estava na lista de passageiros, tinha credenciamento e tudo. Mas não embarquei, Deus me deu uma segunda chance. Na madrugada do acidente, recebi muitas ligações na minha residência”, contou emocionado.

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Desde o dia seguinte ao acidente aéreo, uma palavra tem acompanhado familiares e dirigentes da Chape: reconstrução. Um dos símbolos que traduz essa reestruturação é o Índio Condá, mascote do Verdão do Oeste. A história se confunde com a primeira casa da Chapecoense, que homenageia o líder da tribo dos Kaingang, Vitorino Condá. Segundo a lenda, o cacique teria lutado para que seu povo tivesse direito à terra junto ao governo brasileiro, uma vez que os colonizadores que chegavam à região se apossaram das terras por meio de títulos de propriedade.

Atualmente, a Aldeia Condá fica a aproximadamente 15 quilômetros do centro de Chapecó e seu nome é visto como sinônimo de união e paz. Valores que foram essenciais para reerguer o time que ganhou o coração dos brasileiros. O vice-presidente jurídico da Chapecoense, Luiz Antonio Palaoro, afirma que a gestão do clube foi “perfeita”, em um ano que poderia ser de fracasso. “Em termos esportivos, fomos muito bem. Ganhamos o Catarinense, não passamos de fase na Libertadores por um detalhe e conseguimos nos manter na elite do Brasileiro, que era o mais importante”, avaliou.

Disputa

A morte de funcionários da Chape, incluindo praticamente todo o elenco principal e comissão técnica, gerou dor, revolta, mas também disputas judiciais. As famílias das vítimas afirmam que houve falta de assistência por parte do clube. A reportagem procurou membros da Associação dos Familiares e Amigos das Vítimas do Vôo da Chapecoense (Afav-C), que preferiram não se pronunciar “em respeito ao luto e à dor das famílias nessa semana difícil”.

O responsável jurídico da Chapecoense reconhece que há ações judiciais em curso, mas nega que tenha havido negligência por parte do clube. “Pagamos os seguros de todos os funcionários do clube, incluindo jogadores. As famílias dos atletas receberam 28 salários mínimos, proporcionais ao vencimento assinado em carteira, além do seguro da CBF. No caso dos demais empregados, houve o pagamento do seguro coletivo”, explicou. Além disso, o dirigente garantiu que jamais passou pela cabeça fechar as portas do clube. “A Chape é gigante. Conseguimos nos reerguer e assim continuaremos. Desistir jamais foi um hipótese”, revelou.

Memória

Eternizar lembranças. Esse é o propósito do portal que foi lançado na sexta-feira (24) pela Associação Chapecoense de Futebol como mais uma das iniciativas em homenagem aos eternos guerreiros do clube. Trata-se de uma seção especial, hospedada no site oficial da equipe, com o objetivo de receber fotos e imagens em tributo ao time, aos atletas, dirigentes, integrantes da comissão técnica, jornalistas e convidados. De acordo com o diretor de Marketing da Chapecoense, João David De Nes, a ideia do portal vem sendo pensada há algum tempo. Com a proximidade do dia 29, mais do que nunca, as lembranças e homenagens aos eternos campeões serão ainda mais fortes, em todo o mundo. “O Portal “Pra Sempre Chape” é um local para que as pessoas, em todo mundo, possam prestar as suas homenagens, transmitir o seu carinho e as suas lembranças aos nossos queridos amigos”, ressaltou.

Na página, os torcedores e admiradores da Chapecoense poderão compartilhar arquivos de texto, foto e vídeo que passarão por moderação interna e, posteriormente, serão publicados na página. Além de prestar uma homenagem e conservar as boas lembranças, a ideia do portal é oportunizar que apaixonados pela Chapecoense possam demonstrar os seus sentimentos, um ano após o trágico acontecimento.

Investigações

A principal frente de investigação brasileira em relação ao acidente com o avião da LaMia foi conduzida pelo Ministério Público Federal (MPF), em Chapecó. O MPF concluiu que não houve negligência ou imprudência por parte da Associação Chapecoense de Futebol na contratação da companhia e que também não foi identificado qualquer indício de que tenha havido pagamento de valor indevido ou outro interesse escuso para fechar o contrato.

Nesta terça-feira (28), o procurador federal Carlos Humberto Prola Júnior confirmou haver suspeitas de que a LaMia, na verdade, seja efetivamente controlada por uma família na Venezuela, apesar de ter sede na Bolívia. Prola também apontou que a atuação da Justiça e das autoridades brasileiras no caso é limitada por uma questão de jurisdição. Como o avião partiu da Bolívia e caiu na Colômbia, o Brasil não tem atribuição para processar eventuais responsáveis pela tragédia.

As suspeitas de que os verdadeiros donos da LaMia são venezuelanos, indica Prola, também foram observadas na investigação. Isto porque o MPF teve acesso a documentos que apontam que a venezuelana Loredana Albacete negociou, em nome da LaMia, o fretamento da aeronave com o clube. Loredana é filha do ex-senador venezuelano Ricardo Albacete, dono do avião.

Por Tácido Rodrigues (Agência do Rádio Mais)

Tragédia da Chapecoense: um ano do acidente que uniu o futebol

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O dia 29 de novembro está eternizado no calendário do futebol brasileiro. Não por um jogo histórico, gol de placa, jogada incrível, tão pouco o nascimento de algum gênio da bola, mas sim pelo sentimento de tristeza e comoção que atingiu todos os brasileiros, não somente fãs de futebol. Na manhã do fatídico dia, uma terça-feira, o Brasil acordava com a notícia de que o avião da empresa boliviana LaMia, que levava a equipe da Chapecoense para a disputa da final da Sul-Americana, havia caído. Na aeronave, além dos atletas, toda a diretoria da equipe, comissão técnica, jornalistas e os tripulantes haviam sido vítimas de um erro que custou o sonho de um time, de uma cidade, de um país.

Sonho de longa data

Era o ápice do sonho. Fundada em 1973, a equipe alviverde de Chapecó, cidade do oeste de Santa Catarina, chegava ao ponto máximo de sua história: a disputa de um título continental. Algo inimaginável para um clube que em 2009 disputava a série D do campeonato brasileiro.

Com uma administração que montava equipes competitivas, mas sem comprometer a saúde financeira do clube, a Chape foi acumulando vitórias e acessos, até que em 2014 chegou à elite do futebol nacional, onde se firmou. Em 44 anos de história, o time não possui nenhum rebaixamento.

Em 2016, depois de ser eliminada na Copa do Brasil para o Atlético Paranaense, a Chapecoense foi disputar a Sul-Americana, como previa o regulamento do mata-mata nacional.
Começou a competição batendo o modesto Cuiabá Esporte Clube. Depois, partiu para um desafio enorme, enfrentar o Independiente da Argentina, um dos maiores campeões continentais da América do Sul. Conseguiu a classificação. Passou pelo Júnior Barranquilla nas quartas de final e nas semis encarou o San Lorenzo, time do Papa Francisco. Chegar até a final não foi fácil. Uma defesa monumental do goleiro Danilo, caprichosamente no último minuto da partida, deu a Chape a oportunidade de disputar seu primeiro título internacional.
Além dos quase 210 mil habitantes da cidade de Chapecó, segundo o levantamento feito pelo IBGE este ano, a Chapecoense conquistava o Brasil com sua determinação, profissionalismo e carisma. Com a Arena Condá, casa do Alviverde, sempre cheia, a equipe modesta, comparada a outros times da elite nacional, dava uma aula de comprometimento e trabalho bem feito, dentro e fora dos campos.
Para conquistar a taça da Sul-Americana de 2016, a Chapecoense tinha pela frente um time que até então parecia invencível: o Atlético Nacional, campeão colombiano e da Libertadores daquele ano.

A tragédia

Depois da classificação, a expectativa para uma possível conquista histórica dominou o país. A equipe ganhava a torcida de quase todos os brasileiros. A partida seria a primeira final que o clube disputaria fora do Brasil. Seria.

Depois de embarcar na segunda-feira, dia 28 de novembro, no aeroporto de Guarulhos, na Grande São Paulo, a equipe parou na cidade de Santa Cruz de La Sierra, onde a delegação enfim entrou no avião da empresa Lamia, com destino a Medellín, onde disputaria a primeira partida. No entanto, o pouso na capital colombiana nunca ocorreu. A aeronave, por falta de combustível, caiu em uma região serrana, bem próxima a cidade colombiana. O local de difícil acesso dificultou o resgate das equipes de busca.
Ao todo, mais de 70 pessoas morreram, entre atletas, comissão técnica, membros da diretoria do clube, jornalistas que fariam a cobertura da partida e tripulantes.

Apenas cinco pessoas sobreviveram ao acidente. Entre os atletas, o goleiro, Jackson Follman, o lateral, Alan Ruschel e o zagueiro Neto. Também resistiram a queda da aeronave, o jornalista Raphael Henzel e a comissária Ximena Suarezs. O goleiro titular da Chape, Danilo, foi resgatado com vida, mas não sobreviveu aos ferimentos.

A final da Copa Sul-Americana foi cancelada. No dia da partida, o Atlético Nacional, adversário da Chape na ocasião, prestou a primeira homenagem às vítimas.

Além da homenagem, o Atlético Nacional abriu mão do título. A Chapecoense foi declarada campeã da Copa Sul-Americana de 2016. Com o título, o clube ganhou a classificação para a Libertadores da América de 2017.

Chapecoense e Atlético Nacional, que utilizam as cores verde e branca em seus uniformes, tornaram-se equipes irmãs. As homenagens prestadas pelos colombianos aproximaram a população dos dois países, quebrando todas as barreiras geográficas.

Reconstrução

Para se manter viva em 2017, a Chapecoense contou com o apoio e solidariedade de muitos parceiros. Diversos times brasileiros disponibilizaram jogadores para o clube remontar o elenco, torcedores de outras equipes se associaram ao Verdão do Oeste para ajudar o clube financeiramente, além de doações organizadas por diversas frentes e entidades. Naquele momento, a Chapecoense tinha se tornado uma espécie de filho do futebol brasileiro, onde todos se sentiam responsáveis diante dos acontecimentos.

E logo, a magia que parece cercar a Arena Condá, estádio da Chapecoense, começou a aparecer. A equipe foi campeã do campeonato Catarinense de 2017, quebrando todas as expectativas com relação a um possível e natural fracasso, devido às condições em que a time começou a temporada.

Neste ano, a Chape disputou três competições internacionais. A Recopa, contra o próprio Atlético Nacional, a Libertadores e a Sul-Americana novamente. Não teve sucesso em nenhuma das três, mas aparentemente, o que poderia abater a equipe, fortaleceu. No campeonato brasileiro, a Chapecoense chegou a ficar na zona de rebaixamento por algumas rodadas, mas reverteu a situação. A uma rodada do fim do Brasileirão, o Verdão está na nona posição, com chances de se classificar para Libertadores.

Como uma fênix, a Chapecoense teve que perder tudo para renascer com uma força ainda maior do que a que tinha, quando chegou a seu maior momento esportivo. A equipe deixou de ser um time modesto do oeste catarinense para se tornar um time mundial, reconhecido em qualquer lugar do mundo e respeitado por todos. Para a Chape, taças e tempo de clube não são, necessariamente, sinônimos de grandeza. Na Arena Condá, cada dia vivido, superado e renascido representa um novo título. Que o grito que ecoou na voz de muitos torcedores permaneça no coração de todos os brasileiros: Vamos, vamos, Chape!

Por Raphael Costa (Agência do Rádio Mais)

Número de mulheres vítimas de abuso sexual e violência doméstica cresce no Brasil

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Juliana* Silva, órfã de pai e mãe, de 29 anos, cresceu envolta ao sonho de construir uma família. Conheceu Paulo*, seu ex-marido, ainda nova, durante as brincadeiras de bola no bairro em que morava com o irmão e o avô, Valparaíso, Goiás. No início do namoro, Juliana teve indícios de que o namorado era um homem agressivo, durante um pequeno desentendimento. Porém, passados alguns dias, o casal fez as pazes e Juliana manteve o relacionamento. “Ele dizia que me amava e queria uma família. Eu acreditei. No entanto, sempre que havia algum tipo de rusga, ele dizia que eu o irritava com indagações sem sentido. Passei a me anular, já não havia diálogo na relação, me calei. Mas mantive o casamento, por acreditar que o amor prevaleceria”, contou.

Foram nove anos de pequenas discussões seguidas de agressões por parte de Paulo. Após a gravidez, Juliana acreditou que o marido se tornaria um homem compreensivo. Enganou-se. Com o nascimento da filha do casal, Paulo tornou-se um homem intolerante ao extremo. As agressões físicas eram uma rotina familiar. Nem a presença da pequena Lilian* (filha do casal), de três anos, era motivo de intimidação para Paulo. Segundo Juliana, a relação já estava abalada.

O estopim foi um sábado, em meados de março de 2016, quando Paulo chegou em casa alcoolizado, ao retornar mais tarde de um dia de trabalho. Juliana o indagou sobre o atraso e foi recebida aos tapas. Ao tentar defender-se do marido, ele passou a esmurrar Juliana, que não resistiu e caiu desacordada. “Acordei de uma série de agressões com um balde de água gelada no rosto. Ouvia a voz da minha filha chorando lá no fundo. Achei que ia morrer ali. Quando consegui me recuperar, ele começou a me bater novamente. Um tempo depois ele cansou e dormiu bêbado, como se nada tivesse acontecido. Eu me deitei com o corpo todo dolorido e uma tristeza sem fim. Eu me sentia um lixo”, disse.

Após o ocorrido, a vida de Juliana virou um terror. Ela conta que não dormia com medo do esposo, que a ameaçava constantemente para que ela não o denunciasse. “Certa vez, tive um corte profundo na perna. Não fui ao hospital por medo de descobrirem a agressão. O pior foi quando ele resolveu forçar relações sexuais comigo. Ele dizia que eu devia aceitar, pois eu era a esposa dele. É claro que eu deixava e ao fim chorava pelos cantos”, afirmou. No entanto, o relacionamento já estava ruim. Paulo, que já traía Juliana, um dia partiu para agressões físicas na rua, ao ela se deparar com ele e a amante. Neste dia, Paulo foi preso. “Quando o levaram para a delegacia, ganhei minha vida de volta”, desabafou. Porém, o fantasma da violência ainda paira sob a vida de Juliana, que nunca deixou de ter medo do ex-marido. Atualmente ele responde as agressões em liberdade.

Números da violência

A história de Juliana reforça a triste estatística de mulheres vítimas de violência doméstica e sexual. No Brasil, a cada hora, são 503 vítimas de agressão física, segundo o Datafolha. No DF, houve um crescimento substantivo das vítimas de violência no ultimo ano. Dados da Secretaria de Segurança Pública do DF mostram que, até o mês de Outubro, foram registrados 97 estupros, contra os 56 casos do ano passado. Destes, 64 vítimas eram meninas com idade entre 10 e 14 anos.

Segundo a secretária-adjunta da Mulher, Igualdade Racial e dos Direitos Humanos do Distrito Federal, Márcia de Alencar, 72% dos casos acontecem dentro da própria casa da vítima. “Sabemos que, em 93% dos casos, a vítima tem vinculo com o agressor. Estamos falando de uma violência que é intrafamiliar, que está diretamente ligada à banalização da cultura de violência contra a mulher”, explicou.

No sábado, dia 25 de Novembro, o Orange Day chama para o Dia Internacional da Não-Violência contra a Mulher. No GDF, foi lançada a campanha “Meninas, Mulheres & Respeito”, que conta com atividades nas cidades do entorno. Houve também o lançamento do Aplicativo Viva Flor, ferramenta que pretende auxiliar no combate aos casos de violência contra a mulher. Segundo a secretária adjunta da mulher, a proposta é chamar a sociedade para os vários fatores que determinam as agressões às mulheres, por pessoas do sexo masculino, que inclui companheiros, pais e parentes próximos. “Estamos tentando responsabilizar o agressor, que passa por um processo de conscientização ao receber punição da justiça. Eles são acompanhados, no sentido de compreender o efeito nefasto da sua conduta e, assim, poder ressignificar a sua relação com o feminino”, definiu Márcia.

Hoje, existem três números para denúncias de violência contra mulheres: o disque 100, voltado para meninas vítimas de abuso e exploração sexual. Além do 180, para casos de violência doméstica. Aos moradores do Distrito Federal, discar 156, opção 6.

(*) Para a segurança da vítima, os nomes dos personagens foram modificados

MP questiona no STF medida provisória que aumentou alíquota de contribuição previdenciária

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A Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (CONAMP), a Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) e a Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho (ANPT) ajuizaram Ação Direta de Inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal, com pedido de liminar, contra a Medida Provisória (MP) 805/2017, que fixou alíquota progressiva para os servidores públicos federais.

Segundo as associações, a MP é inconstitucional ao impor alíquota progressiva, caracterizando, portanto, efeito de confisco do Estado. “(…) a Constituição da República veda qualquer tributação confiscatória, para que assim se evite a indevida apropriação do Estado. Aliás, a carga tributária originariamente imposta já se mostra acima do razoável, e querer aumentá-la em tempos de ausência de reajustes mínimos devidos representa a redução da remuneração recebida, contrariando outra garantia constitucional (…) que é a irredutibilidade de subsídios”, descreve o documento inicial da ação.

Apesar de ter ingresso no STF, até a veiculação desta notícia, a ADI não havia sido enumerada nem distribuída para relatoria.

R$ 2 bilhões para o Ceará

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A governadora em exercício do Ceará, Izolda Cela, participou da XXII Reunião do Conselho Deliberativo da Sudene . O encontro congregou, na na sede do Banco do Nordeste do Brasil (BNB), representantes das 40 maiores cidades das regiões Nordeste e norte dos estados dos estados de Minas Gerais e do Espírito Santo – sem incluir  capitais e municípios de regiões metropolitanas. No evento, foi assegurado a porte em torno de R$ 2 bilhões para o Ceará.

“Esse fundo tem grande potencial para aquecer, apoiar a produção local. Acho sempre muito importante que os critérios sejam direcionados para a inclusão e para a redução da desigualdade, beneficiando aqueles que mais precisam. Quando vemos os números e a cadeia de pequenos produtores se movimenta com efetividade, é muito saudável para a economia, gerando uma melhor distribuição das riquezas e recursos”, afirmo Izolda.

Um dos principais assuntos em debate no encontro foi a inclusão de novas cidades na região do semiárido. O Ceará requereu a entrada dos municípios de Bela Cruz, Camocim, Chaval, Cruz, Itarema, Barroquinha, Guaiúba, Jijoca de Jericoacoara, São Gonçalo do Amarante e Trairi. Com exceção de Guaiúba, todos estão em zonas litorâneas.

Para especialista, reforma tributária tem poucas vantagens para o consumidor final

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A reforma tributária está prestes a entrar em votação na Câmara dos Deputados, conforme vem anunciando o deputado federal Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR), relator da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) nº 31, de 2007. No entanto, para o consumidor final, são muito poucos os impactos positivos. Na avaliação de Francisco Coutinho (foto), contador e advogado cearense, especialista e autor do livro “Planejamento tributário na prática”, entre outras publicações, em se tratando do consumidor final a única vantagem seria a tributação mais favorável para os medicamentos.

A PEC da Reforma Tributária prevê a extinção de 10 tributos, que são: PIS/PASEP, ICMS, ISS, IOF, CID, COFINS, SALÁRIO EDUCAÇÃO, IPI e CSLL. Estes serão incorporados em um único tributo, simplificando desta forma a vida do contribuinte. Existe ainda a possibilidade de ser aprovado o aumento de impostos sobre a patrimônio, gradativamente, ou seja, o que poderá significar um aumento da carga tributária.

Coutinho assinala que, para as empresas, a simplificação da apuração dos tributos poderá reduzir o custo com mão de obra no setor fiscal. Entretanto, a expectativa do especialista é de que a reforma tributária só teria uma eficácia maior caso houvesse uma reforma administrativa profunda para reduzir os gastos públicos, possibilitando assim uma real redução da carga tributária.

A Reforma Tributária em tramitação no Congresso prevê também: a transferência do IPVA dos estados para os municípios; a transferência do ITCD dos estados para a União; e a transferência do ITR da União para os municípios.

 

 

 

Canoa Quebrada: o Blues é a trilha sonora

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Canoa Quebrada, em Aracati, praia referencial e símbolo do litoral do Ceará, é novamente palco para grandes nomes do Blues. E, hoje e amanhã – 17 e 18 de novembro de 2017 – o estilo ganha um cenário paradisíaco e faz do festival Canoa Blues o ponto de encontro ideal para quem curte e vive música de qualidade. Chegando à décima edição, o Canoa Blues já integra o calendário oficial de eventos do Estado e atrai, além de cearenses, turistas de diversos outros estados e países. Nesta edição, a programação foi aberta dia 11.11 em Fortaleza, com shows das bandas Mr. Mojo e Íris Sativa.

Já em Canoa Quebrada, as atrações são o guitarrista Anderson Camelo e a cantora cearense Marília Lima (foto), o guitarrista mineiro Gustavo Andrade e o gaitista carioca Jefferson Gonçalves, a banda Gumbo Blues, a cantora e gaitista Xime Monzon e o baixista Mauro Bonamico, ambos argentinos. A programação se encerra com Jam Session comandada pela cantora de Fortaleza Fernanda Fialho.

E o Canoa Blues, como nas edições passadas, destina atenção especial à responsabilidade social. Este ano, o Festival novamente estimula o público a doar livros, que serão encaminhados ao Conselho Comunitário de Canoa Quebrada. As doações serão recolhidas nos locais dos shows. Também haverá oficina de arte-educação para crianças e adolescentes da comunidade, em 24 de novembro, na ONG Canoa Criança.

Todos os shows em Fortaleza e em Canoa Quebrada, assim como as atividades de arte-educação, são inteiramente gratuitos ao público.

Agenda

17 de novembro, sexta-feira

Local: Canoa Quebrada, Polo de Lazer
Shows: Anderson Camelo e Marília Lima, às 22h
Acesso gratuito

18 de novembro, sábado
Local: Canoa Quebrada, Polo de Lazer
Shows: Gustavo Andrade & Jefferson Gonçalves e Xime Monzon, Mauro Bonamico e Gumbo Blues, às 22 horas.
Fernanda Fialho, com Jam Session com músicos convidados (Restaurante Pátio), a partir da meia noite.
Acesso gratuito

24 de novembro, sexta-feira
Local: ONG Canoa Criança, Rua Descida da Praia, Canoa Quebrada
– Oficina de arte-educação
– Doação de livros para o Conselho Comunitário de Canoa Quebrada

Redes Canoa Blues
Facebook: https://www.facebook.com/CanoaBlues/
Instagram: @canoablues
Twitter: https://twitter.com/canoablues
E-mail: forblues@gmail.com

PATROCÍNIO
Banco do Nordeste/Governo do Brasil, Governo do Estado do Ceará/Secretaria da Cultura e Assembleia Legislativa do Estado do Ceará
Patrocínio em Fortaleza: Prefeitura Municipal de Fortaleza/Secretaria de Turismo
Patrocínio em Canoa Quebrada: Prefeitura Municipal de Aracati e Sebrae

APOIO
InvestNE, Diogo Farias Microfones Artesanais, Associação dos Empreendedores de Canoa Quebrada e Conselho Comunitário de Canoa Quebrada.

Governo do Ceará fortalece ensino tecnológico

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O Instituto Centro de Ensino Tecnológico (Centec) está com inscrições abertas para 1.070 vagas em cursos básicos gratuitos, em 27 cidades cearenses, para o mês de novembro. As capacitações são oferecidas nos Centros Vocacionais Tecnológicos (CVTs) e qualquer pessoa, a partir de 16 anos, pode participar. Basta comparecer à unidade do Centec com o CPF.

São oferecidos 65 cursos de diferentes áreas, como: informação e comunicação, hospitalidade e lazer, gestão e negócios, infraestrutura, idiomas, dentre outros; nas cidades de Acaraú, Amontada, Aracoiaba, Beberibe, Boa Viagem, Brejo Santo, Campos Sales, Fortaleza, Fortim, Granja, Horizonte, Icó, Ipaumirim, Ipu, Itaiçaba, Limoeiro do Norte, Maracanaú, Maranguape, Massapê, Mauriti, Missão Velha, Piquet Carneiro, Quixeré, São Benedito, Tabuleiro do Norte, Tauá e Viçosa do Ceará. Acesse em anexo a programação completa.

Para mais informações, os interessados devem entrar em contato diretamente com o Centro Vocacional Tecnológico da sua cidade. Encontre aqui o endereço e telefone de todos os CVTs do Instituto Centec. A instituição oferece cursos básicos, técnicos de nível médio e superiores tecnológicos, totalmente gratuitos, por meio de um contrato de gestão com a Secretaria da Ciência, Tecnologia e Educação Superior (Secitece), do Governo do Estado do Ceará.

BNB investirá em audiovisual

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O Banco do Nordeste do Brasil (BNB), o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Agência Nacional do Cinema (Ancine) formalizam nesta segunda-feira, 13, protocolo de intenções para estruturar parceria para o desenvolvimento do setor audiovisual.

A assinatura do documento ocorre na abertura do 3º Mercado Audiovisual do Nordeste (MAN), às 9 horas, na sede do Banco do Nordeste, em Fortaleza (Av. Dr. Silas Munguba, 5700). O ato contará com a participação do presidente do BNB, Marcos Holanda, representantes do setor audiovisual e autoridades, entre elas o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE).

Com a parceria, o BNB fica autorizado a operar recursos financeiros do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) em toda a área de atuação (Nordeste e norte dos estados do Espírito Santo e Minas Gerais). O Fundo destina-se ao desenvolvimento de toda a cadeia produtiva do audiovisual no Brasil, incluindo diversas atividades ligadas a segmentos do setor, como produção, distribuição/comercialização, exibição e infraestrutura de serviços.

O Mercado do Audiovisual do Nordeste foi lançado em 2015, no Cine Ceará – Festival Ibero-Americano de Cinema, visando a unir os protagonistas do audiovisual e promover a troca de experiências e a geração de negócios. A terceira edição do MAN reunirá canais e plataformas de exibição, produtoras independentes, profissionais e instituições ligadas ao setor do audiovisual para discutir os rumos do setor nos estados do Nordeste, Norte e Centro Oeste.

Além dos paineis, debates e palestras nos dias 13 e 14, a programação será retomada nos dias 16 e 17, com apresentação dos canais sobre suas respectivas programações, públicos que atingem e tipos de produtos que pretendem comprar de produtoras independentes. Para o dia 18, estão programadas rodadas de negócios já agendadas entre as produtoras independentes e os canais, oportunidade de compra e venda de produções audiovisuais.

CGE do Ceará amplia recursos tecnológicos

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A Controladoria e Ouvidoria Geral do Estado do Ceará (CGE) assinou com a Empresa de Tecnologia da Informação do Ceará contrato para o fornecimento do serviço tecnológico de hospedagem em nuvem. A inovação visa garantir robustez e segurança aos sistemas fornecidos pela CGE ao cidadão.

Para o secretário de Estado Chefe da CGE, Flávio Jucá, a contratação do serviço representa um marco para a instituição. “A hospedagem em nuvem tem como objetivo, além de melhorar as estruturas disponibilizadas para nossos sistemas, garantir mais efetividade e agilidade na utilização pelos cidadãos. Isso representa um verdadeiro marco histórico na instituição, pois estamos mudando de patamar, dando mais robustez a nossos sistemas, contando com o crescimento constante no números de acessos e participação do cidadão. Também estamos nos preparando para receber novos sistemas que estão sendo desenvolvidos pela CGE como o Sistema Público de Relacionamento com o Cidadão”, destacou.

Com a assinatura do contrato, a CGE migrará seus sistemas informatizados para nuvem, espaço virtual responsável pelo armazenamento digital de dados junto a rede mundial de computadores. O processo trará mais segurança as ferramentas, garantindo disponibilidade, além de possibilitar uma melhoria na performance dos sistemas, permitindo o aumento no número de acesso às ferramentas sem perda de qualidade e agilidade.

A hospedagem de sistemas institucionais da CGE em nuvem é uma ação que está sendo realizada dentro do previsto na Instrução Normativa Estadual Nº 01, de 13 de fevereiro de 2017, onde fica disposta a substituição da contratação de servidores, storages, racks, datacenter ou serviços de processamento de dados de TIC no âmbito do Governo do Estado do Ceará pela contratação de serviços de computação em nuvem, sendo este processo realizado por meio da Etice.